Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão de portos do país

 

O Governo de Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos do país, ao qual havia sido apresentada uma única proposta parcial por parte do grupo francês Bolloré, de acordo com um comunicado oficial na terça-feira divulgado em Praia.

Concurso para gestão de portos atraiu apenas um concorrente
Fotografia: DR

A 15 de Julho de 2015, foi lançado o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos de Cabo Verde, dividindo-os em dois blocos, sendo o primeiro composto pelos portos da Praia e do Mindelo e o segundo pelos de Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista, respectivamente.O grupo Bolloré foi a única empresa a submeter uma proposta técnica e financeira para a subconcessão do primeiro bloco, não tendo sido apresentada nenhuma para o bloco que reunia os portos do Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista.
O comunicado oficial adianta que o Governo actual, após a análise do processo, concluiu que o modelo de subconcessão, anteriormente adoptado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas.

CEO da terceira maior empresa farmacêutica dos Estados Unidos, deixou o Conselho de Trump

 

O CEO da Merck, a terceira maior empresa farmacêutica dos Estados Unidos, demitiu-se ontem do painel de empresários que aconselha o Presidente, uma decisão tomada para “combater a intolerância e extremismo” nos EUA.

Kenneth Frazier deixa de prestar assessoria ao Presidente dos Estados Unidos
Fotografia: Nicholas Kamm | AFP

Donald Trump não tardou a reagir no Twitter, dizendo que o empresário terá agora mais tempo para “baixar os preços dos medicamentos que são uma exploração”.
Kenneth Frazier deixa de fazer parte do grupo de conselheiros do mundo dos negócios criado pela administração de Trump numa altura em que o Presidente dos EUA está a ser criticado por não ter condenado especificamente a extrema-direita pelos incidentes no estado da Virgínia, que resultaram em três mortos.
“Os líderes norte-americanos devem honrar os nossos valores de base ao rejeitarem claramente expressões de ódio, intolerância e supremacia de grupos, que vão contra o ideal americano de que as pessoas são todas iguais”, defendeu o empresário de 62 anos, que lidera a Merck desde 2011.

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Durante o fim de semana, três pessoas morreram e 19 ficaram feridas numa manifestação organizada por extremistas brancos em Charlottesville, Virgínia.
O empresário negro disse que, “por uma questão de consciência” e “como CEO da Merck”, sente a “responsabilidade de tomar uma posição para combater a intolerância e o extremismo”, conforme se lê no comunicado publicado na conta oficial da farmacêutica no Twitter.

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A Casa Branca afirmou no domingo que o Presidente dos Estados Unidos também se referia a “supremacistas brancos, KKK [Ku Klux Klan], neo-nazis e todos os grupos extremistas” quando condenou a “violência, intolerância e ódio” nas declarações sobre Charlottesville.
No sábado, Trump publicou no Twitter um vídeo em que apelava à unidade social. “Acima de tudo, devemos lembrar-nos desta verdade: Não importa a nossa cor, credo, religião, ou partido político, somos todos americanos primeiro”, disse o presidente no vídeo.

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Kenneth Frazier não é o primeiro a deixar o painel de empresários conselheiros. Elon Musk, CEO da Tesla, demitiu-se em Junho após o anúncio de que os EUA vão sair do Acordo de Paris, que prevê o combate às alterações climáticas, e o então presidente executivo da Uber, Travis Kalanick, saíra já em Fevereiro.

Pesquisas eleitorais divergem em Angola

Uma pesquisa realizada entre os dias 8 e 12 deste mês em todo o país pelo Consórcio Marketpoll Consulting, empresa angolana, e Sensus Pesquisa e Consultoria, empresa brasileira, dão vitória do MPLA e do seu candidato, João Lourenço, com 68 por cento dos votos.

