Angola, Congo, Eritreia, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Uganda podem estar comercializando com a Coreia do Norte.

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Especialistas da ONU que monitorizam a aplicação das sanções indicaram num relatório divulgado no sábado que o Governo de Kim Jong-un continua a ignorar as sanções sobre mercadorias, bem como o embargo de armas e restrições relativas ao transporte e atividades financeiras.

República Democrática Popular da Coreia) está deliberadamente a usar canais indiretos para exportar mercadorias proibidas, fugindo às sanções”, indica o relatório.

Entre dezembro de 2016 e maio de 2017, por exemplo, a Coreia do Norte exportou mais de 79 milhões de dólares (65 milhões de euros) em minério de ferro para a China. E entre outubro de 2016 e maio de 2017 exportou ferro e produtos de aço para o Egito, China, França, Índia, Irlanda e México no valor de 305.713 dólares (cerca de 254 mil euros).

No que toca a violações do embargo de armas, o painel disse estar a conduzir investigações em Angola, Congo, Eritreia, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Uganda, bem como na Síria.

 

Em Moçambique, por exemplo, os especialistas dizem estar a investigar o alegado fornecimento de mísseis terra-ar portáteis, sistemas de defesa aéreos, outros mísseis terra-ar e radares por uma empresa norte-coreana. A mesma empresa estará a reparar e melhorar o sistema de mísseis terra-ar na Tanzânia.

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Quênia adota medida de proteção ambiental proibindo a produção e importação de sacos plásticos

A proibição de fabrico e a importação de sacos plásticos entrou em vigor no Quénia, que pune infrações à nova lei com multas de até 38 mil dólares (31,8 mil euros).

Guiné-Bissau, Camarões, Mali, Tanzânia, Uganda, Etiópia e Malawi figuram entre os países que adotaram ou anunciaram uma interdição idêntica.

Aproximadamente 100 milhões de sacos plásticos são distribuídos apenas pelos supermercados no Quénia, segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas.

O governo queniano diz que os sacos prejudicam o ambiente, dado que não se decompõem, bloqueando os esgotos.

A guerra suja da indústria do tabaco no mercado africano

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Uma investigação do jornal britânico Guardian divulgada hoje revela que multinacionais da indústria do tabaco recorrem por vezes a ameaças para impedir que governos africanos regulamentem a venda de tabaco, dificultando o seu consumo.

O diário diz ter tido acesso a “cartas (…) enviadas aos governos do Uganda, Namíbia, Togo, Gabão, República Democrática do Congo, Etiópia e Burkina Faso, revelando táticas intimidatórias que as empresas de tabaco utilizam, acusando os governos de violarem as suas próprias leis e acordos de comércio internacional e advertindo para danos na economia”.tabaco.jpg

No caso do Quénia e do Uganda, a multinacional British American Tobacco “está a lutar nos tribunais para tentar bloquear as tentativas dos governos (…) de introduzir regulamentos para limitar os danos causados pelo fumo de tabaco”, refere o Guardian.

De acordo com o jornal, estima-se que existam em África 77 milhões de fumadores e que o seu número possa aumentar “quase 40% em relação ao nível de 2010 até 2030”.

Adianta que a Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que até 2025 a taxa de fumadores suba em 17 de 30 países africanos, com os aumentos maiores a ocorrerem no Congo-Brazzaville (de 13,9% em 2010 para 47,1% em 2025) e Camarões (de 13,7% para 42,7%).tabaco2

“Especialistas dizem que África e o sul da Ásia são novos campos de batalha na luta global contra o tabagismo devido à demografia e ao crescimento da prosperidade”, assinala o diário britânico.

O Guardian indica ainda que “embora a maioria dos países em África tenha assinado o tratado da OMS sobre o controle do tabagismo, nenhum deles implementou completamente as restrições que ele prevê”.

Bintou Camara, diretor dos programas para África da Campaign for Tobacco-Free Kids, uma organização não-governamental sediada em Washington, disse ao jornal que em todo o continente africano “as empresas de tabaco tentaram intimidar os países para não tomarem medidas efetivas para reduzir o consumo de tabaco, a principal causa de morte evitável a nível mundial”.

“Os governos em África devem saber que podem e devem avançar com medidas para prevenir e reduzir o consumo de tabaco — e que o fazem com o apoio de muitos governos e líderes de todo o mundo que tomaram medidas firmes para proteger a saúde pública”, declarou Camara, citado pelo Guardian.

