Quote

Autoridades ignoram número de mortos em guerra no Sudão do Sul

7888slny9zs27a4kzz8d1dwbo.jpg

Os numerosos crimes cometidos na guerra civil do Sudão do Sul são conhecidos, mas uma questão persiste em relação ao número de vítimas fatais desde o início do conflito, em dezembro de 2013.

Civis foram assassinados, queimados, castrados, suspensos, afogados, asfixiados ou abandonados para morrer de fome. Seus corpos foram abandonados ou empilhados em valas comuns. Foi identificado, inclusive, um caso de canibalismo forçado.

Alguns meses depois do início da guerra, a ONU havia anunciado uma primeira estimativa de 10 mil mortos e manteve este número, apesar de os assassinatos terem sido acelerados e estendidos por todo o país, até que, em março de 2016, comunicou o total de 50 mil vítimas.

O centro de reflexão Grupo Internacional de Crise (ICG, na sigla em inglês), que acompanha a guerra desencadeada no país mais jovem do mundo, havia comunicado esta mesma estimativa de 50 mil mortos em novembro de 2014.
saiba mais

Para Eric Reeves, professor da Smith College, dos Estados Unidos, e especialista no Sudão do Sul, a incapacidade de contabilizar os mortos é uma falha moral. “Se não estimamos a mortalidade, estamos dizendo que as vidas não importam”, disse à AFP.

25-sudaosul-300

Segundo agentes humanitários e funcionários que pediram pelo anonimato, o número total de mortos poderia estar perto dos 300 mil, o que seria equivalente aos cinco anos de guerra na Síria.
“O nível e a intensidade da violência são muito maiores do que a que presenciamos em outros conflitos”, afirma um funcionário da organização humanitária, acostumado com zonas de guerra.
A ONU ‘perdeu as contas’O número comunicado pela ONU de 50 mil mortos corresponde à quantidade de vítimas diretas do conflito. Mas se fossem levadas em consideração as vítimas indiretas, esta cifra dispararia.

Por exemplo, caso fossem incluídos aqueles que morreram de fome devido ao bloqueio do fornecimento de ajuda humanitária ou as vítimas de atrocidades em massa, como o caso dos 60 civis que as tropas governamentais deixaram morrer asfixiados em um contêiner em outubro de 2015.

Também figuram as pessoas que não receberam atendimento médico adequado devido à destruição de hospitais.
A organização Médicos sem Fronteiras alertou para as “consequências consideráveis para centenas de milhares de pessoas” depois que seis centros médicos foram atacados, saqueados ou incendiados.
Vários grupos armados realizaram massacres étnicos e, apesar do acordo de paz firmado em agosto de 2015, seguem os combates em diversos lugares onde as facções têm interesses locais.
Algumas cifras são conhecidas: 2,3 milhões necessitam de ajuda alimentar urgente; 15 mil meninos-soldados foram recrutados; e 200 mil civis encontraram refúgio em acampamentos da ONU, que precisa de 1,1 bilhão de euros de ajuda.

sudaodosul

Mas não existe qualquer estimativa confiável sobre o número de mortos. Hervé Ladsous, responsável pelas operações humanitárias da ONU, admitiu, na semana passada, que as Nações Unidas “perderam as contas”.

‘Estresse pós-traumático’Em um estudo realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 63% dos entrevistados afirmam terem perdido um familiar devido ao conflito.

Outros 14% dizem ter sofrido tortura, 33% têm um parente desaparecido e 55% perderam a casa. Nas zonas mais afetadas pela guerra, estes números são ainda mais altos.

O estudo também indica que 41% sofrem de algum transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), “um nível comparado ao de Ruanda ou Camboja depois do genocídio”.

Segundo analistas, a ausência de uma estimativa confiável faz com que pouco se fale sobre a guerra no Sudão do Sul, e possibilita que os crimes sigam impunes. Enquanto continuam os combates, surge tempo para apagar as provas dos massacres.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/03/numero-de-mortos-em-guerra-civil-no-sudao-do-sul-e-ignorado.html

 

 

Advertisements
Quote

Machismo predomina em Guiné Bissau

Mercado de Bandim, Bissau

Mercado de Bandim, Bissau

Lassana Casamá

Na Guiné-Bissau a discriminação das mulheres continua a ser moeda corrente e muitas activistas insurgem-se contra essa realidade.

