Moçambicanos devem ser inteligentes e aprender com os turcos a fazer negócios com pouco dinheiro

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Tayyip Erdogan exorta autoridades moçambicanas a aprender a gerir a informação e recursos humanos existentes
 
O Presidente da República, Filipe Nyusi, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, participaram, ontem, no Fórum Empresarial Moçambique-Turquia, evento que durou um dia e juntou, na capital do país, 150 empresários turcos e 650 moçambicanos, com o objectivo de discutir negócios.
 
Filipe Nyusi disse, na ocasião, que os negócios firmados entre os empresários dos dois países devem reflectir-se no aumento do emprego no país. “A nossa presença neste fórum empresarial é uma demonstração inequívoca do quão valorizamos a parceria com o empresariado para o alcance dos nossos objectivos de desenvolvimento e criação do bem-estar de todos”, realçou Filipe Nyusi.
 
Por sua vez, o estadista turco alertou que os moçambicanos devem ser inteligentes, para tirarem o máximo proveito da exploração dos recursos naturais, uma das principais riquezas do país. “Vocês podem aprender como fazer negócios sem ter muito dinheiro nos vossos bolsos. Nós, da Turquia, não tínhamos muito dinheiro, mas temos a nossa inteligência, a nossa sabedoria, por isso, crescemos bastante. Vocês devem saber gerir a vossa informação e gerir os recursos humanos de que dispõem”, disse Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia.
 
Os empresários, por sua vez, representados pelas confederações empresariais dos dois países, manifestaram interesse em cooperar, mas querem que os governos dos dois países criem mais facilidades. “Na interacção entre os empresários, foi constante a preocupação de uma mais fácil movimentação de homens de negócios entre Moçambique e Turquia, tendo-se sugerido aos dois governos avançarem para a supressão de vistos entre os nossos países”, disse Rogério Manuel, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
 
O reforço da cooperação empresarial, com destaque para a exploração dos recursos minerais, foi uma das principais razões que levaram o presidente da Turquia a visitar Moçambique. Recep Tayyip Erdogan partiu ainda ontem de regresso ao seu país.
 
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Prof. moçambicano afirma que a visita de Erdogan visava convencer Nyusi a ‘entregar inimigos’ da Turquia”,

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Uache defende que Erdogan veio ao país em busca de ajuda para neutralizar seus opositores

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Paulo Uache, professor de Estudos da União Europeia, no Instituto Superior de Relações Internacionais em Maputo, não tem dúvidas em relação à visita histórica de Erdogan ao nosso país: “tinha duas perspectivas: uma económica, que era compensatória, e uma perspectiva política, que era uma espécie de combate ao terrorismo na sua percepção de terrorismo”

“Ainda ontem (antes de ontem), deu uma entrevista a um canal a dizer que tinha duas perspectivas: uma económica, que era compensatória, e uma perspectiva política, que era uma espécie de combate ao terrorismo na sua percepção de terrorismo, porque, a partir de 2013, Erdogan entra em desavenças com Gulam, um homem influente do ponto de vista económico, religioso, e até é acusado pelo próprio Erdogan de estar a patrocinar o movimento PKK, que é um partido curdo na Turquia.

Agora, o cenário é que a Turquia tem dificuldade de identificar os amigos. Temos visto o que acontece com a Rússia, com os Estados Unidos, acusados de apoiar movimentos rebeldes dentro da Turquia, mas, mais do que isso, é que não se entende com a própria União Europeia. Com Moçambique, concretamente, é esta percepção de que aqui existem aqueles que são apoiantes do Gulam e que estão a investir em outras áreas, como a económica, turística e até mesmo a educação.

Estes elementos todos fazem com que Erdogan faça esta ofensiva, não só em Moçambique. Eu acho que é uma ofensiva política para África, no sentido de identificar os países, pedir colaboração, como ele diz, para que se afastem. Daí que traz também empresários, na minha percepção, são empresários compensatórios, no sentido de que ‘afastem esses, e eu hei-de dar-vos o que eles já vos dão com estes meus’. Só que a política externa de um Estado não se faz assim, porque Erdogan não é eterno no poder.

Portanto, se não é eterno, nós não podemos estar a mudar de política em função da liderança que está lá. Temos que encontrar parcerias duradouras. Não podemos nos afastar só porque o investidor ou Erdogan não concorda com uma certa perspectiva dentro do país dele e nós temos que aderir automaticamente.