Este texto divulgado na página ‘on line’ do jornal e intitulado “Ameaças, bulling, ações judiciais: a guerra suja da indústria do tabaco para o mercado africano” faz parte de um dossier do Guardian sobre o tema com o título geral “Tabaco: um negócio mortal”.

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/empresas-de-tabaco-ameacam-para-impedir-regras-sobre-venda-em-africa—guardian-8631119.html

Autoridades públicas da Tanzânia promovem atos de homofobia e proibem programas contra aids

Ministro da Saúde disse que as autoridades vão revisar se os programas estão ou não ‘promovendo a homossexualidade’

Tanzânia proíbe programas contra Aids para reprimir gays
Quem for condenado por homossexualidade na Tanzânia, pode pegar até 30 anos de prisão (Foto: Pixabay)

A homossexualidade é criminalizada em pelo menos 76 países, sendo 33 deles na África, segundo a campanha das Nações Unidas pelos direitos da comunidade LGBT. A Tanzânia é um exemplo destas nações; quem for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. Apesar do código penal da Tanzânia condenar a homossexualidade, o governo permitia que organizações ajudassem gays que tinham Aids ou corriam risco de contrair a doença. No entanto, a tolerância em relação a este assunto mudou desde que John Magufuli foi eleito presidente no ano passado.

 

Mês passado, o ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, anunciou que a Tanzânia vai proibir projetos que visam ajudar gays com HIV/Aids. Desta forma, o programa patrocinado pelos Estados Unidos que fornece testes, camisinhas e assistência médica aos gays teve que ser encerrado, pelo menos temporamente. Cerca de 30% dos gays na Tanzânia são soropositivos. No entanto, funcionários da saúde acreditam que agora esta taxa pode subir.

Esta é a primeira vez que um país suspende a bem-sucedida iniciativa americana para tentar reprimir a comunidade gay. Desde sua fundação em 2013, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate à Aids (PEPFAR, na sigla em inglês) salvou milhões de vidas.

Este ano, a polícia invadiu dois projetos patrocinados pelos Estados Unidos e apreendeu informações confidenciais dos pacientes. Em setembro, o vice-ministro da Saúde Hamisi Kigwangalla acusou as organizações de tratamento de HIV de “promover a homossexualidade”. O ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, explicou que as autoridades suspenderam os programas para pacientes gays para revisar se eles estavam ou não promovendo a homossexualidade.

O PEPFAR, lançado por George W. Bush, se tornou um dos mais importantes programas americanos de assistência na África. Desde 2002, a taxa total de HIV/Aids no país caiu de 12% para 5%. Em contrapartida, o número de pessoas recebendo o tratamento aumentou, nos últimos cinco anos, de 289 mil para mais de 700 mil.

Autoridades americanas esperam que os programas sejam restabelecidos em breve, mencionando que o ministro da Saúde disse que o governo está considerando quais serviços de HIV seriam apropriados para a comunidade gay. No entanto, membros da comunidade gay estão pessimistas em relação ao assunto.

A repressão contra a comunidade LGBT está aumentando não só na Tanzânia. Em 2014, o parlamento da Uganda aprovou uma lei, que depois foi anulada, que impunha pena de morte para quem fosse considerado culpado por “homossexualidade agravada”. Este ano, a alta corte do Quênia decidiu que “testes anais” seriam considerados legais para determinar a orientação sexual de uma pessoa.

 

Tanzânia proíbe programas contra Aids para reprimir gays

Agricultura orgânica tem potencial na África, mas falta financiamento

 
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De acordo com a Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica, na África Oriental as exportações orgânicas crescerem de 4,6 milhões de dólares em 2002/03 para 35 milhões de dólares em 2009/10, e houve um aumento no rendimento das colheitas em Burundi, Quênia, Ruanda, Uganda e na Tanzânia.
 
No entanto, segundo destacou o relatório divulgado pela UNCTAD, em 16 países africanos 23% dos agricultores orgânicos, exportadores e especialistas disseram que o acesso ao financiamento se tornou mais restritivo nos últimos cinco anos; 64% dos entrevistados, por sua vez, relataram que a situação não tinha mudado, enquanto apenas 13% afirmaram que o acesso ao crédito havia melhorado.
 