Guiné-Bissau: Discriminação de mulheres é comum, dizem activistas 1:30

Luísa Pereira, professora e presidente da Rede das Mulheres Professoras da Guiné-Bissau, concorda com a teoria das mulheres serem vítimas de discriminação.

Uma atitude que, na sua opinião, deve ser censurada, sustentado que a mulher é base da família e da sociedade.

”A mulher é base de toda a sociedade de todas as categorias profissionais, porque mulher em casa organiza e assim também faz no seu posto de serviço”, diz

Helena Said, da Plataforma Política das Mulheres guineenses, lembrou que o lema deste ano aponta a igualdade de oportunidade, entre o homem e a mulher, até 2030.

“É ser mulher para enfrentar os desafios, enfrentar o machismo e defender os interesses superiores da mulher e do homem e promover um espirito de igualdade entre o homem e a mulher”, completa Said.

 

http://www.voaportugues.com/content/guine-bissau-mulheres-discriminacao/3227611.html

Quote

Portugal quebra regras na CPLP, contra a posição do Brasil, Angola e Moçambique

Kumuênho da Rosa |
9 de Março, 2016

Fotografia: Kindala Manuel

A decisão de Portugal de candidatar-se à presidência rotativa do órgão executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) promete pôr ao rubro a próxima sessão do Conselho de Ministros da comunidade, a decorrer em Lisboa no próximo dia 17 de Março.

 

O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, fala em tentativa de “imposição” por parte de Portugal. “É certo que não há nada escrito, mas desde a criação da CPLP, quando se escolheu Portugal para sedear a organização, inclusive, com o maior número de funcionários, foi acordado que deve abdicar da presidência do órgão executivo”, disse George Rebelo Chikoti, em declarações ao Jornal de Angola.
Em véspera da reunião do Conselho de Ministros, que antecede à Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, a realizar-se em Julho na capital brasileira, o chefe da diplomacia angolana confirmou o “mal-estar” no seio da organização, porque “Portugal quer fazer uma imposição”, quando se sabe que é a vez de São Tomé e Príncipe assumir o cargo, que inclusive já tem um candidato”.
Georges Chikoti discorda da interpretação do colega português dos estatutos da CPLP, mas garantiu que o assunto será resolvido na reunião do Conselho de Ministros. “Vamos ter uma reunião no dia 17 em Lisboa e lá trataremos deste assunto”, disse o ministro das Relações Exteriores. Segundo a Lusa, que cita uma fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, Portugal diz desconhecer a existência do “acordo de cavalheiros” para que não assuma o Secretariado Executivo da CPLP e a diplomacia lusa quer “exercer essa responsabilidade”.
A mesma fonte, citada pela Lusa, defende que à luz dos estatutos da CPLP, “compete agora a Portugal assumir a responsabilidade de apresentar a candidatura a Secretário Executivo” e o país “não enjeita, naturalmente, essa responsabilidade, estando disponível para exercê-la”.
Em várias ocasiões o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, considerou a CPLP prioridade para o actual Governo português e que Portugal tem a “responsabilidade muito grande” de apresentar a candidatura ao cargo do próximo Secretário Executivo da organização.
Tal como Angola, Brasil e Moçambique opõem-se. O Brasil foi o primeiro a manifestar o desacordo, por considerar que Lisboa deve abdicar da presidência executiva da organização por ser o país onde está a sede da CPLP.
O actual secretário executivo da CPLP, MuradeMurargy, defende que, mesmo sem ter sido escrito,aquando da criação da organização os seus fundadores acordaram em que o país que acolhe a sede deve abdicar do Secretariado Executivo. O diplomata moçambicano falou da praxis internacional que segue esse mesmo princípio de que o país que acolhe a sede de uma organização não preside ao Secretariado.
Como exemplo, MuradeMurargyreferiu-se aos norte-americanos que não se candidatam ao cargo de Secretário-Geral da ONU, àFrança que não se candidata à Francofonia nem à UNESCOe à Inglaterra que respeita esta regra na Commonwealth.
Segundo a Lusa, o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, confirmou haver um “acordo verbal” que estipula que o país que acolhe a sede da CPLP abdica de apresentar candidatura para o Secretariado Executivo e apelou à negociação na Comunidade para a sua eleição.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que Portugal vai mesmo apresentar um nome para o cargo de Secretário Executivo, por considerar que 2016 “é um ano muito importante”, na medida em que na próxima cimeira em Brasília a Comunidade deve aprovar a nova visão estratégica da CPLP, processo no qual Portugal participa activamente.
“Cabe a Portugal apresentar a candidatura ao próximo secretário ou secretária-executiva da organização. Temos aí uma responsabilidade muito importante, que evidentemente não declinaremos”, declarou o ministro quando intervinha num seminário diplomático realizado em Janeiro deste ano.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/portugal_quebra_regras_na_cplp

