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Parlamento confirma Ramaphosa como Presidente sul-africano

tamphosaVotação ocorreu menos de 24 horas depois de Zuma ter apresentado a sua demissão, pondo fim a nove anos na presidência.

Matamela Cyril Ramaphosa foi eleito presidente da África do Sul nesta quinta-feira, 15 de fevereiro.  Ele assumiu o cargo depois que o ex-presidente Jacob Zuma apresentou sua renúncia.
Cyril1Nascido em 17 de novembro de 1952 em Soweto, Ramaphosa se envolveu com o ativismo estudantil enquanto estudava direito na década de 1970.

Ele foi preso em 1974 e passou 11 meses em confinamento solitário.

mandela 3Depois de estudar, ele se voltou para o sindicalismo – uma das poucas formas legais de protestar contra o regime.

Quando Mandela foi libertada em 1990 após 27 anos de prisão por se opor ao apartheid, Ramaphosa foi uma parte fundamental do grupo de trabalho que levou a transição para a democracia.

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Ramaphosa aumentou a proeminência global como o principal negociador da ANC, com seu contributo visto como um fator no sucesso das negociações e a resultante transferência democrata democrática.

Mandela+Meyer+Ramaphosa+De+Klerk+1996

 

Ramaphosa tem quatro filhos com sua segunda esposa, Tshepo Motsepe, um de les é  médico.

Ele foi acusado em 2017 de ter assuntos com várias mulheres jovens, que ele negou.

Ramaphosa admitiu um caso extraconjugal, mas disse à mídia local que desde então havia divulgado o relacionamento com sua esposa.

Alguns viram as revelações súbitas como uma campanha de difamação por associados de Zuma, que apoiou outro candidato na conferência do partido Crunch – sua ex-esposa Nkosazana Dlamini-Zuma.

O impacto do escândalo foi de curta duração, e Ramaphosa baseou sua campanha em sua promessa de reconstruir a economia do país, impulsionar o crescimento e criar empregos muito necessários.

“Ramaphosa não tem associação com nenhum dos escândalos de corrupção que atormentaram a África do Sul”, escreveu seu biógrafo Ray Hartley em “The Man Who Would Be King”.mandela5

 

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O “céu único africano” mais um passo para a realização do sonho do pan-africanismo

Andar de avião em África sai caro, e uma viagem de um país para o outro pode demorar bastante tempo. O mercado único africano de transporte aéreo poderá mudar esta realidade.

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Os voos entre a capital do Níger, Niamey, e Bamako, no vizinho Mali, passam, na melhor das hipóteses, pela Costa do Marfim. Mas também pode haver escalas no Burkina Faso e no Togo. Se quiser viajar de Conacri, capital da Guiné, para Lagos, na Nigéria, é possível que tenha de fazer escalas em três cidades: Nouakchott, Paris, e Amsterdão. Istambul e Dubai também aparecem frequentemente nos itinerários em viagens transafricanas, em transportadoras como a Turkish Airlines, a Emirates ou a AirFrance.

“80% do mercado é operado por empresas não africanas”, diz Wosenyeleh Hunegnaw, diretor-geral da Autoridade de Aviação Civil da Etiópia. No entanto, a tendência é que o mercado se equilibre no futuro, acrescenta o responsável em entrevista à DW.

Um novo acordo selado, esta semana, por 23 Estados africanos, durante a cúpula da União Africana em Addis Abeba, poderá ajudar a promover essa mudança. Essencialmente, o acordo prevê que as companhias aéreas dos Estados-membros tenham acesso gratuito aos aeroportos dos outros Estados-membros. Isso significaria menos burocracia e voos transafricanos mais baratos.

Äthiopien AU-Gipfel beschließt einheitlichen Luftraum | Mahamat, Kagame und Gnassingbe Lançamento simbólico do mercado único africano de transporte aéreo, com Presidente do Ruanda, Paul Kagame (c.), ladeado do Presidente do Togo, Faure Gnassingbé (dir.), e do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat

Fim da dependência

Até agora, o espaço aéreo africano assemelha-se a uma manta de retalhos: as ligações diretas dependem de uma série de acordos bilaterais. A estrutura atual é um legado da era colonial: muitos países independentes continuam a ter vínculos mais estreitos com as antigas potências coloniais na Europa do que com outros países no próprio continente. Mas a União Africana pretende acabar com essa dependência através da Agenda 2063 para uma “África holística, próspera e pacífica”, que prevê mais uniformidade e uma infraestrutura abrangente.

