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Brasileiros disputam o mercado de leite, queijos, iorgutes na Africa do Sul e Botswana

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Pela primeira vez, uma missão comercial de prospecção brasileira esteve nas cidades de Johannesburgo (África do Sul), Gaborone (Botsuana) e Windohoek (Namíbia) com objetivo de promover produtos do agronegócio com foco, principalmente, em lácteos (leite em pó, queijos, iogurtes, requeijão) para ampliar as exportações.

Reuniões – Delegação, formada por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e de cooperativas agropecuárias do Mercosul, participou de reuniões com órgãos do governo e de rodada de negócios com associações e empresas importadoras. A missão se encerrou neste domingo (01/07).

Ampliação – De acordo com o secretário de Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, José Doria, a missão visou ampliar exportações, aproveitando acordo de comércio entre os dois blocos, e traçar estratégias para ação conjunta na região. Acordo Mercosul – Sacu (União Aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia) assegura preferências tarifárias a produtos brasileiros, possibilitando acesso a um mercado de cerca de 65 milhões de consumidores.

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Feira – A delegação brasileira participou na última segunda-feira (25/06) da Feira Africa’s Big 7/ Saitex, em Joanesburgo. Com participação de 36 países, a feira comercial de alimentos e bebidas, reuniu fornecedores e compradores de vários segmentos de atividades de todo o continente africano.

Africas Big 7Saitex

Principais produtos – Os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil para a região são soja, milho, sorgo, arroz, carnes de aves, fumo não faturado, açúcar, entre outros. (Mapa)

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/118318-mercado-brasil-busca-mercados-em-paises-da-africa-para-produtos-lacteos

 

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Brasileiros tem dificuldades em trabalhar com o mercado africano até no futebol.

Dificuldade de adaptação e entraves burocráticos, além das questões culturais e técnicas, estão entre as principais questões que fazem os profissionais do mercado no país.

Japão x Senegal

Africanos e asiáticos têm pouco espaço no futebol brasileiro (Foto: AFP / ANNE-CHRISTINE POUJOULAT)

LANÇA!
 30/06/2018
 07:35
São Paulo (SP)

A Copa do Mundo da Rússia, a fuga para os olhos do brasileiro: o destaque e a fuga de olhos, as mulheres asiáticas e africanas.

Se por um lado os africanos não conseguiram se classificar para uma fase de oitavas-de-final, por outro puderam mostrar ao mundo os seus atributos, capacidade de se atuar em qualquer outra brasileira.

Mesma atribuição cabe aos asiáticos, esses ainda mais brilhantes com a segunda colocação do Japão, a boa campanha do Irã e a vitória da Coréia do Sul diante da atual campeã Alemanha.

Mas uma pergunta que poucos se fazem: por que o Brasil ainda está longe de contratar jogadores desses continentes? Atualmente, apenas cinco estão em equipes profissionais do país: Aaron Ibilola, do Benim, e Yaya Banhoro, de Burkina Faso (Ponte Preta), Yerien Richmind, da Nigéria (Imperatriz-MA), Zhang Yuanshu, da China (Desportivo Brasil-SP) e “Toshi” Tashiya Tojo, do Japão (Inter de Lages emprestado pelo Avaí).

Para analistas e especialistas do mercado, uma série de fatores contribuem para a escassez de jogadores asiáticos e africanos em solo tupiniquim, o principal deles, a adaptação.

– Já ficou provado há algum tempo que são jogadores de muita qualidade, e vemos isso não apenas de quatro em quatro anos, já que muitos desses jogadores estão em clubes de ponta do futebol europeu. É um monitoramento constante, mas realmente existe uma dificuldade nas negociações – explicou Rui Costa, diretor de futebol da Chapecoense.

Rui Costa foi o responsável em 2013, então dirigente do Grêmio, por protocolar na CBF um pedido para aumentar de três para cinco o número de jogadores de fora do país em campo.

– A questão da adaptação talvez seja o problema principal, a própria distância da família e as questões culturais e de idioma. Isso já acontece com jogadores sul-americanos, cuja afinidade é maior – acrescentou o dirigente da Chape.

Júnior Chávare, que já foi executivo da base de Grêmio e São Paulo, e hoje é diretor de Operações e Novos Negócios da K2 Soccer, empresa que possui clube nos Estados Unidos, Espanha e entrou no Brasil à frente do Tubarão-SC, conduz a discussão para um pouco mais além.

– Nós incentivamos sempre o intercâmbio e no Grêmio fizemos isso. De fato, a questão de adaptação, alimentação e comunicação pesam muito, mas também tem o processo burocrático de transferência internacional, que nem sempre é tão simples, e o investimento financeiro. Os principais jogadores desses continentes vão todos para Europa. Contratar por contratar, apenas por uma questão de marketing, na minha opinião, não faz sentido. Precisa agregar valor, principalmente técnico – explicou Chávare.

