Turquia é um dos maiores investidores em Moçqmbique

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Recep Tayyip Erdogan, que preside a Turquia desde Agosto de 2014, é o primeiro chefe de Estado daquele país a visitar Moçambique. Localizado entre a Europa e Asia, a Turquia tem relações comerciais e diplomáticas com Moçambique desde 1975, mas essa ligação só cresceu nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, a Turquia está na lista dos 10 maiores investidores no país, o volume das trocas comerciais ascendeu, em 2015, aos 120 milhões de dólares norte-americanos, contra cinco milhões em 2003.

De acordo com um comunicado publicado no site da Presidência da República, “a visita do presidente turco ao nosso país decorre no quadro do aprofundamento das relações de amizade e de cooperação existentes entre Moçambique e a Turquia, e será uma ocasião para passar em revista as relações bilaterais e perspectivar o futuro das mesmas, particularmente no domínio económico e comercial, onde ambos países possuem vantagens comparativas ainda por explorar”.

Os negócios vão preencher maior parte da agenda de visita do líder turco. Erdogan vem com uma delegação de 150 empresários e três ministros de pastas importantes, com destaque para Economia e Energia. Está previsto a realização de um Fórum de Negócios Moçambique-Turquia e a assinatura de acordos bilaterais.

Sétima principal economia da Europa e uma das 20 maiores do mundo, o motor da actividade económica da Turquia é a agricultura, indústria, comércio e turismo.

Lembre-se que o actual presidente da Turquia sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado em Julho do ano passado, onde morreram 265 pessoas, entre elas 104 militares golpistas e 47 civis. A visita a Moçambique enquadra-se num périplo ao continente africano com passagem pela Tanzânia e Madagáscar.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43308-presidente-da-turquia-inicia-hoje-visita-oficial-a-mocambique.html

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Trocas comerciais entre Angola e a China atingiram 12,8 bilhões de dólares

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As trocas comerciais entre Angola e a China atingiram, de Janeiro a Outubro de 2016, 12.788 milhões de dólares (2,132 triliões de kwanzas), uma queda 25,47 por cento face ao período homólogo do ano anterior.
 
Dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum Macau noticiados ontem pela Angop ilustram que, no mesmo período, Angola importou da China bens avaliados em 1.414 milhões de dólares (236 mil milhões de kwanzas), menos 55,96 por cento que em 2015.
 
Angola surge em segundo lugar nas trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e exportou para a China mercadorias no valor de 11,bilhões de dólares norte-americanos (1,896 triliões de kwanzas), menos 18,46 por cento que no período precedente.
 
Os dados também indicam que o comércio entre a China e os países de língua portuguesa, nos primeiros dez meses de 2016, ascendeu a 75.491 milhões de dólares (12,584 triliões de kwanzas), um valor que representa uma quebra homóloga de 10,32 por cento.
 
De Janeiro a Outubro, a China exportou para os oito países de língua portuguesa bens no valor de 23.769 milhões de dólares (cerca de quatro triliões de kwanzas), menos 23,64 por cento, e importou bens no montante de 51.721 milhões de dólares (8,6 triliões de kwanzas), menos 2,50 por cento, assumindo um défice comercial de 27.952 milhões de dólares (4,659 triliões de kwanzas).
 
O Brasil, o principal parceiro comercial da China entre os países de língua portuguesa, exportou para este país bens no valor 38.691 milhões de dólares (mais 3,34 por cento) e importou mercadorias no montante de 17.656 milhões de dólares (menos 25 por cento), tendo o comércio bilateral caído 7,89 por cento para 56.347 milhões de dólares.
 
Em terceiro lugar, surge Portugal, com trocas comerciais no valor de 4.640 milhões de dólares (mais 25,95 por cento), em que 3.365 milhões de dólares corresponderam a exportações chinesas (mais 38,97) e 1.275 milhões de dólares a importações de produtos portugueses (mais 0,98).
 
Moçambique registou trocas comerciais com a China no valor de 1.509 milhões de dólares (mais 25,01 por cento), com a China a vender bens no montante de 1.129 milhões de dólares (mais 30,97) e a comprar mercadorias no valor de 379 milhões de dólares (mais 0,89).
 
As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, ascenderam a 205,7 milhões de dólares.
Em Outubro, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa ascendeu a 6.362 milhões de dólares, número que representa uma quebra de 28,49 por cento, comparativamente ao valor registado no mês homólogo de 2015.