O mercado único africano de transporte aéreo seria importante para impulsionar o desenvolvimento do continente, disse o Presidente ruandês e presidente da União Africana, Paul Kagame, no lançamento da iniciativa na segunda-feira (29.01), em Addis Abeba – um Acordo Africano de Livre Comércio e um documento de identidade válido em toda a União Africana seriam os próximos passos.

O Ruanda participa na nova iniciativa, tal como a África do Sul, a Nigéria e o Quénia.

Países esperam voos mais altos com “céu único” africano

Etiópia: vantagem competitiva 

A redução da burocracia no espaço aéreo é discutida há décadas. Mas acordos anteriores, como o de Yamoussoukro em 1999, ficaram pelo papel. Muitos países tentaram proteger as suas empresas estatais de uma maior competição no mercado. Além disso, as receitas das taxas aeroportuárias eram um subsídio bem-vindo para os apertados erários públicos.

Este ano, na cimeira de Addis Abeba, também se questionou se o acordo não beneficiaria apenas as principais companhias aéreas africanas. Os defensores do acordo dizem que não: “As maiores operadoras podem ajudar as mais pequenas dando formação ou compartilhando experiências”, afirma Wosenyeleh Hunegnaw, da Autoridade de Aviação Civil etíope.

Vários especialistas partem do princípio que há espaço para todos no espaço aéreo africano. A Ethiopian Airlines, por exemplo, expandiu a sua liderança através de acordos da Etiópia com outros Estados, segundo um estudo realizado pela consultora InterVistas para a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês). Assim, também os mercados e empresas de outros países que aderirem à iniciativa de abrir o espaço aéreo devem sair beneficiados, segundo as autoridades etíopes.

Nigeria Nnamdi Azikiwe International Airport in AbujaCom mercado único, voos intracontinentais poderão ser mais baratos e menos morosos

Vantagens para a população

Tewolde Gebremariam, chefe da Ethiopian Airlines, enfatizou nas negociações que as principais companhias aéreas africanas também são bastante pequenas em comparação com as grandes transportadoras internacionais e que a sua empresa não consegue oferecer voos baratos entre países, algo que para companhias aéreas europeias, como a irlandesa RyanAir, é rotina.

Gebremariam pede uma mudança de imagem: “Aqui em África, pensa-se erradamente que o avião é um meio de transporte das pessoas ricas”, diz. Mas isso tem de mudar. Se as estimativas do estudo da InterVistas se comprovarem, os preços dos bilhetes deverão baixar em mais de um terço devido ao aumento da concorrência. Voar seria mais acessível. Além disso, “os passageiros poderão escolher mais voos diretos, graças a este programa”, diz o ministro etíope dos Transportes, Abdisa Yadeta, em entrevista à DW. “A maior liberdade de movimento impulsionará o turismo e trará crescimento económico.”

Mas ainda poderá demorar algum tempo até que isso se concretize. Muitos analistas acreditam que a pesada burocracia da União Africana pode dificultar esta reestruturação.

 

Fonte: http://www.dw.com/pt-002/pa%C3%ADses-esperam-voos-mais-altos-com-c%C3%A9u-%C3%BAnico-africano/a-42396508

Empregadas domésticas de Guiné Bissau sem proteção social são 85% analfabetas

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Bissau – Um estudo publicado pela associação de defesa e proteção das empregadas domésticas (Anapromed) da Guiné-Bissau, conclui que 85 % dessas trabalhadoras em Bissau são analfabetas e 95% não estão inscritas na Segurança Social. É muito triste quando se percebe que Guine Bissau está independente desde de 1975. E uma situação de exploração do população mais pobre  persiste.

Sene Cassamá, presidente da Anapromed informou que o estudo foi feito a pelo menos 7500 empregadas domésticas dos lares da capital guineense e considerou ser um “abuso as situações absurdas” que envolvem aquelas trabalhadoras.

A situação é ainda mais grave quando se vêem empregadas domésticas “com 12, 13 e 14 anos” ou outras que trabalham a troco de um saco de arroz de 50 quilos, que custa menos do que o salário mínimo nacional.