Treinador com experiência em grandes centros do futebol brasilero e com destaque no São Paulo, Milton Cruz, atualmente no Figueirense, que está no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro, corrobora com a opinião de Chávare.

– Não buscamos contratação de jogadores desses mercados por uma questão de qualidade, burocracia e custos. Temos jogadores com a mesma qualidade e até superiores no mercado nacional e sul-americano, além de muito mais viáveis financeiramente, que não exigem tanta burocracia – disse.

Fora das quatro linhas, expansão deste mercado é válida

Se dentro das quatro linhas os clubes apontam problemas, fora de campo a conversa é outra. Dependendo do peso da contratação, os agremiações podem ganhar com retorno de marca e visibilidade em mercados ainda pouco explorados, segundo explica Danyel Braga, diretor de negócios da CSM Golden Goal, empresa especializada em gestão e marketing esportivo.

– Em uma análise de complexidade e oportunidades, o mercado sul-americano seria sem dúvida a primeira fronteira de expansão de marca para os clubes brasileiros. Contudo, jogadores africanos ou asiáticos de sucesso, caso cheguem a ser contratados por clubes nacionais, podem mudar esse rumo. Desde que sejam jogadores de nome, seu impacto comercial e de mídia pode ir muito além do país de origem desse jogador – concluiu.

Olhos voltados para o futuro

De concreto, a relação do Brasil com o futebol africano é pequena, mas existem exemplos práticos. O Atlético-PR é o único clube brasileiro a ter uma escola própria em continente africano. Desde julho de 2017, há exatamente um ano, o clube abriu uma escola própria no Quênia. A ‘Escola Furacão’ fica no vilarejo de Mugae, próximo à cidade de Meru, em parceria com a ONG Endeleza.

Periodicamente, o Atlético-PR leva kits com uniformes, chuteiras, bolas e materiais de treinamento, para aproximadamente 250 crianças. Uma nova viagem está programada para os próximos meses, e o acompanhamento do clube é constante.

As Escolas Furacão são um dos principais elementos do CAP e já são mais de 150 unidades espalhadas por todo o Brasil, tendo como diferencial o suporte que é dado pelo clube. Além de acompanhar o desenvolvimento de unidades, o CAP fornece a metodologia de ensino e monitoramento do desempenho escolar.

O que ficou evidente é que as dificuldades que enfrentam são mais rápidas no continente africano. Mas, mesmo com o mesmo movimento de luz, há uma luz e uma ruptura com as ideias sobre a continente africano mudará essa realidade.

Argélia abandonou 13 mil pessoas no deserto

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Argélia abandonou mais de 13 mil pessoas, nos últimos 14 meses, no deserto do Sahara. Escreve a Fox News que entre as pessoas deixadas ao abandono sob temperaturas de muito calor, e por vezes obrigadas a andar com uma pistola apontada à cabeça, existem crianças e mulheres grávidas.

As expulsões em massa na Argélia tiveram início em outubro de 2017, altura em que a União Europeia aumentou a pressão sobre os países do norte de África para evitar o número de migrantes a chegar ao norte da Europa através do Mar Mediterrâneo.

Estes migrantes são oriundos  do Mali, Gâmbia, Costa do Marfim, Níger, entre outros, e fazem parte do grupo de pessoas que quer fugir à violência a que se assiste nos seus países de origem.

Dizem os que passaram pela experiência que muitos são os que não resistem às altas temperaturas e acabam por morrer antes de chegar a porto seguro.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1035625/mais-de-13-mil-migrantes-foram-abandonados-no-deserto-do-sahara

Irene Neto , defende o patrimônio cultural angolano

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A necessidade da preservação e contínua divulgação do património material e imaterial do país foi advogada, segunda-feira, em Mbanza Kongo, pela presidente do Conselho de Administração da Fundação António Agostinho Neto (FAAN), Irene Neto.

Falando num encontro com jornalistas de diversos órgãos públicos e privados, Irene Neto sublinhou a necessidade de manter viva a memória colectiva da actual geração para que não caia no desconhecimento.

Boa notícia! Angola anuncia a criação de 50 parques industriais até 2022

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Ana Paulo

Mais 50 parques industriais devem ser erguidos em todo o país, por meio do Programa  de Fomento da Indústria Rural (Profir), informou o director do Instituto de Desenvolvimento Industrial  de Angola (IDIA), Luís Manuel Ribeiro.

Director do IDIA promete arranque dos parques dentro dos prazos estabelecidos
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

Os 50 parques serão implementados durante a presente legislatura, que termina em 2022, e devem ser desenvolvidos com o objectivo de diversificar o ambiente económico dos municípios, tendo em conta o novo contexto macroeconómico. Em construção, estão sete parques nas localidades de Maquela do Zombo (Uíge), Quibaxe (Bengo), Waco Kungo (Cuanza-Sul), Andulo (Bié), Calenga (Huambo), Catchiungo (Huambo) e Quibala (Cuanza-Sul).

