Farinha de trigo, arroz e os açúcares os alimentos mais importados por Angola

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Farinha de trigo, o arroz e os açúcares constituem os alimentos mais comprados por Angola no exterior e cuja quantidade adquirida no III trimestre de 2016 teve um ascendente comparativamente a 2015.

Segundo o Boletim Estatístico do terceiro trimestre do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a quantidade de farinha de trigo importada em 2016 foi de 149.800,83 toneladas e registou um aumento de 43.821,34 toneladas relativamente ao ano 2015. Esta cifra corresponde a um crescimento na ordem dos 41, 35 porcento.

Já o arroz, o terceiro produto mais importado no III trimestre de 2016,atingiu 113.111,15 toneladas, um aumento de mais 27.910,50 toneladas comparativamente a 2015, ano em que foram compradas no exterior 85.200,50 toneladas.

Por sua vez, a importação de açúcar cifrou-se em 66 mil e 883 toneladas, isto é, mais 10 mil, 557 e 64 toneladas em relação ao período de 2015, período em que se registou uma compra de 85.200,50 toneladas, correspondente a uma variação de 18,174 porcento.

Além daqueles produtos alimentares, destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registou um aumento considerável de 37.891,3 toneladas em relação ao mesmo período de 2016, o que representa um acrescimento na ordem do 14.718,5 porcento.

Outro aumento verificou-se na importação do milho (44,67 porcento) com as suas expressivas 8.832,82 toneladas.

Em contraste, outros produtos alimentares, como as carnes e miudezas, óleos de soja e farinha de cereais, apresentaram quebras. Em 2016, importou-se 48.055,36 toneladas contra 73. 656,92 toneladas de 2015 – uma redução de 25 mil e 601,56 toneladas.

Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2016, mas as suas exportações caíram comparativamente a 2015. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 toneladas e da Coreia do Sul uma diferença de 99.934,14 toneladas.

O continente que mais exportou para Angola foi a Europa (633.633,83 tons), seguido da Ásia (520.048,01 Toneladas) e da América (207.567,93 toneladas).

No geral, as importações de Angola em 2016 baixaram muito devido à situação da crise económica e financeira que o país atravessa desde finais de 2014.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2017/2/13/Angola-Importacao-alimentos-cresce-significativamente-2016,a8fd8416-4434-4864-bcd6-ee31506c1fa9.html

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Produção de trigo na África do Sul muda o quadro de importações

trigo.jpgAs importações de trigo por parte da África do Sul deverão cair após uma recuperação na safra, com rendimentos “quase recordes”.

O Serviço de Análise Global de Safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê a safra 2016/17 para o país em 1,88 milhões de toneladas.

Este número representa um crescimento de 436.000 toneladas em relação ao último ano, decorrência de fortes rendimentos e de uma área plantada em crescimento. Desta forma, esta é a maior safra do país nos últimos cinco anos.

Aumento dos rendimentos

A produtividade da safra está estimada em 3,69 toneladas por hectare, o que o USDA atribui a “chuvas favoráveis e rendimentos quase recordes” na região do Cabo Ocidental, onde é cultivado mais de 90% do trigo.

Essa região é responsável por 57% da produção total de trigo na África do Sul.

Apesar das chuvas e do rendimento favoráveis, no entanto, a quantidade não indica uma colheita recorde.

Queda nas importações

Com um aumento na produção, embasado em estimativas locais da África do Sul, o fator também deve pesar sobre as importações.

As importações totais de trigo do país devem ficar em 1,5 milhões de toneladas nesta safra, sendo que no ano passado foram importadas 2 milhões de toneladas. De acordo com o USDA, este é o número mais baixo dos últimos 7 anos para as importações.