O salário mínimo na Guiné-Bissau é o correspondente a 18,3 euros.

Ainda citando o estudo, realizado pela Anapromed entre Setembro e Outubro do ano passado, 90% das empregadas domésticas trabalham mais de 14 horas diárias, sem direito ao pagamento de horas extraordinárias ou férias.

O parlamento poderia  tomar medidas legislativas para acabar com esta escravidão moderna.

A Anapromed queria a presença dos ministros da Função Pública, para que tomasse em mãos a legalização e inscrição das empregadas na Segurança Social e da Educação para que constate a questão escolar das mesmas, sustentou Cassam, mas ninguém apareceu.

Tribunal suspende congresso do PAIGC

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Um tribunal regional da Guiné-Bissau ordenou a suspensão do congresso do PAIGC, principal partido no parlamento guineense, atendendo uma providencia cautelar intentada por um grupo de militantes, disse hoje à Lusa fonte partidária.

Segundo a fonte, a decisão do tribunal regional de Bissorã, que cobre toda zona norte da Guiné-Bissau, vai parar com o processo que ia levar a realização do nono congresso do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde.

O congresso deveria começar na próxima terça-feira.

Se os negros fossem mais violentos, o Brasil seria um país melhor?

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Sábado estava voltando para casa exausta e comecei a escutar uma conversa num bar da esquina. Eram três velhinhos falando alto sobre racismo, dois negros e um branco. Comecei a andar mais devagar para conseguir escutar por mais tempo a conversa e quando já estava prestes a atravessar a rua, o velhinho negro da ponta disse:

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Se os negros fossem mais violentos o Brasil seria um país melhor.

 

 

Me peguei pensando sobre isso no campo individual:  se eu negra fosse mais violenta com quem me feriu de forma racista eu teria tido uma vida melhor?

Vejo que mesmo entre nós, ativistas, dizemos ter raiva contra racistas, mas somos os primeiros a querer a aprovação de alguns, a nos envolver e repartir com eles nossos sucessos. Até mesmo a acreditar que eles são menos racistas e conceder a eles o direito de se opor aqueles que também carregam a mesma marca que nós. No fundo nós, negros, somos os que mais acreditam na ideia de que “nem todo mundo é racista”, pois somos muito mais gentis com as pessoas brancas, do que elas de fato são conosco. No fundo, até mesmo quando se relacionam com nós negros, os brancos conseguem sair muito mais vitoriosos do que nós, negros, saímos dessas trocas.

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E com nosso psicológico ferrado pelo próprio racismo, a gente ainda acha que na maioria das vezes estamos exagerando, esquecendo que exagero é um de nós morrer a cada 23 minutos e grande parte do país viver como se isso fosse um detalhe. O racismo já se tornou tão corriqueiro em nossas vidas depois de um tempo, que nós tiramos o direito de sentir raiva, como se ter ódio demonstrasse nossa fraqueza.

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Estou cansada de não dormir assombrada pelo racismo.

Enquanto negra fui ensinada a conciliar sem nem ao menos perceber que não querer perdoar, conciliar e conviver com algumas pessoas não me transforma em monstro. Preciso ter o direito a raiva. E querem me tirar isso a todo momento, se esquecendo que essa também é uma forma de me silenciar. Eu não sou obrigada a ficar de boa, quando as coisas não estão de boa para pessoas como eu.

Recentemente um colega de faculdade me contou que em sua banca de TCC, uma pessoa começou a falar de mim, um dos convidados da professora disse que eu era agressiva. Quando fiquei sabendo achei, além de deselegante, super antiprofissional, pensei então em várias coisas, xingar, brigar com ele, mandar um sonoro:  vá a merda, mas só exclui ele das minhas redes e depois me senti incapaz. Fico impressionada como essas pessoas não conseguem viver a vida delas, sem se incomodar com a existência de pessoas negras falando do racismo. Tudo isso me remeteu a um trauma que tive durante a universidade, quando resolvi escrever um texto denunciando tudo o que acontecia naquele espaço, inclusive já ter tido meu armário pichado e recebido ameaça de agressão física.