Temos que reflectir, temos que olhar, temos que perceber quais são as tendências dentro da Turquia, e eu penso que ele não tem grandes chances de repetir o mandato dentro do seu país, pela forma como aborda as questões políticas, tanto com os vizinhos, como a nível interno. É uma questão muito forte e difícil com que lidar, mas, diplomaticamente, teremos que encontrar saídas para lidar com a situação. Em diplomacia, o princípio básico é nunca dizer ‘não’. Mas isso não significa ‘sim’.

É sempre encontrarmos uma fórmula de lidarmos com todos os parceiros que achamos relevantes para o nosso desenvolvimento, porque, se ele está aqui, é pelo interesse nacional do país dele, e o nosso interesse nacional onde é que fica? Vamos olhar para os dois: quem é e como preserva melhor o nosso interesse nacional, e como é que podemos, provavelmente, lidar com os dois, para amenizar a questão das nossas perdas.

Uma medida, por exemplo, de dizer que agora estamos com Erdogan pode desincentivar outros investidores ou outros parceiros que estão no nosso território, porque isso significaria a nacionalização dos bens daqueles que supostamente Erdogan está contra.

Isso significaria que o nosso país não é confiável do ponto de vista de investimento, mas também, negar seria uma perspectiva muito dura, porque a Turquia tem as capacidades que tem do ponto de vista económico, não falaria do ponto de vista militar, porque isso não é relevante neste momento, também pela distância, não é uma grande ameaça para Moçambique.

Mas pela capacidade económica, porque, na situação em que nos encontramos, seria um parceiro relevante, desde que não nos imponha as suas vontades. Podemos cooperar até onde podemos, mas não precisamos de ser seguidores da sua percepção, que não é apoiada, por exemplo, pela União Europeia, que também é nosso parceiro; não é apoiada pelos Estados Unidos, pela Rússia, que também são nossos parceiros. Então, temos que encontrar uma fórmula nacional de lidar com os nossos interesses e mostrarmos que temos interesses sobre os quais só podemos negociar se nos beneficiarem.

Erdogan é um homem passageiro, mas o Estado turco está lá e qualquer um desses actores pode ser membro da gestão futura da Turquia. Portanto, eu penso que nós também, como um Estado com 40 anos, temos a capacidade para lidar com o assunto; vamos provavelmente encontrar uma saída, sem negar. Estiveram aqui vários outros estadistas com os seus interesses e tivemos a perspicácia de escolher os nossos interesses, sabendo ceder para também receber, mas não agir de forma clara contra o interesse nacional”.

 

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43339-visita-de-erdogan-visava-convencer-nyusi-a-entregar-inimigos-da-turquia-paulo-uache.html

Turquia propõe uma negociação “Ganha/Ganha” com Moçambique

erdogan-mocambiquePresidente Recep Tayyip Erdogan da Turquia ao visitar Moçambique propôs uma negociação”Ganha/Ganha ” com Moçambique. É a primeira vez que um presidente da Turquia visita Moçambique. Há expectativa por parte do presidente turco de aumentar as trocas comercias entre os países de 120 milhões de dólares para 500 milhões de dólares nos próximos anos.

Mas afina o que é uma relação de “ganha e ganha”? Ela significa que a negociação tem uma característica incomum: ninguém perde, todos ganham. É o que se pode dizer, por exemplo, da relação ideal entre uma empresa e seu fornecedor.

Existe uma certa confusão sobre o que seja negociação Ganha/Ganha (G/G). Por um lado, os céticos, os cínicos e os competitivos, que consideram o G/G impossível. Por outro, os ingênuos que acham que G/G é ser “bonzinho”.

Os céticos, cínicos e competitivos partem do princípio que se um ganha o outro tem que, necessariamente, perder. No fundo consideram cada situação como uma torta a ser divida entre duas pessoas. Uma, fatalmente levará a maior fatia. Ou ainda, acreditam que houve Ganha/Ganha quando ganham duplamente. Já os “bonzinhos”, são, invariavelmente, perdedores. Em geral, em nome da cooperação, não lutam pelo desejável e acabam obtendo o mínimo necessário, ou o que é pior, até menos que o mínimo. Mas sempre têm uma boa justificativa: “Estou cedendo em nome do G/G”.

Assim, é necessário que se entenda que o desfecho G/G é fruto de muita competência e entre estas competências está a de identificar todos os procedimentos, truques e ardis de quem negocia Ganha/Perde (G/P). E mais:

Entender que só existe negociação G/G caso se possa encontrar alternativas de ganho comum, isto é, que atendam aos interesses das partes. Caso elas não sejam encontradas não existe negociação G/G

Para que haja negociação G/G, a efetividade do acordo deve ser produto da qualidade pela aceitação. Qualidade, quer dizer que os interesses legítimos das parte possam ser atendidos. Aceitação quer dizer que as partes ficaram satisfeitas e se comprometem com o cumprimento do que foi acordado. É difícil imaginar essa negociação entre dois países.