Quote

Exercito nigeriano liberta 63 pessoas que viviam em cativeiro

0000000000000000

Na manhã desta sexta feira o exercito nigeriano anunciou que destruiu uma importante base militar do grupo extremista Boko Haram, localizado na floresta de Alagarno, no estado de Borno, no norte da Nigéria .

Na operação das forças armadas nigerianas foram resgatada 63 pessoas que viviam em cativeiro, tambem foram apreendidos  diversos veículos , armas e munição.

Quote

A “profecia” do Presidente Robert Mugabe

0000000000000000

Roger Godwin |
4 de Março, 2016

O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, viu mais uma vez a história dar-lhe razão depois de a sua antiga vice, Joyce Mujuro, anunciar a formação de um novo partido político a que deu o original nome de “Povo do Zimbabwe Primeiro”.

Recuando no tempo, para perceber-se aquilo que Mugabe já sabia, ou adivinhava, convém recordar que há um ano e meio a mesma Joyce Mujuro começou a ser contestada no interior da ZANU-PF, precisamente por haver fortes suspeitas de que estaria a conspirar no interior da formação para a criação das condições que favorecessem o aparecimento de uma nova formação partidária.
Na altura, Robert Mugabe denunciou a existência no seio do seu partido, ao mais alto nível, de uma tendência apostada em afastá-lo do poder sem recurso a eleições, usando para isso as próprias estruturas internas da ZANU-PF.
Na mesma ocasião, Grace Mugabe, primeira-dama do Zimbabwe, deu a cara por esta denúncia levando a cabo uma série de iniciativas políticas para desmascarar as intenções de Joyce Mujuro e de mais uns quantos quadros que lidavam directamente com o Presidente Mugabe.
O assunto fez correr na altura muita tinta e alimentou intensas discussões internas e externas, sobretudo em meios diplomáticos ligados à União Europeia que apostavam em Joyce Mujuro para uma alteração de poder, mesmo que para isso fosse necessário recorrer a grandes convulsões sociais.
Acontece que Robert Mugabe, como é sobejamente sabido, não é pessoa para se ficar por meias palavras nem por declarar intenções capazes de deixar dúvidas, tendo de imediato optado por um confronto político directo com as pessoas que estariam na disposição de dar corpo a essa mudança de poder.
Assistiu-se então a uma intensa disputa política apimentada aqui e ali com declarações mais musculadas e que forçaram mesmo a intervenção das forças de segurança, de modo a que pudessem ser travadas intenções mais radicais por parte de elementos menos tolerantes.
Em Dezembro de 2014, por ocasião da realização de mais uma conferência da ZANU-PF, Joyce Mujuro acabou por ser expulsa do partido e com ela todos os altos dirigentes que com ela compartilhavam a ideia de apear, inapelavelmente, Robert Mugabe do poder.
Sucedeu-se de imediato o início de um processo político interno que tinha por objectivo provar e punir uma eventual dependência política e financeira de Joyce Mujuro em relação a determinadas forças estrangeiras e que são contrárias às posições sempre defendidas por Robert Mugabe e pela própria ZANU-PF.
Ameaças de prisão, possibilidades de pedido de exílio no exterior e, mais recentemente, uma ténue perspectiva de reenquadramento na estrutura da ZANU-PF foram os cenários com os quais Joyce Mujuro se ia quase diariamente confrontada.
A nível internacional, sobretudo no quadro da União Europeia, o silêncio foi a forma de gerir uma situação desagradável por poder enquadrar-se num tipo de ingerência externa que se viesse a ser factualmente provada iria sustentar de formas mais evidente a razão e os factos de que o Presidente Mugabe vinha desde há muito falando.
Longe dos holofotes, Joyce Mujuro ia por sua vez cozinhando as linhas do seu futuro político, congregando junto de países como a França, a Inglaterra e os Estados Unidos apoios financeiros importantes para que pudesse anunciar publicamente aquilo que Robert Mugabe já há muito sabia e para que, também, pudesse trazer para o seu lado alguns elementos preponderantes na estrutura directiva da ZANU-PF.
Depois dessa maturação, diga-mos assim, finalmente a antiga vice-presidente do Zimbabwe resolveu dar e cara e anunciar a constituição de uma nova formação para qual chamou poucos dos que mais de perto lidaram com Robert Mugabe desde que este chegou ao poder.
Para o actual Presidente do Zimbabwe, o aparecimento deste novo partido e o facto dele integrar alguns dos mais directos colaboradores não é entendido como um acto de traição, mas somente como uma definição em relação aos desafios que se avizinham. É também a certeza de que Mujuro não conseguiu penetrar no interior do núcleo duro no qual Mugabe se apoia para dirigir o país e o seu partido, dando-lhe a garantia de que continua a ser o líder incontestado de um processo político que tem nas eleições de 2018 a sua próxima etapa.
Longe de serem fáceis os tempos que se avizinham são, para o Zimbabwe, absolutamente determinantes, no sentido de avaliar em que condições sociais e políticas decorrerão essas eleições.
Com 92 anos de idade, Robert Mugabe continua a ser uma personalidade de importância incontornável para uma definição sobre o futuro do país, surgindo, sem qualquer margem de dúvidas, como o grande candidato para continuar a ser o presidente de todos os zimbabueanos.
Por essa razão, mais do que visar um triunfo em 2018, o surgimento deste novo partido é uma jogada de antecipação, tendo em vista as eleições seguintes, em 2023, ou uma manobra tendente a aproveitar-se de qualquer impedimento físico de Robert Mugabe nos tempos mais próximos.
O grande problema, para Joyce Mujuro, como também já foi para todos os anteriores adversários políticos de Mugabe é se este, nas próximas eleições, repete as percentagens antes obtidas, as quais, logo à partida, deixam bastante hipotecadas as hipóteses de curto e médio prazo para uma oposição que sempre sentiu enormes dificuldades em penetrar no coração do povo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/a_profecia_do_presidente_robert_mugabe