 

 

Quando escrevi sobre o que passei, a única coisa que eu sentia é que se eu não falasse eu iria sucumbir, mas como era de se esperar muita gente não me entendeu. O pós-texto foi pior do que antes…

Já que tive que lidar com pessoas julgando o que eu estava sentindo, sem nem ao menos me perguntar por que precisei escrever aquilo.

Cinco anos de faculdade, com dois deles recebendo mensagens anônimas me chamando de pobre, macaca, chata e até mesmo falando que eu merecia apanhar. E claro, que quem exagerou fui eu ao escrever sobre, era isso que o olhar dos alunos e até dos professores pseudo engajados em causas sociais dizia. Um dos meus colegas de trabalho que em dada situação me disse que negros fediam, veio desesperado me cobrar uma conversa com ele depois do tal texto. Eu esperava um pedido de desculpas. O que me veio? Ele me dizendo que eu estava prejudicando a carreira dele, mesmo que no texto eu sequer tivesse citado o nome dele e só o que ele tinha dito, e que era terrível da minha parte a forma como levei para o pessoal o que ele nem lembrava ter falado.

Foi nesse momento que fui percebendo que mesmo jovens, pessoas brancas já são ensinadas a jogar para nós negros, a culpa do próprio racismo delas. Mesmo sem nem citar o nome dele, a raiva por eu ter exposto que ele era violento e racista, era maior do que a noção de que se o nome dele não estava ali, então sequer ele seria reconhecido ou de fato prejudicado. E para mim isso tudo se completou quando os alunos da universidade, que se julgavam os mais engajados, resolveram fazer uma reunião para tratar o tema “racismo na faculdade de arquitetura”.

Acreditei que, por serem alunos reconhecidos pelos professores por suas boas atitudes, eles iriam me apoiar. Foi aí que vi como os filhos da sociedade racista, mesmo com 19, 20 anos, já sabem muito bem acender a fogueira para colocar nela quem os atrapalha.

Fizeram uma reunião numa sala pequena, me colocaram sentada numa cadeira e ficaram me filmando por todos aqueles minutos em que todos me cercavam com caras feias me fazendo perguntas agressivas.

Parece cena de filme? Mas nao é. Lembro que bloqueei isso da minha mente de tal forma, que só retornei a esse fato anos depois quando um colega de faculdade, numa conversa de bar, me lembrou dessa situação surreal. Mais surreal ainda foi ter que fazer o trabalho de conclusão do lado de alguns desses alunos e ser cobrada por professores para ser “amigável”.

E se eu não quiser ser? E de fato não fui amigável. Qual o problema nisso?

Na época ,eu queria que algumas pessoas tivessem sido expulsas, mas não tinha coragem de dizer isso publicamente, pois sempre colocaram nas minhas costas a decisão. A própria instituição fez isso para não ter responsabilidade, e claro, deixar sempre demarcado que todo o problema era eu.

 

 

Quando assisti ao último episódio da quarta temporada de Black Mirror, Black Museum, tudo isso me veio à cabeça, afinal, como eu queria ter tido o direito de me vingar. De sair gritando: Vai todo mundo tomar no cu, seus merdas. Eu estou de saco cheio dessa porra! Mas eu não pude, e não fiz. E muitas vezes eu acho que assim como a personagem Nish:

O ato do racismo dói, mas o sentimento de impotência diante dele dói mais ainda.

Por isso, nem sequer vejo a ação dela como uma vingança simples, é uma resposta a ela mesma, a consciência dela, a busca pela própria paz.

Tanto que, quando conseguimos fazer algo, é como se estivéssemos zerando nossas vidas e começando tudo de novo. Sonho mesmo em me vingar de todos que me fizeram acreditar que por ser negra eu não tinha valor, que zoaram meu cabelo, que me deram apelidos racistas, que infernizaram minha vida na universidade, que me chamaram de macaca, que me mandaram voltar para África, já que eu era uma “macaca”, que me disseram que eu era uma “preta feia”, que me mandaram abandonar a universidade “porque ninguém gostava de mim lá”, que me disseram que negros fedem, mas até que eu era cheirosa. Eu queria poder me vingar como Nish, pelos que vieram antes e pelos que ainda virão.