O presidente da Turquia está disposto a compartilhar a Know how com os africanos e até instalar uma agencia de cooperação a  “Turkish Cooperation Coordination Agency (TIKA)”, a ser instalada em Maputo.

Turquia está interessado na mineração, transportes, construção de infra-estruturas, turismo e energia de Moçambique

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A Turquia integra a lista dos 10 principais investidores em Moçambique, e nesta visita, a delegação turca tentar identificar outras áreas de cooperação, presentemente centrada. fundamentalmente no comércio e agricultura, segundo Tagip Argonil, empresário turco em Maputo.

Dados do Centro de Promoção de Investimentos de Moçambique (CPI), indicam que em 2015, o volume das trocas comerciais entre Moçambique e a Turquia ultrapassou os 120 milhões de dólares, contra cinco milhões de dólares, em 2005.

Para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), na sigla em inglês, esta visita será uma oportunidade para o estabelecimento de parcerias entre emprsários moçambicanos e turcos, principalmente nas áreas de mineração, transportes, construção de infra-estruturas, turismo e energia.

O empresário moçambicano, Tomás Rondinho, disse à VOA que na Turquia, “os sectores de turismo e transportes, têm vindo a resgistar um grande crescimento e nós pretendemos estabelecer parcerias nessas áreas com empresários turcos”.

Refira-se que em 2015, a companhia aérea turca, Turkish Airlines, abriu uma rota entre Istambul e Maputo, o que levou à perda do monopólio da transportadora aérea portuguesa, TAP, nas ligações directas entre a capital moçambicana e o continente europeu.

http://www.voaportugues.com/a/mocambique-turquia-erdogan/3688241.html

Turquia tem-se aproximado nos últimos anos de Moçambique

 

Afrikareise Erdogan in Mosambik (picture-alliance/AP Photo/K. Ozer)Recep Tayyip Erdogan, com a esposa, em Maputo

Presidente da Turquia se desloca a Maputo para um momento de viragem na relação entre os dois países. Em 2016, o comércio bilateral foi estimado em cerca de 100 milhões de dólares. Recep Tayyip Erdogan espera que o volume da cooperação comercial possa superar, em breve, os 250 milhões de dólares e, em uma fase seguinte, os 500 milhões de dólares.

Esta visita termina com a assinatura de seis acordos de cooperação, nomeadamente, para a supressão de vistos em passaportes diplomáticos e de serviços, a realização de consultas políticas, a cooperação económica e comercial e a promoção de investimentos. Os acordos visam ainda as áreas da cultura e turismo.

Para intensificar as relações entre os dois países, Erdogan propôs a abertura, em Maputo, de um escritório regional da agência de cooperação turca e de uma embaixada de Moçambique em Ancara.

O Presidente turco fez-se acompanhar de 150 empresários, que participaram no Fórum de Negócios Moçambique-Turquia.

Turquia é porta de entrada para o Médio Oriente

Frankreich Besuch Mosambik Präsident Filipe Nyusi (picture-alliance/Anadolu Agency/M. Yalcin)Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique

Do lado de Moçambique, o Presidente afirmou estar satisfeito com o estágio da cooperação entre a Maputo e Ancara, que registra um sentido “crescente”. Filipe Nyusi nota que as relações bilaterais mostram “sinais de firmeza e de crescimento”.

“Para nós, a Turquia não é só um país amigo ou irmão com quem temos relações diplomáticas, mas também é uma porta de entrada para o Médio Oriente com muita firmeza”, acrescentou.

A Turquia tem-se aproximado nos últimos anos de Moçambique, onde se tornou num dos dez maiores investidores estrangeiros.

http://www.dw.com/pt-002/presidente-turco-pede-ajuda-a-maputo-para-combater-movimento-de-fethullah-g%C3%BCllen/a-37257753?maca=por-DW_para_A_Verdade-12133-html-cb

Turquia é um dos maiores investidores em Moçqmbique

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Recep Tayyip Erdogan, que preside a Turquia desde Agosto de 2014, é o primeiro chefe de Estado daquele país a visitar Moçambique. Localizado entre a Europa e Asia, a Turquia tem relações comerciais e diplomáticas com Moçambique desde 1975, mas essa ligação só cresceu nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, a Turquia está na lista dos 10 maiores investidores no país, o volume das trocas comerciais ascendeu, em 2015, aos 120 milhões de dólares norte-americanos, contra cinco milhões em 2003.