João Lourenço vence as próximas eleições gerais
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Para o inquérito nacional, foram realizadas quatro mil entrevistas nas 18 províncias do país, tendo como base os dados do Registo Eleitoral de 2017. Em cada comuna, procedeu-se ao cálculo estatístico das quotas por sexo, idade e escolaridade, com base no Registo Eleitoral de 2017 e no Censo de 2014. A margem de erro da pesquisa é de  2,5 por cento para mais e para menos.
A Sensus é uma empresa constituída há mais de 30 anos, tendo entre os seus clientes, instituições credíveis brasileiras, angolanas e outras, a nível internacional, como a ONU/PNUD, o Banco Mundial, a Universidade de Chicago, a Universidade de Michigan, a London Business School e outras de grande, médio e pequeno porte, registando, nos seus mais de 30 anos de actuação, a realização de cerca de 150 pesquisas por ano, totalizando mais de 4.500 pesquisas.
Os dados da Sensus são divulgados pela imprensa nacional e internacional, como a Globo, a Record, o Estado de São Paulo, o Jornal de Angola, a revista Sábado de Portugal, o Washington Post, o New York Times, o Financial Times, a revista Economist, dentre outros. A Sensus é membro da ABEP (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa), tendo integrado o seu Conselho Director por oito anos, pautando-se, na realização das pesquisas, pelo Código de Ética da ESOMAR.

Sondagem falsa

O Consórcio Marketpoll Consulting e a Sensus Pesquisa e Consultoria desmentiram uma suposta sondagem eleitoral, veiculada pelo site “Maka Angola” no dia 10 de Agosto, e atribuída às duas empresas, que, de acordo com as consultoras, nunca foi realizada, sendo todos os dados contidos na matéria” falsos e irresponsavelmente difundidos”.
Num comunicado , as duas empresas afirmam que a matéria veiculada pelo “Maka Angola” socorre-se de uma fonte não credível, sendo completamente falsa e passível de responsabilização judicial, nos termos da lei angolana e no quadro internacional dos crimes cibernéticos.
“A Marketpoll/Sensus não reconhece e não aplicou qualquer questionário com o conteúdo veiculado por esse site, lê-se no comunicado, que acrescenta que atribuir à Sensus a “paternidade de tais dados demonstra uma clara tentativa de desinformação e manipulação da opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de prejudicar o normal desenvolvimento do processo eleitoral em Angola”.
“ A Sensus não reconhece e demarca-se da autoria do conteúdo integral dessa sondagem (dados, tabelas, citações, conclusões), considerando-a da inteira e exclusiva responsabilidade do site Maka Angola, produto da sua imaginação e invenção, que reputa de irresponsável”, indica o comunicado.
A Marketpoll/Sensus afirma que trabalha em Angola em respeito à lei e dentro dos critérios técnicos e académicos nacionais e internacionais, de realização de inquéritos populacionais e rege-se pelo Código de Ética da ESOMAR World Research, entidade internacional que regula a conduta técnica e ética dos institutos de pesquisa.
Neste caso, acrescenta o comunicado, os dados das pesquisas, realizadas pela Marketpoll/Sensus diferem, radical e frontalmente, dos dados apresentados pelo site “Maka Angola” e que a Marketpoll/Sensus nunca realizou qualquer sondagem de opinião, com uma base amostral de 9.155 entrevistas no país.
“A Sensus Pesquisa e Consultoria repudia as ilações difamatórias e destituídas do mais elementar rigor científico, divulgadas pelo site Maka Angola, cuja autoria lhe é erroneamente atribuída, não devendo, por conseguinte, merecer crédito junto da opinião pública nacional e internacional”, lê-se no comunicado, em que acrescenta que tal procedimento é passível de responsabilização judicial, pelos danos morais aos promotores e à imagem da Sensus, a nível nacional e internacional.

Comício no Sumbe

O candidato do MPLA a Presidente da República orienta hoje, no Sumbe, Cuanza-Sul, um comício de apresentação das linhas de força do programa de governação para o período 2017-2022, caso vença as eleições gerais.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/sondagem_eleitoral_da_vitoria_ao_mpla

Brasil faz acordo com Cabo Verde para formação de gestores privados e púlblicos

 

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FGV participa de programa de recrutamento e formação de gestores em Cabo Verde
O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais.