O episódio Black Museum, que considero o melhor de todas as temporadas, me lembrou os museus racistas, como os que Saartjie Baartman foi exposta viva e morta. Eu queria me vingar por Saartjie, por anos que ela foi exposta como um animal quando ainda viva, e por todos os outros anos que colocaram sua vagina num museu como objeto a ser visto depois de morta.

Queria me vingar pelos meus tataravós, bisavós, avós, que tiveram seu direito de ter uma vida digna nesse país censurado por sua cor de pele. Queria poder me vingar pelo futuro dos meus, que ainda vão ser de alguma forma ceifados pelo racismo estrutural que não envergonha esse país. Queria me vingar porque eu também acredito na raiva como uma defesa. Como disse recentemente Mbuyiseni Ndlozi: “O tempo das desculpas pelo racismo acabou, deve haver consequências para o racismo, ponto final!”

Nós, evidentemente precisamos mais do que desculpas. Precisamos ter a certeza que as coisas não se repetirão, e isso não estão nos dando, pois os brancos  nem se esforçam para tal. Foi com a personagem Nish que eu percebi que a violência dela para com quem destruiu sua família, foi de fato o que a libertou. Em 2018, nós negros precisamos saber que nossa liberdade ainda tem que ser conquistada.

 

Stephanie Ribeiro

Stephanie Ribeiro é arquiteta, escritora e feminista negra. Acredita no papel fundamental da arte, da política e da cultura no ativismo negro interseccional e a experiência da mulher negra no mundo. Co-fundadora do Afronta, um site que busca visibilizar a história de mulher negras e artistas, atualmente se dedica a escrita do seu primeiro livro pela Cia das Letras.

 

Fonte:http://planofeminino.com.br/se-os-negros-fossem-mais-violentos-o-brasil-seria-um-pais-melhor/

Guiné Bissau: não houve progresso na implementação do Acordo de Conacri

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A delegação da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve em Bissau por dois dias em busca de uma estratégia de implementação do Acordo de Conacri, conclui não houve nenhum progresso significativo na implementação desse acordo que visa pôr fim a crise política que dura há mais de dois anos.

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A Cimeira da CEDEAO de Abuja, Nigéria, no fim do ano passado, tinha dado um prazo de 30 dias às autoridades guinneses para implementar o Acordo, um prazo que expirou no dia 16 de janeiro.CEDEAO (1)

Com extremar de posições e o persistente impasse político, a CEDEAO diz que irá avançar para a aplicação de sanções contra as pessoas que impedem a efetiva implementação do Acordo, lê-se no comunicado final da missão divulgado nesta quinta-feira (18.01.)em Bissau.

Guinea-Bissau Jose Mario VazJosé Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau

Contactos continuam

As divergências persistem entre o PAIGC, partido que venceu as eleições em 2014, e os seus deputados expulsos que reclamam o regresso aos lugares que ocupavam na direção.

Os quinze deputadosexpulsos condicionam o regresso ao partido com a anulação do Congresso previsto para o final do mês. Uma proposta prontamente refutada pela direção do PAIGC.

A missão da CEDEAO liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, e integrada pelo secretário-geral da presidência da Guiné-Conacri, Nabi Bangura, desdobrou-se em contactos com os atores políticos guineenses.

Ex-Embaixadores dos Estados Unidos pedem a Trump para reavaliar suas opiniões sobre a África

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Prezado Sr. Presidente,

Como ex-embaixadores dos EUA em 48 países africanos, escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com os relatos de suas recentes observações sobre países africanos e para atestar a importância de nossas parcerias com a maioria dos cinquenta e quatro países africanos. A África é um continente de grande talento humano e rica diversidade, bem como extraordinária beleza de recursos naturais quase incomparáveis. É também um continente com profundos laços históricos com os Estados Unidos.

Como embaixadores americanos no exterior, vimos as complexas e ricas culturas de África, um acolhimento impressionante e uma generosidade e compaixão de tirar o fôlego. Mesmo que haja algumas nações enfrentando desafios, contamos entre nossos contatos empresários dinâmicos, artistas talentosos, ativistas comprometidos, ambientalistas apaixonados e educadores brilhantes. Aprendemos a dar novas soluções a problemas complexos, ajudamos as empresas americanas a encontrar parceiros críticos para o sucesso e a contarmos  com funcionários públicos,  militares  de inteligência africanas que muitas vezes assumiram riscos reais para ajudar a alcançar resultados críticos para nossa segurança.