 
A agricultura orgânica oferece uma importante e lucrativa oportunidade de exportação para a África, mas o acesso ao financiamento atualmente é mais difícil do que há cinco anos, advertiu um novo relatório sobre financiamento agrícola na região divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) no final de agosto.
 
De acordo com a Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica, na África Oriental as exportações orgânicas crescerem de 4,6 milhões de dólares em 2002/03 para 35 milhões de dólares em 2009/10, e houve um aumento no rendimento das colheitas no Burundi, no Quênia, Ruanda, Uganda e na Tanzânia.
 
No entanto, segundo destacou o relatório divulgado pela UNCTAD, em 16 países africanos 23% dos agricultores orgânicos, exportadores e especialistas disseram que o acesso ao financiamento se tornou mais restritivo nos últimos cinco anos; 64% dos entrevistados, por sua vez, relataram que a situação não tinha mudado, enquanto apenas 13% afirmaram que o acesso ao crédito havia melhorado.
 
O relatório observou ainda que as áreas mais críticas em termos de necessidade extrema de financiamento são as de certificação de produtos, a de organização de pequenos agricultores em grupos de produção, de investimento em mercado e a de compra de equipamentos.
 
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o financiamento para o setor agrícola na África, de forma geral, sofreu pressão nos últimos anos, caindo para uma média de 2,7% dos orçamentos nacionais em 2013.
 
Isso aconteceu apesar do compromisso assumido pela União Africana, em 2003, de alocar 10% dos orçamentos nacionais para o setor. Além disso, a quota de crédito comercial disponibilizada para a agricultura na África caiu para uma média de 2,8% no mesmo ano, enquanto a média mundial é de 5,8%.
 
A variação do preço relativo dos produtos também é muito ampla. No caso dos orgânicos, a diferença de preço pode ser entre 10% a 100% maior do que a dos alimentos convencionais.
 
A UNCTAD constatou que as exportações orgânicas de café e de cacau são as que mais se beneficiam do financiamento na África, mas existe um enorme potencial de exportar colheitas orgânicas de abacaxi, manga, banana e até batata.
 
Segundo o estudo, a falta de garantias de crédito e a capacidade insuficiente dos bancos de integrar os detalhes da agricultura orgânica nos seus planos de financiamento são os principais obstáculos para os agricultores e exportadores africanos.
 
Diante da situação, a Conferência da ONU defende um esforço coordenado para melhorar a coleta de dados entre valores domésticos e internacionais de produtos orgânicos africanos, para que um melhor plano de negócios possa ser criado no continente.
 
 
 

Importação de alimentos prejudica África

 

Fotografia: JAIMAGENS.COM

A África gasta anualmente 35 bilhões de dólares para importar alimentos que, se fossem produzidos no continente, podiam criar vários postos de trabalho na agricultura.

 

O pensamento foi exteriorizado pelo presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Kanayo Nwanze, quando discursava na sexta conferência internacional sobre o desenvolvimento africano, que terminou ontem em Nairobi, capital do Quênia.
Kanayo Nwanze apresentou no evento uma mensagem destinada a todos os líderes africanos, onde considera que as oportunidades para a prosperidade no continente são enormes, mas, na sua opinião, os investimentos precisam de ser redirecionados para o sector agrícola.
O continente africano tem 25 por cento das terras aráveis do planeta. A África gera apenas 10 por cento da produção agrícola mundial. Para o responsável do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, os líderes africanos estão a falhar com a população por causa dos investimentos débeis na agricultura e infra-estruturas e pela falta de política de apoio ao sector.
A conferência é organizada anualmente pelo Japão, com o objectivo de promover o diálogo entre os líderes africanos e os seus parceiros. Pela primeira vez, a reunião é realizada no continente africano.

Aumento do desemprego

O continente africano é a segunda região do Mundo que mais rapidamente cresce. Mesmo assim, mais de 300 milhões de africanos vivem abaixo da linha da pobreza, a maioria em áreas rurais. As taxas de desemprego chegam aos 40 por cento.
Para Kanayo Nwanze, o crescimento econômico em África não está a ser traduzido em combate à pobreza, além de que os africanos precisam de oportunidades e não de ajudas. O Japão é um membro fundador do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, cujo objectivo está concentrado no combate à pobreza, no aumento da segurança alimentar, na melhoria da nutrição e no fortalecimento da sustentabilidade.