 

 

O Gestor Executivo do Núcleo de Cooperação com África e Portugal (NuCAP) da Diretoria Internacional da FGV (DINT), Marcus Vinicius Rodrigues, participou de uma reunião com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, na Cidade da Praia. O objetivo do encontro foi convidar a FGV para participar do programa de recrutamento e de formação de líderes, gestores, docentes e investigadores, para os setores público e privado daquele país.

O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais. O objetivo é facilitar parcerias que potenciem ofertas de programas em nível internacional.

Nesse contexto, a FGV foi uma das primeiras instituições a serem convidadas. O processo está em andamento, tendo como interlocutora do governo cabo-verdiano a Ministra da Educação Maritza Rosabal.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro reconheceu a excelência da FGV e lembrou dos quadros cabo-verdianos já formados na instituição, onde se inserem vários empresários e autoridades governamentais, inclusive o ex-Primeiro Ministro, José Maria Neves, que teve seus estudos acadêmicos realizados na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP).

Memorial entre Angola e Namíbia homenageia as vítimas de massacre

ANGOLA E NAMIBIA

Um acordo entre os governos de Angola e da Namíbia vai permitir a instalação, em províncias angolanas do sul, de memoriais para recordar o massacre de centenas de militares namibianos, há 39 anos, por forças sul-africanas.

Um desses memoriais será de homenagem às vítimas do massacre de Cassinga-Tchamutete, no município da Jamba, de militares namibianos da Swapo – movimento de libertação da Namíbia da ocupação sul-africana, no poder desde a independência -, então refugiados em Angola, e envolve os dois países vizinhos, segundo um documento governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

angola-and-namibiaNo decreto presidencial de 10 de agosto, aprovando o acordo bilateral entre os dois governos, o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, reconhece “a importância da criação dos sítios e memoriais como forma de simbolizar a luta comum travada contra as forças de defesa do Apartheid da África do Sul”.

O documento refere ainda a “vontade política expressa” pelo Governo da Namíbia, em “honrar e preservar as memórias dos seus falecidos heróis e heroínas massacrados pelas forças de defesa do Apartheid da África do Sul, em maio de 1978, nas localidades de Cassinga e Xetequela”, nas províncias da Huíla e do Cunene, respetivamente.

Só no massacre de Cassinga terão morrido cerca de 700 combatentes da Swapo.

Durante o período da guerra civil angolana que se seguiu à independência angolana, a 11 de novembro de 1975, militares da África do Sul, da então colónia da Namíbia, chegaram a entrar em Angola, em combate, contra as forças do MPLA, no poder.

Em Cassinga foi já colocada em maio a primeira pedra para a construção do memorial, após trabalhos preliminares entre os dois países. Envolve duas áreas, que totalizam mais de 65 hectares, envolvendo túmulos, escombros de alguns edifícios das primeiras construções, como os postos administrativo e médico, escola, cadeias e casa dos sipaios e do comandante, entre outros.

No memorial que será construído no local foi proposta a inscrição da frase do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, que assumiu o poder a 11 de novembro de 1975, quinze anos antes da independência da Namíbia e cinco anos antes do Zimbabué: “Na Namíbia, no Zimbabué e na África do Sul está a continuação da nossa luta. Angola é e será por vontade própria trincheira firme da revolução em África”.

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-apoio-da-namibia-para-instalar-memoriais-sobre-massacres-no-sul-8699998.html

Lei do Investimento privado angolano está sob críticas

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Nos dois anos de vigor da Lei do Investimento Privado, “nem tudo foi bom”, considerou sexta-feira, num denominado “Chá jurídico”, em Luanda, o director-geral adjunto da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP) do Ministério do Comércio.