Sabemos que o envolvimento respeitoso com esses países é uma parte vital da proteção de nossos próprios interesses nacionais. Os Estados Unidos da América são mais seguros, mais saudáveis, mais prósperos e melhor equipados para resolver problemas que enfrentam toda a humanidade quando trabalhamos, ouvimos e aprendemos com nossos parceiros africanos. Nós também sabemos que o mundo inteiro é mais rico por causa das contribuições dos africanos, incluindo os muitos americanos de ascendência africana.

 
Foi uma das maiores honras de nossas vidas  representar os Estados Unidos da América no exterior. Também foi um privilégio viver e aprender com os diversos e esplendidos países  da África. Esperamos que você reavalie suas opiniões sobre a África e seus cidadãos e reconheça as importantes contribuições que os africanos e os afro-americanos criaram e continuam a fazer em nosso país, nossa história e os laços duradouros que sempre ligará a África e os Estados Unidos.

Atenciosamente,

Mark L. Asquino – Equatorial Guinea
Shirley E. Barnes – Madagascar
William (Mark) Bellamy – Kenya
Eric D. Benjaminson – Gabon, Sao Tome and Principe
Michele Thoren Bond – Lesotho
Parker W. Borg – Mali
Aurelia E. Brazeal – Kenya, Ethiopia
Pamela Bridgewater – Benin, Ghana
Reuben E. Brigety II – African Union
Kenneth L. Brown – Ivory Coast, Ghana, Republic of the Congo
1Steven A. Browning – Malawi, Uganda
Edward P. Brynn – Burkina Faso, Ghana
John Campbell – Nigeria
Katherine Canavan – Botswana
Timothy Carney – Sudan
Johnnie Carson – Uganda, Zimbabwe, Kenya, Assistant Secretary of State for African Affairs
Phillip Carter – Ivory Coast, Guinea-Conakry
Herman Cohen – Senegal, Assistant Secretary of State for African Affairs
Frances D. Cook – Burundi, Cameroon
Walter L. Cutler – Democratic Republic of the Congo, Tunisia
Jeffrey S. Davidow – Zambia
Ruth A. Davis – Benin, Director General of the Foreign Service
Scott H. DeLisi – Uganda, Eritrea
Christopher Dell – Angola, Zimbabwe, Deputy Ambassador at AFRICOM
Harriet Elam-Thomas – Senegal, Guinea-Bissau
Gregory W. Engle – Togo
James F. Entwistle – Nigeria, Democratic Republic of the Congo
Robert A. Flaten – Rwanda
Robert S. Ford – Algeria
Patrick Gaspard – South Africa
Michelle D. Gavin – Botswana
Donald H. Gips – South Africa
Gordon Gray – Tunisia
Robert E. Gribben – Central African Republic, Rwanda
Patricia McMahon Hawkins – Togo
Karl Hofmann – Togo
Patricia M. Haslach – Ethiopia
Genta Hawkins Holmes – Namibia
Robert G. Houdek – Uganda, Eritrea
Michael S. Hoza – Cameroon
Vicki J. Huddleston – Madagascar, Mali
Janice L. Jacobs – Senegal
Howard F. Jeter – Botswana, Nigeria
Dennis C. Jett – Mozambique
Jimmy J. Kolker – Burkina Faso, Uganda
Edward Gibson Lanpher – Zimbabwe
Dawn M. Liberi – Burundi
Princeton N. Lyman – Nigeria, South Africa
Jackson McDonald – The Gambia, Guinea
James D. McGee – Swaziland, Madagascar, Comoros, Zimbabwe
Roger A. Meece – Malawi, Democratic Republic of the Congo
Gillian Milovanovic – Mali
Susan D. Page – South Sudan
David Passage – Botswana
Edward J. Perkins – Liberia, South Africa, Director General of the Foreign Service
Robert C. Perry – Central African Republic
Thomas R. Pickering – Nigeria
Jo Ellen Powell – Mauritania
Nancy Powell – Uganda, Ghana
Anthony Quainton – Central African Republic
Elizabeth Raspolic – Gabon, Sao Tome and Principe
Charles A. Ray – Zimbabwe
Fernando E. Rondon – Madagascar, Comoros
Richard A. Roth – Senegal, Guinea-Bissau
Robin Renee Sanders – Republic of the Congo, Nigeria
Mattie R. Sharpless – Central African Republic
David H. Shinn – Burkina Faso, Ethiopia
A. Ellen Shippy – Malawi
George M. Staples – Rwanda, Cameroon, Equatorial Guinea, Director General of the Foreign Service
Linda Thomas-Greenfield – Liberia, Director General of the Foreign Service, Assistant Secretary of State for African Affairs
Jacob Walles – Tunisia
Lannon Walker – Senegal, Nigeria, Ivory Coast
Melissa F. Wells – Cape Verde, Guinea-Bissau, Mozambique, Zaire (Congo-Kinshasa)
Joseph C. Wilson – Gabon, Sao Tome and Principe
Frank G. Wisner – Zambia, Egypt
John M. Yates – Cape Verde, Benin, Cameroon, Equatorial Guinea, Permanent Charge (3 years) Zaire, Special Envoy for Somalia
Mary Carlin Yates – Burundi, Ghana, Sudan
Johnny Young – Sierra Leone, Togo