De acordo com um comunicado publicado no site da Presidência da República, “a visita do presidente turco ao nosso país decorre no quadro do aprofundamento das relações de amizade e de cooperação existentes entre Moçambique e a Turquia, e será uma ocasião para passar em revista as relações bilaterais e perspectivar o futuro das mesmas, particularmente no domínio económico e comercial, onde ambos países possuem vantagens comparativas ainda por explorar”.

Os negócios vão preencher maior parte da agenda de visita do líder turco. Erdogan vem com uma delegação de 150 empresários e três ministros de pastas importantes, com destaque para Economia e Energia. Está previsto a realização de um Fórum de Negócios Moçambique-Turquia e a assinatura de acordos bilaterais.

Sétima principal economia da Europa e uma das 20 maiores do mundo, o motor da actividade económica da Turquia é a agricultura, indústria, comércio e turismo.

Lembre-se que o actual presidente da Turquia sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado em Julho do ano passado, onde morreram 265 pessoas, entre elas 104 militares golpistas e 47 civis. A visita a Moçambique enquadra-se num périplo ao continente africano com passagem pela Tanzânia e Madagáscar.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43308-presidente-da-turquia-inicia-hoje-visita-oficial-a-mocambique.html

Filipe Nyusi e Recyp Erdogan assinam seis acordos de cooperação

erdogan-moMoçambique e Turquia reforçam cooperação bilateral

 

Filipe Nyusi e Recyp Erdogan assinam seis acordos de cooperação

Moçambique e Turquia assinaram hoje seis acordos de cooperação nas áreas de diplomacia, economia, cultura e turismo. A assinatura dos acordos marcou a primeira visita de um Presidente Turco a Moçambique.

Recyp Erdogan chegou a Maputo na noite de ontem, para 24 horas de visita ao país. O primeiro acto oficial teve lugar nesta terça-feira, com uma deposição de coroa de flores em homenagem aos heróis moçambicanos.

Perto do meio-dia, Erdogan foi recebido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na Presidência da República. A Recepção teve direito a todas as honras militares e de Estado, que incluíram uma salva de canhão.

Filipe Nyus e Recyp Erdogan reuniram, primeiro a sós, e depois com as respectivas delegações, para pouco mais de duas horas a porta-fechada. No final, foram assinados os memorandos que selam o reforço da nova etapa de cooperação bilateral.

Os detalhes dos acordos assinados não foram revelados, contudo, o Presidente da República disse que representam uma importante etapa para o país.

Na área económica, a Turquia disse que a intenção é duplicar o volume das trocas comerciais, para valores consentâneos com as potencialidades dos dois países.

A visita de Erdogan terminou com a participação no Fórum de Negócios Moçambique

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43334-mocambique-e-turquia-reforcam-cooperacao-bilateral-.html

Turquia pede ajuda à Moçambique no combate ao terrorismo

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Pedido foi feito durante visita do estadista turco ao país

O Presidente da Turquia pediu hoje a cooperação de Filipe Nyusi para neutralizar células terroristas do seu país infiltradas em Moçambique. Recyp Erdogan alertou para a perigosidade dos referidos grupos e disse esperar que Moçambique colabore.

Foi durante um encontro a porta fechada com Filipe Nyusi, que Recyp Erdogan fez saber uma das principais agendas da sua visita a Moçambique. Durante cerca de 20 minutos, o presidente da Turquia pediu a Filipe Nyusi apoio para neutralizar células terroristas turcas que se encontram no país.

O estadista turco diz que as células terroristas escondem-se por trás de actividades empresariais e sociais ou mesmo de desenvolvimento. Erdogan alerta para o risco dos planos terroristas afectarem Moçambique.

Envolvida em conflitos regionais e nacionais, a Turquia tem sido palco de ataques de vários grupos. No dia 01 de Janeiro deste ano, um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico matou 39 pessoas numa discoteca em Istambul, uma das cidades mais importantes do país.

O homem que visita Moçambique sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado em Julho do ano passado, tendo mandado deter milhares de pessoas, entre juízes, jornalistas e elementos das forças armadas.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43335-erdogan-pede-apoio-de-nyusi-no-combate-a-celulas-terroristas-turcas-em-mocambique-.html

Brasil perde mercado para os turcos em Moçambique

AK PARTI GENEL BASKANI VE BASBAKAN RECEP TAYYIP ERDOGAN

A politica externa brasileira ainda é incerta  para alguns paíse muito importantes, como Moçambique, deferentemente da Turquia, que apesar de todos os problemas políticos faz grande investida d negócios em Moçambique.É

 

É difícil entender o abandono que a politica externa  está tendo em relação aos países africanos,  nenhuma visita importante foi realizada pelas autoridades brasileiras desde o governo Lula.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chega esta noite a Maputo, para uma visita de Estado de dois dias ao nosso país.

