Encontro das Nações Unidas sobre afrodescendentes ocorrerá na Suiça

direitos humanosHaverá um Encontro regional das Nações Unidas sobre os afrodescendentes, a decorrer de 22 a 23 do corrente mês, em Genebra (Suiça),

Encontro, que vai na sua segunda edição sob a égide do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, insere-se no programa de sensibilização dos Governos e dos Estados membros para as questões dos afrodescendentes, no âmbito da década internacional dos afrodescendentes.Human-Rights

De acordo com a fonte, o certame tem como objectivos identificar as tendências, as prioridades e obstáculos existentes a níveis nacionais e regionais com vista a aplicação do programa de actividades da década dos afrodescendentes.

O encontro prevê ainda formular recomendações concretas que sirvam para combater o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e a intolerância associada aos afrodescendentes.

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Angola, Nigéria, Senegal e a Republica Democrática do Congo estarão no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em 2018

mediaImagem site OMUNGA sobre violação de direitos humanos, em incidentes, do Monte Belo, Benguela, em 2017OMUNGA/DR

Angola é um dos 3 países africanos, que com a Nigéria, Senegal e a RDC, passarão a fazer parte do conselho dos direitos humanos da ONU, em 2018, por dois anos. Uma decisão no seguimento da eleição, esta segunda-feira, em Nova Iorque, de novos membros do órgão que se ocupa dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça.

 

A assembleia-geral da Nações Unidas, em Nova Iorque, elegeu, esta segunda-feira, (16) novos 15 membros de um total de 47 países do conselho dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, nomeadamente, 3 estados africanos, Angola, RDC e Senegal.

As autoridades angolanas reagiram, positivamente, duma maneira geral, à eleição de Angola para o conselho de direitos humanos das Nações Unidas, numa altura em que o país, sai de eleições gerais, com um novo Parlamento, um novo governo e um novo Presidente, João Lourenço.

Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça de Angola, reagiram, sublinhando um “reconhecimento” internacional pelas “melhorias” feitas em matéria dos direitos humanos no país.

O embaixador de Angola, na ONU, em Genebra, Apolinário Correia, disse mesmo que Angola não pratica “violação dos direitos humanos” e que o caso dos jovens activistas, conhecidos pelos 15+2, foi “exagerado” de maneira tendenciosa.

Em matéria de reacções de associações angolanas, dos direitos humanos, a OMUNGA,através do seu coordenador, José Patrocínio, relativiza o entusiasmo das autoridades angolanas, mas considera que esta eleição é “uma oportunidade de estimular o diálogo na matéria com as autoridades angolanas”.

 

http://pt.rfi.fr/angola/20171018-omunga-aberta-dialogo-sobre-direitos-humanos-em-angola

Angola disputa vaga no Conselho de Direitos Humanos

  • ismael
Angola concorre a uma das quatro vagas de membros africanos ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas. A eleição acontece no dia 16 de Outubro, no prosseguimento da 72.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, que decorre em Nova Iorque.

O país concorre a um desses lugares, a par da Nigéria, República Democrática do Congo (RDC) e do Senegal. O mandato é para o triénio 2018-2020.

Na presente sessão da Assembleia-Geral apenas serão eleitos os 15 membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU (CDH), quatro dos quais em representação de África, dois da Europa Ocidental e outros Estados, dois da Europa de Leste, três da América Latina e Caraíbas e quatro da Ásia e Pacífico.iismael silva

A delegação angolana à 72.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU é chefiada pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, embaixador Ismael Martins. O debate, iniciado no dia 19 deste mês, encaminha-se para o fim.

http://www.governo.gov.ao/VerNoticia.aspx?id=33508

A paz no Sudão do Sul mais longe que nunca

No Sudão do Sul a paz permanece uma quimera. Nos últimos dias ocorreram combates em Malakl, a segunda maior cidade do país e capital do estado do Alto Nilo, rico em petróleo.

Südsudan Krieg - Regierungssoldat (picture-alliance/AP Photo/J. Lynch)

As tropas governamentais do Presidente Salva Kiir e os combatentes leais ao ex-vice-Presidente e líder rebelde, Riek Machar, acusam-se mutuamente pela violência. Os confrontos foram confirmados por Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da Organização das Nações Unidas: “Os nossos colegas da missão da ONU no Sudão do Sul disseram estar profundamente preocupados com o surgimento de combates nas imediações de Malakal entre o Exército Popular de Libertação do Sudão e o Exército Popular de Libertação do Sudão na Oposição”. Foram registados bombardeamentos e a missão de paz da ONU continua a patrulhar Malakal, “que aparentemente está deserta,” acrescentou a porta-voz.

Nenhuma das partes em conflito confirmou o número de vítimas. Os confrontos começaram há uma semana e as autoridades foram forçadas a encerrar o aeroporto. A área circundante de Malakal está sob controlo de Johnson Olony, um ex-general do exército que se aliou a outras forças rebeldes em abril de 2015.

Südsudan Rebellenführer Riek Machar in Juba (Reuters/Stringer)Os protagonistas do conflito: Riek Machar (centro) e Salva Kiir (direita)

Combates alastram-se

Entretanto, registaram-se também combates em Kajokeji, na região do Rio Yei, no sul do país, junto à fronteira com o Uganda. O ministro da Informação daquele estado, Steven Onesmus Ladu, confirmou que há vítimas: “Alguns soldados do Governo foram mortos. Mas os rebeldes foram repelidos. Um comandante rebelde foi detido.”

O comandante em questão é o representante do líder rebelde, Riek Machar, adiantou a mesma fonte. A violência já obrigou mais de 20 mil pessoas a abandonaram as suas casas e refugiaram-se no Uganda, disse à DW o líder da igreja episcopal de Kajokeji, Emmanuel Marial:  “Há muitas pessoas a fugir. Mesmo aqui no nosso complexo, as crianças estão a sofrer. A situação é extremamente preocupante.”

A guerra civil no Sudão do Sul começou em 2013, quando o Presidente Salva Kiir, de etnia Dinka, afastou o vice-Presidente Riek Machar, do povo Nuer. Em 2016, o país viveu um curto período de trégua, que terminou em julho com combates na capital, Juba, que levaram à fuga de Riek Machar.

A guerra civil no Sudão do Sul já obrigou mais de três milhões de pessoas a procurar refúgio em campos das Nações Unidas ou nos países vizinhos, Quénia e Uganda. A comissão dos Direitos Humanos da ONU no Sudão do Sul alertou, no final do ano passado, para a limpeza étnica no que este em curso no país, e para a qual os dois lados do conflito recorrem à fome, violação e incêndio de aldeias.