União Africana pede que Trump peça desculpas aos africanos e afrodescendentes

plenarioA sociedade civil africana sob os auspícios do Conselho Econômico, Social e Cultural (ECOSOCC) da União Africana recebeu com enorme choque a notícia das palavras infelizes usadas pelo Presidente dos Estados Unidos em referência a pessoas africanas e afro-descendentes. Condenamos, nos termos mais fortes, os matizes racistas dessa linguagem e a clara expressão da ingenuidade sobre o lugar, papel e valor dos povos africanos pelo Presidente dos Estados Unidos.

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Na África, respeitamos os anciãos e a linguagem que os anciãos usam deve ser respeitosa e uma que seja adequada às posições que ocupam. O Presidente dos Estados Unidos deve ser um ancião e deve exercer a sabedoria, o respeito profundo da diversidade cultural e social e do valor da humanidade. Mas, infelizmente, o presidente dos Estados Unidos parece estar representando o contrário!

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Apelamos, portanto, a todos os grupos de cidadãos e de pessoas, líderes religiosos e religiosos, organizações privadas e profissionais, acadêmicos e atores civis nos EUA e na África para condenar esta linguagem nos termos mais fortes. Os cidadãos de todo o mundo devem ser respeitados pelo que são e se referem em linguagem apropriada e respeitosa.

19014772_303Para continuar a propagar o racismo através da linguagem no mundo, é para alimentar outros tipos de comportamentos violentos que vemos ao redor do mundo.
Pedimos que o presidente dos EUA considere seriamente retirar essa declaração e fazer um pedido desculpa pública para todos os africanos e pessoas de ascendência africana no mundo.

trumpO Presidente deve notar que as contribuições sociais, econômicas e culturais dos africanos nos Estados Unidos são uma das mais altas do mundo. Os Estados Unidos têm um grande número de pessoas africanas em uma diversidade de profissões que não se encaixam na desprezível descrição utilizada pelo presidente dos Estados Unidos.
Uma das Américas da Agenda 2063 desenvolvidas pelos povos africanos e seus líderes é:

Uma África com uma forte identidade cultural, patrimônio comum, valores compartilhados e ética. ECOSOCC como órgão que promove e populariza a Agenda 2063 e se esforça para construir uma África e um mundo que seja ético e baseado em valores. Solicitamos, portanto, ao Presidente dos Estados Unidos que abrace essa aspiração e outras aspirações progressistas e positivas do povo africano.
A sociedade civil africana e o ECOSOCC, portanto, se juntam ao resto do mundo para condenar as palavras do presidente dos Estados Unidos da América. Exortamos o Presidente dos Estados Unidos a se restringir e educar-se sobre o mundo e suas pessoas e garantir que ele defina os valores que os povos dos Estados Unidos conheciam ao longo dos tempos.

 

fonte:https://au.int/en/pressreleases/20180116/press-statement-immediate-release-ecosocc%E2%80%99s-response-president-trump%E2%80%99s-

Etiópia começa a soltar os presos políticos.