Tradução: Izadora Pimenta

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/graos/186337-aumento-na-producao-de-trigo-da-africa-do-sul-deve-diminuir-importacoes-do-cereal-pelo-pais.html#.WJEWltQrI_4

Angola atinge autossuficiência na produção de cimento, refrigerantes e aço

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Angola já é auto-suficiente na produção de cimento, refrigerantes, águas engarrafadas e varão de aço, tendo em curso estudos para elevar o valor dos direitos aduaneiros ou proibir a importação deste último, anunciou quinta-feira o director do Gabinete de Estudos Projectos e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria.
 
Ivan Prado disse à Angop que Angola produz por ano cerca de 500 mil toneladas de varão de aço, 9,200 milhões de toneladas de cimento, 5,5 milhões de hectolitros de refrigerantes e dez milhões de hectolitros de águas engarrafadas, mas que, à excepção de varão, “ainda precisa de importar e noutras indústrias de transformação precisa ainda de quase tudo”.
 
O país também está em vésperas de obter elevadas produções nas fábricas têxteis Textang II (Luanda) e África Têxtil (Benguela), concluídas a cem por cento, em fase de testes, assim como na Satec (Dondo), em fase de conclusão com uma execução física de 96 por cento, disse Ivan Prado.
As fábricas têm dificuldades em obter algodão, mas, neste momento, estão identificados investidores no Sumbe e em Malanje, com os quais se conta para impulsionar a produção da matéria-prima, disse.
 
Ivan Prado revelou que o Ministério da Indústria foi orientado a encontrar entidades privadas através de um concurso público para a aquisição daquelas fábricas, em cuja edificação o Estado empregou 1.200 milhões de dólares (mais de 200 mil milhões de kwanzas). O director do GEPE do Ministério da Indústria declarou que a aposta do processo de diversificação da economia em curso, consiste em salvaguardar primeiro as cadeias produtivas, quando todas as unidades industriais devem olhar para a sua cadeia produtiva para que o país deixe de ter indústrias que dependem em cem por cento das importações.
“Devemos olhar para o sector agrícola, no sentido de criarmos ‘inputs’ para a indústria nacional. O sector tem um programa de industrialização onde a maior importância recai sobre a indústria do sector alimentar”, disse.
Dinâmica nas moagens
Angola produziu em 2015 cerca de 28 mil toneladas de farinha de milho, um aumento de cinco mil toneladas em relação a 2014 atribuído à aplicação de um programa institucional desse domínio, disse Ivan do Prado, que reconheceu que o sector tem um elevado défice de milho e outros cereais, mas que o desempenho foi conseguido com a aplicação do Programa Dirigido da Farinha de Milho.
 
O programa é operado por quatro empresas privadas angolanas, Induve, Sociedade de Moagem, Rogerio Leal e Filhos e Fonseca e Irmãos, as quais Ivan Prado considerou que “já trabalham com alguma expressão no mercado”.
 
O director do GEPE do Ministério da Indústria citou dados da Administração Geral Tributária (AGT) que apontam para uma desaceleração das importações angolanas de farinha de milho de 314 mil toneladas en 2014, para 256 mil em 2015.
“É um défice grande mas que pode ser encarado como oportunidade para quem quer investir neste segmento da economia nacional”, considerou Ivan Prado, que anunciou o interesse de um empresário privado na produção de trigo e que “tudo indica que já a partir do próximo ano se tenha farinha nacional” e voltou a citar números da AGT que também apontam para o declínio das importações desse produto de 510 mil toneladas em 2014, para 420 em 2015. O director do GEPE do Ministério da Indústria revelou que os planos das autoridades incidem agora sobre um projecto de construção de uma grande moagem em Luanda, com o arranque das operações previsto para 2017, onde se vão produzir 393 mil toneladas de farinha de trigo por ano.
 
Para ajudar Angola a obter elevado desempenho na produção de cereais, está projectado um investimento privado de produção de fertilizantes a ser implantado em Cabinda, e estão em curso estudos que envolvem vários pelouros institucionais, como a Agricultura, Geologia e Minas, Energia e Água e Petróleos.