Republica Democrática do Congo dispara alerta na União Africana

O Presidente da República, João Lourenço presidente de Angola, participa hoje, em Addis-Abeba, Etiópia, numa cimeira com pelo menos 16 outros Chefes de Estado para consultas de alto nível a respeito da situação na República Democrática do Congo, que realizou eleições gerais a 30 de Dezembro último.

João Lourenço recebeu ontem cumprimentos de despedida
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República de Angola distribuída ontem, antes da cimeira africana, João Lourenço participa numa reunião da Dupla Troika da SADC.

Ontem, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o Chefe de Estado recebeu cumprimentos de despedida do Vice-Presidente da República, de Angola Bornito de Sousa, do governador de Luanda, Luther Rescova, de membros auxiliares do Poder Executivo, entre outras individualidades.

A Dupla Troika é composta pelos países que integram a Troika do Órgão de Defesa e Segurança e da SADC enquanto organização regional.

Os resultados das eleições gerais realizadas na RDC foram contestadas, no Tribunal Constitucional, pelo candidato Martin Fayulu, que ficou em segundo lugar. Fayulu reivindica uma recontagem manual dos votos. Ele garante que   a sua formação ganhou 61 por cento dos votos nas eleições de 30 de Dezembro e não 34,86 por cento, de acordo com dados da Comissão Eleitoral (CENI), que deu a vitória ao também opositor Félix Tshisekedi com 38,57 por cento.

O líder do Lamuka não é o único descontente com os dados publicados pela CENI. A Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) assegura que os números que tem não correspondem aos oficiais.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/africa_esta_preocupada_com_a_situacao_na_rdc-

Desemprego é o maior desafio para angolanos e moçambicanos

O emprego  é o maior desafio para Angola, Moçambique e outros oito países do sul do continente, segundo um estudo da União Africana (UA) e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre políticas de crescimento em África.

Dezesseis milhões de pessoas na África Austral sem emprego
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O relatório designado “Dinâmicas do Desenvolvimento em África – Crescimento, Emprego e Desigualdade 2018”, estima que 16,5 milhões de pessoas em Angola, África do Sul, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe não têm trabalho.
O universo deste conjunto de dez países do Sul de África a que se refere o estudo é de 177 milhões de pessoas, o que representa 14 por cento da população no continente africano, de acordo com estatísticas da UA. O documento prevê que 1,1 milhões de pessoas consigam entrar no mercado  do trabalho em cada ano até 2030.
O primeiro relatório da UA e OCDE que aborda as relações entre crescimento, emprego e desigualdades em África e as implicações nos quadros estratégicos, assinala o problema da diversificação económica, salientando que “vários países dependem muito do sector mineiro, que é volátil e cria poucos empregos”.
A criação limitada de empregos, a incompatibilidade de competências e as barreiras que são colocadas para iniciar ou fazer crescer novos negócios são razões avançadas no estudo para justificar as taxas de desemprego de longa duração de 15 a 35 por cento nos países que compõem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Nos países não membros da SADC, grande parte dos trabalhadores não tem recursos financeiros ou qualificação para entrar no mercado de trabalho.
“A maioria dos trabalhadores está no sub-emprego, principalmente na agricultura e serviços de baixo valor agregado”, constataram os investigadores que elaboraram o relatório.
O documento refere que “a diferença entre os homens e a participação feminina na força de trabalho permanece grande” em Angola, África do Sul, Botswana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
O documento refere também que Angola foi o país do sul de África com mais investimento estrangeiro directo de 2000 até 2016.
Conjuntamente com o Zimbabwe e Sudão, Angola atraiu o maior número de projectos de investimento directo da China, entre o conjunto dos 54 países africanos. Moçambique ficou muito perto dos 30 por cento de investimento médio estrangeiro de 2000 a 2016 em percentagem do PIB, no sul de África. Nesse período de 16 anos, o investimento externo directo representou 21.200 milhões de dólares em 2016, o que reflecte um crescimento face a 2009, em que se ficou por 6.900 milhões de dólares.