Recep Tayyip Erdogan, que preside a Turquia desde Agosto de 2014, é o primeiro chefe de Estado daquele país a visitar Moçambique. Localizado entre a Europa e Asia, a Turquia tem relações comerciais e diplomáticas com Moçambique desde 1975, mas essa ligação só cresceu nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, a Turquia está na lista dos 10 maiores investidores no país, o volume das trocas comerciais ascendeu, em 2015, aos 120 milhões de dólares norte-americanos, contra cinco milhões em 2003.

De acordo com um comunicado publicado no site da Presidência da República, “a visita do presidente turco ao nosso país decorre no quadro do aprofundamento das relações de amizade e de cooperação existentes entre Moçambique e a Turquia, e será uma ocasião para passar em revista as relações bilaterais e perspectivar o futuro das mesmas, particularmente no domínio económico e comercial, onde ambos países possuem vantagens comparativas ainda por explorar”.

Os negócios vão preencher maior parte da agenda de visita do líder turco. Erdogan vem com uma delegação de 150 empresários e três ministros de pastas importantes, com destaque para Economia e Energia. Está previsto a realização de um Fórum de Negócios Moçambique-Turquia e a assinatura de acordos bilaterais.

Sétima principal economia da Europa e uma das 20 maiores do mundo, o motor da actividade econômica da Turquia é a agricultura, indústria, comércio e turismo.

Lembre-se que o atual presidente da Turquia sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado em Julho do ano passado, onde morreram 265 pessoas, entre elas 104 militares golpistas e 47 civis. A visita a Moçambique enquadra-se num périplo ao continente africano com passagem pela Tanzânia e Madagáscar.

“Trégua” na guerra de Moçambique reanima a economia

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse que a prorrogação do prazo da trégua em Moçambique declarada pela Renamo, principal partido de oposição, “anima a economia” e abre espaço para novas perspectivas.
 
“Esta decisão (a prorrogação do prazo da trégua) desperta grandes expectativas económicas, não só para a comunidade empresarial e para os investidores estrangeiros, mas também para todo o povo”, afirmou o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, numa conferência de imprensa realizada quinta-feira em Maputo.
 
Apesar de destacar a trégua como um “grande passo”, o vice-presidente da CTA entende que a consolidação de uma paz permanente é uma das principais condições para a manutenção de um bom ambiente de negócios, apelando ao Governo e à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para encontrarem uma solução definitiva.
“Recebemos várias solicitações de investidores estrangeiros que estavam à espera da paz para investir. Temos estado em contacto com empresários da Turquia, Chile e outros países”, avançou o vice-presidente da CTA.
De acordo com o dirigente, os preços dos produtos alimentares básicos na região centro e norte de Moçambique, que dispararam nos últimos tempos, vão começar a estabilizar em função da suspensão das escoltas militares obrigatórias nas principais estradas do centro do país. “A paz para dinamização do negócio é imprescindível. Nós precisamos muito de paz para estabilizar a economia”, reiterou Agostinho Vuma, lembrando, no entanto, que o conflito político não foi o único motivo para a crise econômica em Moçambique. O vice-presidente da CTA reiterou ainda que o diálogo entre o Governo e a Renamo deve ser dirigido directamente pelos dois líderes, na medida em que os resultados alcançados nas últimas conversas entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama mostram que este é o caminho mais eficaz.
“Esta prorrogação da trégua por mais dois meses deve ser usada como o caminho irreversível para a paz efectiva”, assinalou o vice-presidente da CTA. O líder da Renamo anunciou na terça-feira o prolongamento por sessenta dias da trégua temporária declarada há uma semana, para dar tranquilidade às negociações de paz entre o Governo e o principal partido de oposição.
O segundo anúncio de trégua de Afonso Dhlakama surgiu um dia após ter mantido uma conversa “cordial” por telefone com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, para fazer o balanço da cessação de hostilidades de uma semana, declarada pelo presidente da Renamo a 27 de Dezembro.
 
Elogios de Bruxelas
 
A União Europeia (UE) considerou que a trégua de sessenta dias declarada na terça-feira pelo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) é “um passo importante” na construção da confiança e na busca de uma “paz duradoura” em Moçambique.
“Trata-se de um passo importante no sentido da construção de confiança e da busca de um resultado sustentável nas negociações, de uma paz duradoura, de estabilidade e de democracia”, refere uma declaração da Delegação da União Europeia em Moçambique, vinculando os chefes de missão europeus acreditados em Maputo.