«Nós estamos em acção. O outro governo esteve em inacção» – Ulisses Correia e Silva

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O primeiro-ministro considera que o PAICV não tem moral para falar da forma como o governo está a gerir o processo das famílias deslocadas de Chã das Caldeiras, na ilha do Fogo. Ulisses Correia e Silva reage assim aos comentários do PAICV sobre o tema, depois do maior partido da oposição ter vindo a público, esta terça-feira, acusar o governo de medidas discriminatórias e injustas, em relação à atribuição de subsídio aos deslocados.
O chefe do executivo afirma que o PAICV esteve um ano e quatro meses “sem dar qualquer solução de facto”. Ulisses Correia e Silva afirma que, contrariamente ao que diz o maior partido da oposição, não há uma redução de ajuda aos deslocados.
“Nós estamos a substituir aquilo que era prestações em gêneros alimentícios, que as pessoas sempre disseram que era preciso mudar, por transferências monetárias. Houve uma primeira lista de avaliação que apurou 61 nomes e que já está em mais de 70. E vai aumentar, mas de acordo com as necessidades reais das pessoas relativamente a esses subsídios”, afirma.
Ulisses Correia e Silva considera que o PAICV está a promover a desinformação em benefício próprio.
Em relação às outras medidas para a população de Chã das Caldeiras, o chefe do governo destaca o envio, já no próximo dia 04 de Agosto, dos equipamentos para a adega provisória, para que se possa salvar a produção de vinho deste ano. O primeiro-ministro garante ainda que já há mobilização de um milhão de euros para a construção da adega definitiva, que vai englobar também a produção e abastecimento de água.
“Estamos a trabalhar no sentido de haver retoma da actividade económica na zona de Chã”, garante.
Ulisses Correia e Silva afirma ainda que o local para os novos assentamentos já estão identificados para a construção de casas para 47 famílias, além da identificação de outros assentamentos com a participação da população.
 
 
 
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Vinho português lidera o consumo em Angola

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Arão Martins | Lubango

As aquisições angolanas de vinhos portugueses, os quais detêm uma quota de mercado de 70 por cento no nosso país, foram de 72 milhões de euros (13,392 bilhões de kwanzas) em 2015, declarou terça-feira ao Jornal de Angola a responsável de estudos de mercado de uma associação lusa de vinicultores.

 

“Angola continua a ser um mercado importante para os vinhos produzidos em Portugal”, até porque “os consumidores angolanos gostam daquilo que genuinamente Portugal produz em termos vinícolas”, considerou Sónia Vieira.
A responsável por estudos de mercado reconheceu que, dada a conjuntura, as exportações de vinhos para Angola diminuiu em 25 por cento no ano passado, mas mesmo assim “adivinha-se um futuro importante”.
“A atual conjuntura é transversal a todos os produtos. É uma situação que nos preocupa, mas estamos esperançosos num futuro melhor”, minimizou. Acrescentou que é normal que se esteja mais contido para se perceber quando é que esta crise começa a retroceder, “mas Angola vai continuar a ser um grande mercado para os empresários portugueses”, assegurou.
Na terça-feira, foi realizada no Lubango uma prova de vinhos que incluiu 29 dos mais representativos produtores daquele país, considerada por Sónia Vieira como uma oportunidade que os produtores tiveram para mostrar as novas colheitas e marcas disponíveis.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/vinho_portugues_lidera_o_consumo