Desigualdades sociais
De acordo com o relatório, África cresceu mais do que a América Latina e as Caraíbas entre 2000 e 2017, mas esse crescimento económico não proporcionou emprego suficiente, tendo aumentado a desigualdade.
Além de considerar que “os empregos de qualidade permanecem escassos”, o relatório aponta que o continente africano “experimentou fortes taxas de crescimento económico” no período analisado, com a média de 4,7 por cento ao ano.O documento apresenta a América Latina e as Caraíbas com 2,8 por cento de crescimento económico, enquanto o desenvolvimento da Ásia (sem a China) superou pouco mais de 7 por cento.
Em África, as razões do crescimento fundaram-se na “subida dos preços das matérias-primas, a melhoria da gestão macro-económica e as estratégias para diversificar as economias”.

 

Fonte; http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/emprego_e_o_maior_desafio_de_angola_e_mocambiquehttp://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/emprego_e_o_maior_desafio_de_angola_e_mocambique

Comissão da União Africana lança plataforma de Gestão de Conhecimento

união-africana-5176648710 de abril de 2018

Addis Abeba, Etiópia, 10 de abril de 2018: A Comissão da União Africana fez a sua incursão no mundo cibernético ao revelar oficialmente a sua plataforma online de Gestão do Conhecimento (KM) do Fórum Africano de Governança da Internet (AfIGF).

A plataforma de Gestão do Conhecimento foi criada em resposta ao pedido esmagador das partes interessadas da Internet na África, especialmente durante o 6º Fórum Mundial e Africano de Governança da Internet (IGF), realizado em dezembro de 2017 no Egito e na Suíça, respectivamente.

“A plataforma está conectada aos recursos do site do IGF africano ( https://www.afigf.africa )”, explica Moctar Yedaly, chefe da Sociedade da Informação no Departamento de Infraestrutura e Energia da Comissão da União Africana.

“Servirá também como um espaço para a troca regular de pontos de vista e informação, bem como para um melhor planeamento e implementação dos programas africanos de TIC e Governação da Internet da Comissão da União Africana, das Comunidades Económicas Regionais e dos estados membros para o processo de preparação de políticas na Internet. importa ”, acrescentou Yedaly.

Através da plataforma de Gestão do Conhecimento, que é ativa com várias comunidades e fóruns, os interessados ​​ajudariam a abordar os desafios das TIC em geral e as questões de política da Internet em particular. Isto, idealmente, deveria ajudar a estabelecer posições africanas comuns em várias questões.

As partes interessadas podem ir para https://knowledge.afigf.africa/ para começar a colaborar, compartilhar e atribuir.

Nota para os editores

A Governança da Internet é vista como a evolução das políticas e mecanismos sob os quais os principais interessados ​​da comunidade da Internet (governo, empresas, sociedade civil, academia) fazem recomendações sobre o desenvolvimento e o uso da Internet. Ela abrange os principais objetivos da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (WSIS) (Genebra 2003, Tunis 2005).

As partes interessadas africanas que desejarem se registrar enviariam um pedido via e-mail para yedalym@africa-union.org e Suliemana@africa-union.org

Para mais informações, contacte a
Direcção de Informação e Comunicação | Comissão da União Africana I E-mail: dic@africa-union.org I Site na Web: www.au.int I Addis Ababa | Etiópia
Consulta de imprensa Contatos: Sophia Nesri | Analista de Informação PIDA | Departamento de Infraestrutura e Energia | Comissão da União Africana I E-mail: sophian@africa-union.org I Site na Web: www.au.int I Addis Ababa | Etiópia
Esther Azaa Tankou / Chefe da Divisão de Informação / AUC / Tel: +251 911361185 /
E-mail: yamboue@africa-union.org

Fonte:https://au.int/en/pressreleases/20180410/auc-launches-online-knowledge-management-platform

União Africana homenageia a Winnie Madikizela Mandela

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Addis Abeba – O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, qualificou Winnie Madikizela-Mandela de ícone da luta contra o apartheid, tendo em conta a sua postura de militante destemida que sacrificou grande parte da sua vida pela liberdade na África do Sul.