Quote

Presidente Nyusi nomeia general do exército para comandar a Polícia em Moçambique

 

0000000000000000

Polícia da República de Moçambique(PRM) passa a ser comandada, desde esta quinta-feira(03), por um militar de carreira, o Major-General Júlio dos Santos Jane, que foi nomeado para o cargo pelo Presidente Filipe Nyusi, em substituição de Jorge Khalau, exonerado na quarta-feira(02).

O novo Comandante-Geral da PRM exercia, até à sua nomeação, o cargo de Comandante do Serviço Cívico de Moçambique função que desempenhava desde 2011.

Em 2013 chefiou a delegação do Governo de peritos sobre questões de Defesa Segurança que, com uma contra parte do partido Renamo, preparou um encontro entre o então Presidente da República, Armando Guebuza, e o líder da perdiz, Afonso Dhlakama.

Antes, Júlio dos Santos Jane tinha sido reitor da Academia Militar Marechal Samora Machel, na cidade de Nampula.

Jane substitui Jorge Henrique da Costa Khálau que estava no cargo desde 17 de Dezembro de 2008, altura em foi nomeado em substituição de Custódio Pinto, outro militar de carreira que esteve no cargo durante cerca de dois anos.

Por lei a Polícia da República de Moçambique tem como função garantir a observância da lei e ordem, a salvaguarda da segurança de pessoas e bens, a tranquilidade pública, a inviolabilidade da fronteira estatal, o respeito pelo estado de direito democrático e dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, organizando-se em cinco ramos: Policia de Protecção, Polícia de Trânsito, Polícia de Transportes e Comunicações, Polícia de Guarda Fronteira e Forças Especiais e de Reserva.

Entre os desafios que o novo Comandante-Geral tem pela frente está a sofisticação dos criminosos que parecem estar bem mais organizados do que a corporação e aqui volta à ribalta a investigação criminal, cuja reestruturação é um imperativo consensual dos vários sector da Justiça em Moçambique.