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Custódio Armando adiantou que, bom base no funcionamento das UTAIP – os organismos que lidam com as questões do investimento nos departamentos ministeriais -, o balanço que se pode fazer da lei aprovada a 11 de Agosto de 2015 “não é muito bom”.
O responsável declarou que o modelo já foi ensaiado no passado ao abrigo de leis anteriores e que já é consensual a ideia de que deve haver um único interlocutor institucional para os investidores.
“Este modelo seria o melhor, porque o investidor não precisaria de ‘bater várias portas’ para realizar o seu investimento”, apontou Custódio Armando.
“Há necessidade de se corrigir alguns aspectos da lei” e acautelar os da formação dos recursos humanos para a lei ser bem aplicada, reforçou o responsável, que secundou, nas suas afirmações, o presidente Associação Industrial de Angola (AIA).
José Severino defendeu, no encontro, que a Lei de Investimento Privado deve ser reformulada, para o que é necessário um balanço coordenado pela Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP) ou o Ministério da Economia, para avaliar se está aplicada, onde há ou não investimento e se está a reger as UTAIP.
José Severino disse que a Lei do Investimento suportava mais o crescimento da capacidade cambial do país mas, a partir do momento em que o preço do petróleo baixou, ficou desajustada.
O investimento estrangeiro em infra-estruturas, notou, que obriga que haja participação de capital nacional mínimo de 35 por cento nas empresas operadoras e a ausência de incentivos para a promoção de obras nas zonas do interior para se combater as assimetrias regionais são duas deficiências de lei.
Em relação às UTAIP, o presidente da AIA defende a descentralização, embora deva ser concedido poder de harmonização e a observação à Agência de Apoio à Importação e Exportação (APIEX).
A maior parte dos ministérios, apontou, não se prepararam para receber os serviços de investimento e aplicar a lei, o que cria constrangimentos.
De realçar que, na altura de adopção da lei, o presidente da AIA declarou discordar da redução, no novo texto, das Zonas de Desenvolvimento para efeitos de atribuição de incentivos fiscais, de cinco para duas.
José Severino afirmou naquela altura que a AIA era da opinião que se deveria manter as cinco zonas de incentivos fiscais e criarem-se mais incentivos para as zonas do Leste de Angola.
Notou que a região do Leste do país precisa de mais competitividade e, se o diploma que regula o investimento privado mantivesse as zonas existentes na antiga lei e aumentasse os incentivos e benefícios fiscais e aduaneiros para ali destinados, obter-se-ia competitividade empresarial com os países vizinhos e a integração na Zona de Comércio Livre.
O coordenador do debate, Moisés Caiaia, avançou, em declarações ao Jornal de Angola, que o “Chá jurídico”, o programa de debates iniciado sexta-feira, tem uma periodicidade mensal e visa discutir questões académicas e técnicas sobre algumas leis que, no dia-a-dia, são aplicadas com resultados positivos ou negativos.

Como resultados positivos, apontou Moisés Caiaia, no caso da Lei do Investimento Privado, a atribuição de competência aos titulares dos departamentos ministeriais para decidir sobre matérias de investimento, e, como negativas, as parcerias obrigatórias entre naturais e estrangeiros, uma prática que inibe o capital externo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/lei_do_investimento_da_pouco_resultado

Quênia vive clima de tensão pós eleição e vitória de Uhuru Kenyatta

Nairobi – O líder da oposição queniana, Raila Odinga, 72 anps, prometeu domingo que não se renderá até que seja reconhecida a sua vitória nas eleições presidenciais, vencidas pelo presidente , enquanto aumentava a pressão para que acalmasse os seus simpatizantes.

RAILA ODINGA, LÍDER DA OPOSIÇÃO NO QUÉNIA

FOTO: ANGOP

Na sua primeira aparição pública desde sexta-feira à noite, Odinga também pediu aos seus simpatizantes para não irem trabalhar nesta segunda de manhã, após a pressão da comunidade internacional para que interviesse no sentido de arrefecer os ânimos no período pós-eleitoral, em que os distúrbios já deixaram 16 mortos desde sexta-feira.