Agricultura orgânica

Produtores e comerciantes de produtos orgânicos em África estão a sofrer com a falta de financiamento, revela a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento CNUCED).
Em 16 países, 23 por cento dos agricultores e exportadores acreditam que o acesso ao crédito ficou mais restrito nos últimos cinco anos e, para 64 por cento, a situação não melhora.  Na África Oriental, as exportações de produtos orgânicos passaram de 4,6 milhões de dólares em 2003 para 35 milhões em 2010. As colheitas em países como o Burundi, Quénia, Ruanda, Uganda e Tanzânia aumentaram.
Um relatório da Conferência para o Comércio e Desenvolvimento indica que são necessários investimentos para que os agricultores possam certificar os seus produtos como orgânicos, organizarem-se em grupos de produção e investir em marketing e na compra de equipamentos.
A agência especializada da ONU revela que o financiamento para o sector agrícola em África tem sido mais baixo nos últimos anos. A variação do preço relativo dos produtos também é muito ampla. No caso dos produtos orgânicos, a diferença de preço pode ser entre 10 por cento e 100 por cento maior do que a dos alimentos convencionais. A CNUCED constata que as exportações de café e de cacau orgânicos são as que mais  beneficiam do financiamento em África, mas existe um enorme potencial de exportação de colheitas orgânicas de ananás, manga, banana e até de batata.
A falta de garantias de crédito e a capacidade insuficiente dos bancos de integrar os detalhes da agricultura orgânica nos seus planos de financiamento são obstáculos para agricultores e exportadores africanos.
Diante da situação, a CNUCED defende fortemente um esforço coordenado para melhorar a recolha de dados entre valores domésticos e internacionais de produtos orgânicos africanos, para que um melhor plano de negócios possa ser criado no continente africano.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/importacao_de_alimentos_prejudica_africa

África, o ambiente está em mudança constante e as oportunidades de crescimento são inigualáveis

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África continua a ser uma das regiões preferidas para oportunidades de investimento e negócios, de acordo com um relatório publicado hoje pela PwC Africa

JOHANNESBURG, África do Sul, 19 de may 2016/ — África continua a ser uma das regiões preferidas para oportunidades de investimento e negócios, de acordo com um relatório publicado hoje pela PwC Africa(www.PwC.com). O crescimento e o investimento estrangeiro directo continuaram em África, por entre a recente incerteza económica global.

Faça o download do relatório: http://www.apo.af/GQ1wcC

Tal foi confirmado pelo estudo Agenda de Negócios Africana (Africa Business Agenda) da PwC, que demonstra que os CEO consideram que África e os mercados emergentes continuam a ser uma oportunidade de crescimento vital. O estudo Agenda de Negócios Africana compila resultados de inquéritos realizados a 153 CEO, do sector público e privado, de todo o continente africano.

Hein Boegman, CEO da PwC Africa, afirmou: “Os CEO de África estão a aumentar os esforços para inovar e encontrar novas formas de fazer negócios no continente, numa medida para estimular o crescimento num ambiente empresarial global repleto de desafios e incerteza.

A crise financeira e econômica mundial revelou a vulnerabilidade de África a vários choques econômicos externos. Estes incluem o declínio dos preços das matérias-primas, resultante do abrandamento econômico da China; uma acentuada redução da procura de matérias-primas; e o colapso do valor das moedas de mercados emergentes face ao dólar norte-americano devido à esperada subida das taxas de juros.

Apesar dos vários desafios, muitos dos quais são cíclicos, mantemos a confiança de que as previsões para África permanecem positivas. Os líderes de empresas africanas têm a oportunidade de explorar novas oportunidades de negócios no continente, sobretudo à luz dos progressos tecnológicos inovadores e rápidos com potencial para transformar e moldar as indústrias”.

Os CEO de África estão bem conscientes destes problemas e do impacto que podem ter nas suas empresas. Os CEO acreditam que é improvável que o crescimento econômico melhore e irá permanecer ao mesmo nível a curto e médio prazo; no entanto, 78% dos inquiridos mantêm a confiança de que existem oportunidades de crescimento para os próximos 12 meses, e 9 em cada 10 acreditam que conseguem gerar mais crescimento nos próximos três anos.