O respeito pelos Direitos Humanos é outro desafio que se impõe à nossa polícia que continua a ser apontada, em relatórios nacionais e internacionais, como uma das que mais os violam.

http://www.verdade.co.mz/nacional/57076-presidente-nyusi-nomeia-general-do-exercito-para-comandar-a-policia-em-mocambique

Quote

Angola: Presidente da República rende homenagem ao nacionalista Lúcio Lara

Luanda – O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, rendeu hoje, em Luanda, homenagem ao nacionalista angolano, Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara, falecido sábado último, na Clínica Girassol, vítima de doença.

 

Presidente da República, José Eduardo dos Santos ,rende homenagem ao nacionalista angolano Lúcio Lara

FOTO: PEDRO PARENTE

PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS ,RENDE HOMENAGEM AO NACIONALISTA ANGOLANO LÚCIO LARA

FOTO: PEDRO PARENTE

Depois da entoação do Hino Nacional, o Chefe de Estado angolano posicionou-se diante da urna, gesto que simbolizou a última homenagem a Lúcio Lara, tendo depois saudado os familiares do falecido.

Nas antigas instalações da Assembleia Nacional, local do velório, renderam igualmente homenagem titulares dos órgãos de soberania, membros do Bureau Político e do Comitè Central do MPLA.

Homenagearam também o falecido, destacado militante do MPLA, entre outras figuras, representantes dos órgãos de defesa, segurança e ordem pública, entidades eclesiásticas, militantes de partidos políticos, do corpo diplomático e de organizações sociais do partido e da sociedade civil.

A urna partirá para o cemitério quando forem 14:30 onde haverá um momento de exaltação da família, mensagens da associação Tchiweka e dos antigos combatentes, leitura do elogio fúnebre.

Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara, também conhecido por TchiweKa,  casado, filho de Lúcio Gouveia Barreto de Lara e de Clementina Leite de Lara, nasceu aos 9 de Abril de 1929, no Município da Caala, Província do Huambo.

Fez os estudos primários e secundários no Lubango, capital da província da Huila, e a licenciatura, em ciências Físico-Químicas, na universitário de Coimbra, Portugal.

Em 1951 prestou serviço militar em Portugal, não concluindo por doença.

Em 1959, foi professor secundário em Portugal e na Guiné-Conacry nas disciplinas de matemática, física e química.

Participou em actividades patrióticas a partir de 1949, enquadrado na antiga “Casa dos Estudantes do Império”, de que foi membro em Coimbra, sob a presidência do fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, com quem também formou o primeiro núcleo clandestino, antes da fundação do MPLA.

Foi co-fundador do Club Marítimo Africano, conjuntamente com Agostinho Neto, Humberto Machado, Zito Van Dúnem e outros patriotas angolanos e de outras colónias portuguesas.

Co-fundador do Movimento Anti-Colonialista (MAC), precursor do MPLA que agrupou patriotas de todas as colónias portuguesas de então, nomeadamente Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Noémia de Sousa, Mário Pinto de Andrade.

Co-fundador do MPLA, em 1956, realizou várias missões no sentido de coordenar as actividades em Angola, Portugal e França.

Procurado pela PIDE, foge de Portugal em Março de 1959, passando sucessivamente pela então Republicas Federal Alemã (RFA) e Democrática Alemã (RDA), aguardando possibilidade de se instalar em Accra, mantendo aí contactos com o Centro de Libertação Africano.

Lúcio Lara participou no 2º Congresso dos Escritores e Artistas Negros, em Abril de 1959 em Roma, estabelecendo contactos com o FNL argelino, através de Franz Fanon, com quem planifica a preparação do primeiro grupo de guerrilha angolano.

Em Janeiro de 1960, chefia a delegação do MAC à Conferencia Panafricana de Túnis,  onde consegue autorização para o MPLA e o PAIGC instalarem os primeiros escritórios no exterior, na Guiné – Conakry, para onde segue depois de uma passagem por Casablanca, a convite de Mahjoub Seddick, Líder da União Marroquina do Trabalho,

Integra em Conacry o primeiro Comité Director do MPLA, em 1960, como responsável da Organização e Quadros.

Em Conacry Accra, Rabat e Alger participa em diferentes em actividades relacionadas com a luta de libertação, tendo sido enviado a Brazzaville para contactos com   Manuel Pedro Pacavira, enviado do Presidente Neto, em Maio de 1960.