O opositor anunciou que iria explicar na próxima terça-feira “o caminho a seguir” pelo seu partido político e assinalou: “Ainda não perdemos. Não cederemos”, insistiu em Kibera, subúrbio de Nairobi, reduto da oposição.

Confrontos violentos foram registados domingo na comunidade de Mathare, subúrbio de Nairobi, entre membros da etnia kikuyu, ligada ao presidente reeleito, Uhuru Kenyatta, e integrantes da etnia luos, apoiantes do opositor derrotado nas urnas.

A violência irrompeu depois que os luos incendiaram estabelecimentos de comerciantes kikuyus, provocando uma batalha campal entre ambos os grupos. Dois homens morreram.

Os incidentes ocorreram após uma visita de Odinga a Mathare para se encontrar com a família de uma menina de nove anos que morreu baleada na manhã de sábado quando estava na varanda no quarto andar de um prédio.

Odinga visitou o subúrbio de Kibera, onde, diante de milhares de apoiantes, afirmou que não aceitaria os resultados da eleição presidencial “roubada”, segundo ele, por Kenyatta.

“Ainda não perdemos. Não baixaremos a guarda. Esperem que anuncie o que deve ser feito, depois de amanhã”, assinalou no domingo.

Kenyatta foi reeleito presidente na noite de sexta-feira, para um segundo mandato de cinco anos, com 54,27% dos votos, frente a 44,74% de Odinga, segundo resultados oficiais. A oposição questiona os números.

Após o anúncio da vitória de Kenyatta, houve cenas de violência e saques em redutos da oposição, no Oeste do país e nos subúrbios de Nairobi, com um saldo de 16 mortos até a noite deste sábado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou Odinga a enviar “uma mensagem clara a seus simpatizantes para que se abstenham de recorrer à violência”. União Europeia e Reino Unido também fez um apelo por moderação, e felicitaram Kenyatta por sua vitória.

A coligação opositora, Nasa, afirma que Odinga venceu as eleições, cujo resultado responde, segundo ela, a uma manipulação electrónica do sistema de transmissão da contagem de votos usado pela comissão eleitoral. Mas descartou recorrer à Suprema Corte, como fez, em vão, em 2013.

A derrota deste ano é a quarta em eleições presidenciais sofrida por Odinga, após as de 1997, 2007 e 2013.

Embora a repressão policial esteja sendo firme, o ministro do Interior, Fred Matiangi, garante que a polícia não lançou mão do “uso desproporcional da força contra nenhum manifestante, em nenhum lugar do país”.

Na manhã de domingo, em Mathare, um dos subúrbios de Nairobi mais afectados pela violência, comerciantes reabriam suas lojas.

“Queremos ouvir o que Raila tem a dizer. Será ele que nos guiará. Se nos disser para sair às ruas, sairemos. Se quiser que fiquemos em casa, ficaremos”, declarou o cabeleireiro de Humpfrey Songole, 25, horas antes de Odinga se pronunciar em Kibera.

Os distúrbios actuais diferem do conflito de há 10 anos, que deixou mais de 1,1 mil mortos e 600 mil deslocados. Apesar de reflectirem antigas divisões tribais, no momento estão circunscritos aos redutos da oposição.

O contexto político também é diferente: após as eleições de 2007, a maioria dos confrontos opuseram os kikuyu de Kenyatta aos kalenjin, etnias actualmente aliadas. De fato, o vice-presidente William Ruto é um kalenjin.

Actualmente, apenas a etnia luo, à qual pertence Odinga, parece estar mobilizada.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/7/33/Quenia-Lider-oposicao-promete-continuar-contestar-vitoria-Kenyatta,beec95fd-beae-4215-a628-30879fa6ce67.html

Moçambique venderá energia elétrica para Malawi

Maputo – A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou nesta segunda-feira a realização de consultas públicas sobre o projecto de construção de uma linha de 218 quilómetros para fornecer energia eléctrica ao Malawi.