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Em Adis Abeba, capital da Etiópia, o procurador geral, Getachew Ambaye, anunciou a libertação de 528 presos políticos de um universo de cerca de 4000 presos , segundo as organizações de direitos humanos. O procurador-geral  informou que os indivíduos já condenados e sentenciados que participaram dos protestos anti-governo,  não estavam entre os que conseguiram a liberdade.adis abeba

Há um clima de desânimo depois da expectativa de que seriam libertados todos os presos que participaram dos protestos contra o governo, mas após a  euforia diante do anúncio. A maioria dos prisioneiros foram presos e acusados ​​de terrorismo durante manifestações anti-governo que começaram na região de Oromia no final de 2015 e se espalharam para outras partes do país.

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O procurador informou as condições para a libertação dos presos, não incluíam aqueles  que tinham se envolvido com assassinatos, danos físicos a terceiros ou ataques a instituições econômicas ou  na infra-estrutura do país.presos politicos

Um dos políticos da oposição mais proeminentes da Etiópia, Bekele Gerba, foi condenado a seis meses de prisão por desacato ao tribunal, juntamente com outros três depois de ter cantado uma música de protesto durante os procedimentos.

 

 

A Etiópia está sendo observada pelas pessoas  que defendem os direitos humanos no mundo, pois a libertação representou um avanço importante para o restabelecimento de um estado de direito, mas ainda é muito pouco.

 

 

 

260 mil chineses vivem em Angola

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês vai visitar Angola e São Tomé e Príncipe. A viagem de Wang Yi a África inclui ainda paragens no Ruanda e Gabão.

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, visitará Angola e São Tomé e Príncipe, entre 12 e 16 de janeiro, na sua primeira deslocação ao estrangeiro este ano, ainformou fonte diplomática chinesa. A viagem de Wang Yi a África inclui ainda paragens no Ruanda e Gabão.

Há mais de duas décadas que os ministros chineses  dos Negócios Estrangeiros começam sempre o ano com uma viagem ao continente africano. “A continuação de Wang com esta tradição demonstra que a China presta consistentemente grande atenção aos laços entre China e África”, afirmou  Lu Kang, porta-voz da diplomacia chinesa.

A visita de Wang Yi servirá ainda para preparar o Fórum de Cooperação entre China e África, que será organizado, este ano, na China. O país asiático tornou-se, em 2009, o maior parceiro comercial de África. Pelas estatísticas chinesas, em 2015, o comércio China-África somou 169 bilhões de dólares (141 bilhões de euros).15721214_303

No ano passado, Angola foi o terceiro maior fornecedor de petróleo à China, depois da Rússia e da Arábia Saudita. Cobre, ferro e outras matérias-primas pesam também muito na balança comercial. Depois de a guerra civil em Angola ter acabado, em 2002, a China tornou-se um dos principais atores da reconstrução do país, nomeadamente das suas estradas, malha ferroviária e outras infraestruturas. Números oficiais de Luanda apontam que há quase 260 mil chineses a vivem em Angola.1

Em dezembro de 2016, São Tomé e Príncipe anunciou o reconhecimento da República Popular da China, rompendo com Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista (PCC) tomar o poder no continente, em 1949.

Por que será que existem mais chineses vivendo em Angola  do que brasileiros?

Provavelmente os brasileiros  tem muitas opções para morar fora do país e não enxergam como oportunidade de negócios viver em um país africano. Outra hipótese é a mais completa ignorância sobre o que se passa no continente africano.

Brasileiros tem poucas informações sobre o que se passa em África, e continuam com os mesmos estereótipos e imagens negativas, e isso colabora para que no imaginário não se vislumbre uma presença maior de brasileiros vivendo em  um país africano.

Outra hipótese são as dificuldades do dia a dia em viver em outro pais , é uma realidade muito distante , exige uma dose de sacrifícios.

O fato é que a diplomacia chinesa está mais presente nos países africanos. Há um investimento diplomático inegável.

Tenho escrito que os brasileiros deveriam colocar no cenário de suas opções de trabalho e investimento: o continente africano, pois são  economias em expansão que oferecem muitas possibilidades, que no Brasil estão mais difíceis. Há um forte desejo em diversificar as economias, o que significa querer substituir as importações em diversos produtos e serviços.

è preciso que trabalhemos para expandir os conhecimentos sobre o continente africano e reduzir os estereótipos que perduram sobre as pessoas e governo africanos