O ambiente empresarial global tem-se tornado cada vez mais complexo e desafiante. O relatório mostrou que os CEO em África partilham muitas das preocupações de colegas de todo o mundo. As três principais preocupações são: a volatilidade das taxas de juros (92%), a resposta do governo ao défice fiscal e ao peso da dívida (90%) e a instabilidade social (80%).

Os CEO na África do Sul possuem as mesmas preocupações que os outros colegas do continente, e o estudo demonstrou que existem incertezas quanto à resposta do governo ao défice fiscal e ao peso da dívida, à instabilidade social e às elevadas taxas de desemprego ou subemprego.

Em todo o continente, as mudanças demográficas, a rápida urbanização, o aumento do rendimento disponível e as mudanças tecnológicas constituem fatores influenciadores de estratégias e oportunidades de crescimento. Os CEO de África classificam os avanços tecnológicos (75%), as mudanças demográficas (52%) e a mudança do poder econômico global (58%) como as três principais tendências marcantes que irão transformar as suas empresas nos próximos cinco anos. Além disso, os novos progressos e inovações em termos de I&D estão a criar mais oportunidades para as empresas.

O nosso estudo revela quatro prioridades comuns entre os líderes das empresas africanas: 1-promover a diversificação e a inovação;

2-satisfazer as maiores expectativas das partes interessadas;

3-aproveitar eficazmente os catalisadores do crescimento, como a tecnologia, a inovação e o talento;

4-e a medição e comunicação da prosperidade partilhada.

Catalisadores do crescimento

Em África, o ambiente está em mudança constante e as oportunidades de crescimento são inigualáveis. Depois de mais de uma década de urbanização, África está pronta para uma revolução digital. As organizações estão a utilizar cada vez mais a tecnologia para desafiar os modelos de negócios e bater a concorrência nos mercados. No estudo, a tecnologia foi considerada pelos CEO como a melhor forma de avaliar e satisfazer as expectativas dos clientes mediante a implementação de sistemas de gestão de relações com clientes (69%), interpretação das necessidades complexas e em constante evolução dos clientes através de dados e análises (56%) e melhoria da comunicação e do envolvimento através das redes sociais (58%).

O governo das sociedades também colocou as TI em destaque Na África do Sul, a versão provisória do relatório King IV reconhece que as tecnologias da informação (TI) se tornaram uma parte essencial do atual mundo empresarial.

No futuro, os CEO de África indicaram que irão procurar parceiros mais activamente, enquanto mantêm os custos sob controlo. Na realidade, 56% dos CEO de África planejam celebrar alianças estratégicas nos próximos 12 meses. Além disso, 16% afirma pretender realizar atividades de fusões e aquisições transfronteiriças no próximo ano. Considerando as perspectivas de investimento, a China (22%), o Quênia (22%), o Uganda (20%) e a África do Sul (18%) continuam a ser os países que os CEO de África consideram mais importantes para o crescimento nos próximos 12 meses.

Enquanto muitas organizações de todo o globo estão a procurar entrar ou expandir-se em África, a disponibilidade de competências essenciais destaca-se como uma preocupação importante para os CEO em África e na África do Sul. Mais de metade dos CEO de África prevê aumentar o número de colaboradores no próximo ano. “As tendências de talento que estamos a observar sugerem que o mercado está cada vez mais competitivo,” acrescentou Boegman. Em resultado, as empresas têm de rever as suas estratégias de gestão de talentos. Cerca de metade das empresas planeia investir mais na formação de líderes e centrar-se no desenvolvimento da sua cultura institucional.

Expectativas das partes interessadas

Em todo o continente, as prioridades dos conselhos de administração estão a mudar, contemplando agora novas áreas. O ambiente empresarial continua a sofrer mudanças constantes, com empresas a serem confrontadas pelos acionistas e outros investidores institucionais que exigem explicações quanto ao desempenho e aos relatórios financeiros. Neste processo, as empresas deparam-se com desafios de vária ordem para satisfazerem as expectativas gerais das partes interessadas, tais como, custos operacionais adicionais (62%), normas ou regulamentos ambíguos ou inconsistentes (45%) e o facto dos clientes não estarem dispostos a pagar (35%).

Dion Shango, CEO da PwC Southern Africa, afirma: “As empresas com maior sucesso colaboram e cooperam mais com as partes interessadas. Os líderes de empresas precisam de uma justificação comercial para se envolverem e colaborarem com as partes interessadas, ao mesmo tempo que estão perfeitamente cientes dos riscos de não se envolverem com todas as partes interessadas relevantes.