Participou na Iª Guerra de Libertação, em Cabinda e Cuango (3ª Região), na Luta Clandestina, em Lisboa, em 1954, e 1958, frequentou um estágio militar especial, em Moscovo.

Director até entrar no 1º Comité Central e 1º Bureau Político; Foi Deputado a Assembleia do Povo; Deputado a Assembleia Nacional.

Participou em todos os Congressos do MPLA e na Conferência Nacional do MPLA em Leopoldville, República Democrática do Congo (RDC), em 1962.

Em 2006 foi homenageado pela família MPLA.

Foi membro do Comité Central e do Bureau Político do MPLA e Deputado das Assembleias do Povo e Nacional.

 

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2016/2/9/Angola-Presidente-Republica-rende-homenagem-nacionalista-Lucio-Lara,1fb88dfb-ecc7-4999-9fc8-3839bb9bac9f.html

Quote

Os problemas da aviação comercial em África

00000000000000

Roger Godwin |
1 de Março, 2016

Enquanto em todas as outras regiões do mundo tem vindo a aumentar o número de utilizadores do mercado da aviação civil, em África essa relação no ano de 2015 foi no sentido contrário, registrando mesmo uma ligeira diminuição.

Uma das explicações para esta situação pode ser encontrada em decisões tomadas, por exemplo, pela União Europeia, que só em 2015 impediu 108 companhias aéreas de sobrevoarem o seu continente, entre as quais estavam 14 de diferentes países africanos.
Por outro lado, a penetração que grandes empresas aéreas de aviação estão a fazer pelo mercado do continente africano retiram muitos passageiros a pequenas companhias, tendo sido especialmente afectadas as que estão registadas na Zâmbia, Serra Leoa, Moçambique, nos dois Congos e no Sudão do Sul.
Um outro fator que pode explicar a diminuição do número de passageiros que usam a globalidade das companhias africanas é o que se prende com algumas dificuldades de gestão que fazem com que a oferta de serviços fique aquém da que é disponibilizada pelas grandes operadoras internacionais.
Mesmo na ligação entre cidades africanas, que antigamente eram quase um exclusivo de companhias continentais, começa a surgir uma oferta mais diferenciada, com tarifas mais baixas e serviços mais aliciantes.
A juntar a estas dificuldades, acresce a que advém também do facto de as grandes companhias internacionais recrutarem no mercado africano alguma da sua mão-de-obra, sobretudo entre as e os assistentes de bordo que, aliciados por melhores remunerações e mais ambiciosas perspectivas de carreira, não hesitam em abandonar o seu país, enfraquecendo deste modo as empresas africanas a que pertenciam.
A questão da dificuldade no estabelecimento de rotas directas entre diversas capitais africanas leva muitos passageiros a terem que fazer uma escala em países europeus, o que não só atrasa toda a sua viagem como também a torna particularmente mais cara.
Para quem quer viajar e se dirige a uma agência de viagens para adquirir o seu bilhete o que mais importa é chegar mais rápido, pelo menor preço e com um serviço que satisfaça as suas exigências básicas de passageiro. As companhias africanas, a braços com crescentes problemas de tesouraria resultantes de uma gestão muitas das vezes bastante desajeitada, ficam deste modo impossibilitadas de manter uma concorrência saudável com as suas parceiras internacionais.
Essa impossibilidade, logo à partida, reflecte-se directamente nas dificuldades financeiras para conseguir a renovação da sua frota que possa oferecer aos passageiros a confortável sensação de segurança e conforto.
Sem novos aviões e com os antigos a ficarem cada vez mais velhos, a imagem que é traduzida para o exterior aconselha o passageiro a deixar de lado sentimentalismos patrióticos para adoptar por uma escolha que o faça, também a si, sentir-se um cidadão do mundo moderno. Para tornear todos estes problemas, que não são poucos e podem levar à falência muitas companhias africanas, algumas delas optaram por estabelecer parcerias de gestão internacional.
Essas parcerias, estabelecidas com companhias de se evidenciam, precisamente, por terem uma gestão cuidadosa e que prioriza a economia de custos como base para oferecer um melhor serviço aos seus clientes, tem sido a tábua de salvação a que muitas empresas africanas se agarram para não se deixarem afundar.
Trata-se de um negócio que, se fôr bem conduzido, trará benefícios a todas as partes e sobretudo aos passageiros, que assim ficam muito melhor servidos, tanto em termos de conforto como de custos.  A Associação Internacional dos Transportes Aéreos (IATA) tem vindo a desenvolver esforços no sentido de proteger os interesses dos passageiros e de garantir que as companhias de aviação cumpram com as normas que estão estabelecidas para o seu funcionamento. No entanto, isto não tem impedido que não lhe sejam apontadas algumas críticas pela forma como tem vindo a discriminar companhias africanas em comparação com as de outras regiões, nomeadamente, do Médio Oriente e da América Latina.
A validação imediata, às vezes sem grande análise criteriosa, de algumas decisões emanadas pela União Europeia e que penalizam companhias africanas, muitas das vezes sem que se saiba muito bem porquê, é um assunto que tem levantado muita polêmica e que dá daquela organização a ideia de estar a contribuir para que o negócio da aviação civil não seja totalmente igual para todos.
No meio de todo este cenário, seria imensamente injusto não reconhecer o esforço imenso que muitas companhias de aviação africanas estão a fazer para evoluírem num mercado cada vez mais competitivo, apostando numa constante renovação que as colocam ao nível das que melhor trabalham em todo o mundo.
O único problema é que esse desenvolvimento é feito de modo individual, não havendo, pelo menos para já, uma ideia de esforço conjunto que leve a acreditar na possibilidade de reedição de companhias que se unem sob uma bandeira africana para competirem com as que lhes estão a invadir diariamente o mercado.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/os_problemas_da_aviacao_comercial_em_africa