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Nos anos anteriores, o sector industrial construiu apenas três parques industriais, em pleno funcionamento, nos municípios de Tomboco (Zaire), Cacuso (Malanje) e Canjala (Benguela), com áreas já infra-estruturais, incluindo energia e água, e uma série de edifícios, onde foram instaladas moagens, onde já se produz ração animal.
O investimento global num parque industrial ronda os dois milhões de dólares, valor considerado não muito alto. Luís Manuel Ribeiro explicou que foi definido um modelo de parque industrial numa área de três hectares e meio, onde devem ser implantadas as pequenas indústrias.
No programa, estão previstas indústrias de moagem de milho e de mandioca, de extracção de óleo de palma e amendoim (ginguba), de fabrico de compotas e sumo, rações para animais, panificação, confecção têxtil e de serralharia e carpintaria, visando abranger, numa pequena escala, todos os municípios que vivem essencialmente do trabalho agrícola.
Os parques estão a ser construídos pelo Governo e devem contar com a parceria necessária das entidades privadas interessadas em aderir ao projecto e desenvolver o mesmo a nível dos municípios. “Os projectos já estão em curso e garantimos que no prazo estabelecido estarão prontos e em pleno funcionamento”, disse Luís Manuel Ribeiro.
O Instituto de Desenvolvimento  Industrial de Angola trabalha no projecto com o IDA (Instituto de Desenvolvimento Agrário), para ambos desenvolverem a relação esperada entre o sector industrial e os membros da agricultura familiar. O IDA tem como responsabilidade o desenvolvimento da agricultura familiar, enquanto o IDIA cuida da parte industrial.
“É necessário estabelecer uma relação, para conseguirmos chegar aos objectivos finais, sendo que, com a intervenção dos pólos industriais e dos parques, muito se ajuda no fomento do interior do país, essencialmente na criação de emprego e da riqueza, dentro daquilo que são os objectivos do Governo para o aumento da capacidade produtiva, a substituição das importações e fomento das exportações”, Luís Manuel Ribeiro.
O endereço electrónico http://www.idia.co.ao é o novo contacto “online” do IDIA, aberto oficialmente há uma semana como ferramenta útil para os industriais e para a promoção do sector a nível nacional.
No site, estão disponíveis informações e actividades realizadas pelo sector industrial, nas línguas portuguesa e inglesa, com indicações de histórico, notícias, pólos industriais e programas, entre outros valores.

fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/anunciados_50_parques_industriais

Etiópia e Gana visitam Piauí para conhecer experiência de saneamento

f4b10faa06e674e7015cfaff26308e1bBrasiUma comitiva de representantes do governo e ministro de Estado de Gana, Etiópia e Indonésia desembarca nesta segunda-feira(25) em Teresina, acompanhados de membros da equipe do Banco Mundial, para conhecer mais de perto o Programa Lagoas do Norte, apontado como referência em ações de melhoria dos recursos hídricos.

A ideia da visita é conhecer o funcionamento da iniciativa aplicada em Teresina e adquirir conhecimento para adotar medidas semelhantes nos seus respectivos países no gerenciamento de recursos hídricos. Os visitantes conheceram diversas áreas da Zona Norte da capital e assistiram a uma apresentação sobre o histórico e detalhes da implantação do Programa.

Gana, Etiópia e Indonésia tem problemas semelhantes com inundações e com urbanização em áreas de baixa renda. Então o Banco Mundial sugeriu esse compartilhamento de experiências. Teresina é um exemplo de bom trabalho, com um bom projeto que está sendo implantado há muito tempo e é muito exitoso. Nós consideramos que seria um bom modelo para a África e para a Indonésia

A apresentação será feita pelo prefeito Firmino Filho no auditório do Hotel Metropolitan, a partir das 11 horas.25c1110573425a241934f31415cd5d3a

Na comitiva de quase 40 pessoas estarão presentes autoridades dos seus respectivos governos, como o Ministro de Desenvolvimento Urbano e Habitação da Etiópia, Hailu Meskellie; e o Ministro do Trabalho e Habitação de Gana, Samuel Akyea, acompanhado de outro representante ministerial do país, Joseph Adda, Ministro de Saneamento e Recursos Hídricos.

Atualmente em sua segunda etapa, o Programa Lagoas do Norte tem mostrado resultados expressivos nas áreas de drenagem e saneamento na Zona Norte de Teresina.