“Uma das vantagens mais significativas do envolvimento e colaboração com as partes interessadas é o facto de uma organização poder conseguir entrar em novos mercados em África e acelerar a introdução de novos produtos e serviços.”

A confiança também está a emergir como um diferenciador importante na comunidade empresarial. Ao apostarem na confiança, as organizações conseguem atrair investimentos e fomentar a fidelidade das partes interessadas. É preocupante que 65% dos CEO de África estão um pouco ou extremamente preocupados com a falta de confiança nas empresas. A maioria dos CEO (86%) também considera que a corrupção é uma grave ameaça. O setor privado tomou a iniciativa de combater a corrupção pedindo ao governo e aos organismos reguladores para fazerem cumprir a legislação e os códigos de práticas comerciais.

Comunicar a prosperidade partilhada

É positivo que os CEO de África estejam a reconhecer cada vez mais a importância de comunicar assuntos que não sejam de cariz financeiro. Além disso, a maioria dos CEO de África inquiridos não só acredita que o sucesso não significa apenas ganhar dinheiro, mas acredita também que as suas organizações devem fazer mais para comunicar o impacto geral das suas atividades e como estas criam valor para as partes interessadas.

Shango conclui: “Os CEO em África e na África do Sul aprenderam com as experiências dos últimos anos e estão melhor preparados para enfrentar uma grande diversidade de desafios e incertezas. Os CEO moldaram e continuam a moldar as suas estratégias comerciais para tirar partido de novas oportunidades de crescimento, em mercados existentes e novos.”

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Crescimento está na agenda de negócios africana – PwC

Lupita Nyong’o: “Queen of Katwe”a história real de uma menina de Uganda campeã de xadrez

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A Disney divulgou o pôster e primeiro trailer do drama “Queen of Katwe”. A prévia, por sinal,  trata de uma história de uma menina pobre que, desafiando todas as probabilidades, torna-se uma campeã de xadrez. É fábula encantada, como adora o estúdio. Ou melhor, a versão infantil de uma história real.

A trama acompanha uma menina (a estreante Madina Nalwanga) de uma aldeia de Uganda que aprende a jogar xadrez e,  vira campeã nacional – e mais popular que craque de futebol, segundo o trailer. O elenco destaca Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) como a mãe da jovem e David Oyelowo (“Selma”) como seu treinador.

“Queen of Katwe” é a segunda parceria consecutiva entre a cineasta indiana Mira Nair e o roteirista William Wheeler, após “O Relutante Fundamentalista” (2012). A estreia está marcada para setembro, mas, até lá, pode ganhar o direcionamento dos filmes anteriores da diretora, que saíram direto em vídeo no Brasil.

Uganda: O juramento de Yoweri Museveni

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Josina de Carvalho | Kampala
 
Yoweri Museveni tomou posse ontem para o seu quinto mandato consecutivo como Presidente da República do Uganda, numa cerimónia testemunhada pelo Vice-Presidente, Manuel Vicente, em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.
O Presidente do Uganda, 71 anos, jurou com as mãos sobre a Constituição da República, respeitar e fazer respeitar este documento durante a sua governação. Depois deste momento, seguiu-se a assinatura do termo de posse, a apresentação dos símbolos nacionais, como a bandeira, o brasão de armas e a Constituição, e a saudação generalizada da assistência pela tomada de posse, para cumprimento de mais um mandato de cinco anos
Além de agradecer aos convidados, especialmente os Chefes de Estado e de Governo presentes na cerimónia, Museveni fez uma retrospectiva da situação do Uganda nos últimos anos e apontou os desafios para a melhoria das condições de vida da população, como o aumento da capacidade de fornecimento de energia eléctrica, da produção agrícola, para auto suficiência alimentar e exportação, das redes ferroviárias e rodoviárias e o combate à corrupção. No “Kololo Independence Grounds”, palco da cerimónia, foram apresentadas várias mensagens de felicitações por entidades nacionais e estrangeiras, com destaque para o Presidente do Chade, Idriss Déby, e um desfile militar acompanhado de uma salva de 21 tiros de canhão. Além do Vice-Presidente de Angola, marcaram presença os Chefes de Estado e de Governo do Zimbabwe, Tanzânia, Mali, Quénia, África do Sul, Sudão, Sudão do Sul, Zâmbia, Guiné-Equatorial, Níger, Somália, Argélia, Chade, Lesotho, República Democrática do Congo, Ruanda e da Swazilândia.
A cerimónia foi também presenciada por líderes parlamentares, ministros das Relações Exteriores, representantes do corpo diplomático, autoridades tradicionais, entidades religiosas e de organizações da sociedade civil, regionais e internacionais. Após a tomada de posse, o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, recebeu em audiência o Vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente, que foi portador de uma mensagem do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos. Segundo o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que integrou a comitiva angolana à cerimónia, a mensagem do Presidente José Eduardo dos Santos, que expressa a solidariedade e a vontade de Angola continuar a cooperar com Uganda para o desenvolvimento de África.
 