Quote

Presidente da República de Moçambique acusa Renamo de desvalorizar diálogo

00000000000000000

Tensão

O Presidente da Repúbli­ca acusou a Renamo de estar a desvalorizar os esforços e a abertura do Gover­no para dialogar com a liderança deste partido, para a busca da paz e estabilidade efectivas no país, optando pela continuação das suas ofensivas contra alvos milita­res e civis. As acusações de Filipe Nyusi foram feitas durante o dis­curso de graduação de cerca de 200 agentes da Polícia da Repú­blica de Moçambique (PRM) que frequentaram os cursos de licen­ciatura e mestrado em Ciências Policiais no 11º curso ministrado pela ACIPOL.

“Voltamos a registar com repul­sa atos protagonizados por ho­mens armados da Renamo contra civis e membros das Forças de Defesa e Segurança, perturbando a normal circulação de pessoas e bens e destruindo propriedades, num claro atentado à paz, estabilidade, unidade nacional e democracia”, disse Nyusi no seu discurso de ocasião, classificando a ação do maior partido de opo­sição de desconsideração ao gesto do Governo.

 

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/39664–presidente-da-republica-acusa-renamo-de-desvalorizar-dialogo.html

Quote

“As mulheres e crianças no Malawi são familiares de homens da Renamo”

00000000000000000

Quem queima as casas, já sabes, é a Renamo. Quem ataca as populações é a Renamo. Não sabemos disso?

O governador da pro­víncia de Tete, Paulo Awade, nega que haja refugiados moçambicanos no Malawi, afirmando que as pes­soas acomodadas no campo de Kapise são deslocados, na sua maioria malawianos que fogem da fome que assola aquele país.

O governador diz ainda que os poucos deslocados moçambi­canos são familiares de homens armados da Renamo e acu­sa os guerrilheiros de Afonso Dhlakama de terem incendiado casas da população de Nkonde­zi. Awade diz também que quem ataca nas estradas e destrói pro­priedades são os guerrilheiros da Renamo, enquanto a popula­ção tenta construir o país. Veja a seguir a transcrição da breve entrevista com o governante da província de onde terão saído os mais de sete mil refugiados mo­çambicanos para Malawi.

O que está a ser feito para evitar que mais moçambicanos se refugiem no Malawi e os que estão lá regressem a casa?

Mas quem está a atravessar para o Malawi?

Os refugiados moçambica­nos…

Não me fale de refugiados, porque não há nenhum refugia­do. O que existe no Malawi são deslocados e, se nós prestarmos atenção, dia após dia, os núme­ros estão a subir. No Malawi há seca, como em Moçambique, e alguns malawianos fazem-se de deslocados em pontos estratégi­cos da nossa fronteira, portanto, nós não temos nenhum refugia­do no Malawi.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/39683-as-mulheres-e-criancas-no-malawi-sao-familiares-de-homens-da-renamo.html