MAPA DE MOÇAMBIQUE

Em comunicado, a EDM refere que vai levar a cabo uma auscultação pública nos próximos dias 28 e 29 na província de Tete, centro de Moçambique, onde está localização a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que vai fornecer a energia eléctrica ao Malawi.

A nota de imprensa adianta que o empreendimento consistirá ainda na construção de duas subestações, uma em Matambo, na província de Tete, e outra em Phombeya, no Malawi.

A infra-estrutura deverá ficar pronta dentro de cinco anos e está orçada em 120 milhões de dólares.

Moçambique vende energia eléctrica à África do Sul, Zimbabwe, Swazilândia e Zâmbia.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/7/33/Mocambique-Empresa-electricidade-realiza-consulta-publica-sobre-venda-energia-Malawi,447a6606-64aa-4928-b699-4211f3554b1f.html

Obama apela aos quenianos para se empenharem na realização de eleições “pacificas e credíveis”

 

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Washington – O ex-presidente norte-americano, Barack Obama, instou todos os quenianos a empenharem-se em eleições “pacíficas e credíveis” no Quénia, num escrutínio fundamental para o país leste africano, terra natal do seu pai, noticiou a Reuters.

 

“Apelo aos dirigentes quenianos a rejeitarem a violência e respeitarem a vontade do povo”, escreveu segunda-feira Obama, há algumas horas do início do escrutínio que opõe o presidente Uhuru Kenyatta a Raila Odinga, candidato já três vezes derrotado.

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O antigo chefe de Estado democrata, que deixou o poder em Janeiro deste ano, apelou ainda “a todos os quenianos para que se comprometam em eleições pacíficas e credíveis, para reforçar a confiança na nova Constituição e no futuro do país”.

Quase 20 milhões de quenianos são chamados nesta terça-feira às urnas para escolher o seu presidente, os governadores, deputados, senadores e representantes locais.Kenya-Obama-GSF2A7QD4.1

Estas eleições realizam-se dez anos após a onda de violência políitico-étnica de 2007-2008 que deixou mais de mil mortos e mais de 600 mil deslocados.

Sublinhando que os quenianos conhecem melhor que ninguém “os sofrimentos inúteis” suportados aquando da crise de 2007, Obama instou-os a desenvolver o país a partir dos progressos dos últimos anos “em vez de os colocarem em perigo”.

“O conjunto dos quenianos perderá se o país mergulhar na violência. Durante as três décadas que passaram desde a minha primeira visita ao Quénia, em 1987, fui testemunha dos vossos progressos notáveis”, repetiu, para sublinhar a que ponto as eleições desta terça-feira constituem “uma etapa fundamental” que não pode ser desperdiçada.

“Enquanto amigo do povo queniano, exorto-vos a trabalharem para um futuro que não seja sob o signo do medo e da divisão, mas sob o da unidade e da esperança”, concluiu.

O crescimento da União Magreb Árabe está comprometida

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Caso a Argélia e o Marrocos conseguissem superar as divergências para manter a parceria com a Tunísia, Líbia e Mauritânia na União do Magrebe Árabe – um bloco de integração econômica e comercial criado em 17 de fevereiro de 1989 -, estariam entre as maiores economias do Oriente Médio.

 

Estimativas do Banco Mundial, indicam que, ao longo dos dez anos até 2015, as economias dos países da União do Magrebe Árabe quase duplicaram em dimensão. Em vez disso, a Argélia cresceu apenas 33 e o Marrocos 37 por cento.

A região noroeste da África continua a ser “a mais isolada do continente”, disse o economista argelino Adel Hamaizia, e, enquanto os países da África subsaariana têm acordos de livre circulação de pessoas, serviços, bens e um mercado comum, a Argélia e o Marrocos constroem barreiras cada vez mais elevadas.

Os dois países partilham uma história comum, tradição gastronômica e arquitetônica, a corrente sunita do islamismo e um idioma árabe misturado com as línguas berbere e francesa.
As exportações de mercadorias de um país para os outros são impedidas pelas barreiras aduaneiras.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/barreiras_economicas_afectam_crescimento