Amizade de Angola
 
“A presença de Angola na cerimónia de investidura do Presidente Yoweri Museveni é uma prova de amizade e solidariedade para com o povo e Governo deste país”, disse Manuel Augusto, antes de destacar a solidez das relações entre os dois países, por terem sido estabelecidas há vários anos e fortalecidas por ambos pertencerem à região dos Grandes Lagos.
Manuel Augusto falou ainda do engajamento do Presidente José Eduardo dos Santos, líder em exercício da Conferência Internacional para os Grandes Lagos, e de Yoweri Museveni, na procura de soluções que tornem esta região próspera e capaz de contribuir para a melhoria do nível de vidas da população de todo o continente africano.
“Podemos dizer que a presença de Angola na cerimónia não só foi necessária, como também indispensável”, declarou o secretário de Estado, recordando que o Uganda, antes de Angola, ocupou a presidência da CIRGL, razão pela qual tem havido diálogo permanente entre os líderes e instituições dos dois países, de modo a darem continuidade para melhorar o trabalho até agora realizado.
 
 
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Papa Francisco: “Peço-vos, por favor, que rezem também por mim, para que Deus me faça cada dia mais pobre”

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O papa Francisco se reuniu com membros de uma associação médica de caridade que atua em Uganda, Tanzânia, Moçambique, Etiópia, Angola, Sudão do Sul e Serra Leoa, na África, apelando para que orem para que se torne “mais pobre”, em solidariedade aos povos africanos que passam dificuldades; “Peço-vos, por favor, que rezem também por mim, para que Deus me faça cada dia mais pobre”, afirmou à organização ‘Médicos com a África’, elogiando o trabalho por ela desenvolvido em sete países africanos

O papa Francisco esteve ontem (7) reunido com membros de uma associação médica de caridade que atua na África, apelando para que orem para que se torne “mais pobre”, em solidariedade aos povos africanos que passam dificuldades.

“Peço-vos, por favor, que rezem também por mim, para que Deus me faça cada dia mais pobre”, afirmou à organização ‘Médicos com a África’, elogiando o trabalho por ela desenvolvido em sete países africanos.

O papa também realçou que a saúde “não é um bem de consumo, mas um direito universal, logo o acesso aos serviços médicos não pode ser um privilégio”, segundo informou a agência France Presse (AFP), assinalando que ainda há muitos países em que este é um privilégio dos cidadãos mais abastados.

“Os cuidados médicos, especialmente no nível mais básico, são na verdade negados em muitas partes do mundo e em muitas regiões da África. Não é um direito para todos, mas ainda um privilégio reservado a alguns, aqueles que podem pagá-los”, disse Francisco.

O papa destacou que a situação na África assume contornos particularmente críticos. “Na África, demasiadas mulheres morrem ao dar à luz e muitas crianças não sobrevivem além do primeiro mês de vida devido a doenças e má nutrição”, afirmou perante uma audiência com 9 mil médicos e voluntários que se deslocaram ao Vaticano.

A caridade médica desempenha o seu trabalho “com coragem numa expressão de que a Igreja não é uma ‘super clínica para pessoas importantes’, mas antes um ‘hospital de campo'”, afirmou. E destacou: “É uma igreja com um grande coração, próxima dos muitos feridos e humilhados da história, a o serviço dos mais pobres.”

A organização ‘Médicos com a África’ foi criada na Itália há 65 anos por um médico e um padre e opera em Uganda, Tanzânia, Moçambique, Etiópia, Angola, Sudão do Sul e Serra Leoa.

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/230736/Na-%C3%81frica-papa-renova-seu-voto-de-pobreza.htm