Em sua primeira fase, levou saneamento há mais de 25 mil pessoas, reassentou 500 famílias que viviam em situação de risco e construiu o Parque Lagoas do Norte, que fornece drenagem adequada para a região além de servir como lazer e fonte de renda para a comunidade.

a comitiva foi levada a pontos que ainda não sofreram intervenção do PLN, como a Lagoa do Mazerine, no bairro Nova Brasília, e a Lagoa da Piçarreira, no bairro São Joaquim. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a geografia e a situação socioeconômica da região in loco, inclusive conversando com moradores.

Após a visita na Zona Norte, a comitiva retornou ao hotel para assistir a apresentações de detalhes do PLN. O prefeito Firmino Filho falou sobre a implantação e os principais desafios até a execução da Fase I e o início da Fase II, que está em andamento atualmente. Na sequência falaram o especialista em drenagem e consultor do Banco Mundial, Carlos Tucci, que apresentou questões técnicas do projeto executado em Teresina, e o ex-secretário de planejamento e consultor para políticas públicas da prefeitura, Washington Bonfim, que demonstrou resultados alcançados até o momento com o programa.

O prefeito destacou que o programa não se restringe apenas às obras, mas também a medidas educativas, de conscientização ambiental e de melhoria ambiental e de governança nas comunidades da região.

“Nosso objetivo é colocar na região Norte sistemas de drenagem, sanear as águas daquela região, qualificar a paisagem e melhorar as condições de emprego e renda das pessoas da comunidade. Por ser um projeto inovador e um dos poucos do terceiro mundo que tem mostrado resultados objetivos, o Lagoas do Norte é alvo de apresentação para outros países em situação análoga a do Brasil”, afirma.

“Temos três delegações presentes e bastante interessadas desde a idealização do programa até a efetivação, mostrando o que deu certo, como funcionou e quais foram as dificuldades até se chegar a requalificação entregue hoje para a população que mora na área. São países que tem um histórico de dificuldades urbanísticas e a ideia deles é replicar o que fazemos aqui”, completa Márcio Sampaio, diretor geral do PLN.

O Programa Lagoas do Norte

O PLN vem mostrando resultados expressivos em Teresina desde o início da sua implementação. Apenas na primeira fase do Programa, cerca de 25.000 pessoas tiveram acesso a saneamento básico, 500 famílias que viviam em situação de risco foram reassentadas e foi construído o Parque Lagoas do Norte, que além de auxiliar na drenagem das águas fluviais na região, representa um ponto de lazer e fonte de renda para as comunidades do entorno.

Atualmente o Programa está em sua segunda fase, com maior investimento e previsão de intervenção em uma área quatro vezes maior. As obras serão executadas com investimento de 88 milhões de dólares do Banco Mundial e contrapartida do mesmo valor pela Prefeitura de Teresina, totalizando 176 milhões de dólares investidos na região, pouco mais de 500 milhões de reais na cotação atual.

“É um programa de requalificação da área, não só de urbanização. Tem requalificação ambiental, melhorando a qualidade da água e a arborização da região, e também melhorando a questão econômica, trazendo a população para condições melhores de habitação”, explica Márcio.

 

Gana e Etiópia visitam o Piaui para aprender experiências de saneamento

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Uma comitiva de representantes do governo e ministro de Estado de Gana, Etiópia e Indonésia desembarca nesta segunda-feira(25) em Teresina, acompanhados de membros da equipe do Banco Mundial, para conhecer mais de perto o Programa Lagoas do Norte, apontado como referência em ações de melhoria dos recursos hídricos. 

A ideia da visita é conhecer o funcionamento da iniciativa aplicada em Teresina e adquirir conhecimento para adotar medidas semelhantes nos seus respectivos países no gerenciamento de recursos hídricos. Os visitantes conheceram diversas áreas da Zona Norte da capital e assistiram a uma apresentação sobre o histórico e detalhes da implantação do Programa.

Gana, Etiópia e Indonésia tem problemas semelhantes com inundações e com urbanização em áreas de baixa renda. Então o Banco Mundial sugeriu esse compartilhamento de experiências. Teresina é um exemplo de bom trabalho, com um bom projeto que está sendo implantado há muito tempo e é muito exitoso. Nós consideramos que seria um bom modelo para a África e para a Indonésia

A apresentação será feita pelo prefeito Firmino Filho no auditório do Hotel Metropolitan, a partir das 11 horas.25c1110573425a241934f31415cd5d3a

Na comitiva de quase 40 pessoas estarão presentes autoridades dos seus respectivos governos, como o Ministro de Desenvolvimento Urbano e Habitação da Etiópia, Hailu Meskellie; e o Ministro do Trabalho e Habitação de Gana, Samuel Akyea, acompanhado de outro representante ministerial do país, Joseph Adda, Ministro de Saneamento e Recursos Hídricos.

Atualmente em sua segunda etapa, o Programa Lagoas do Norte tem mostrado resultados expressivos nas áreas de drenagem e saneamento na Zona Norte de Teresina. 

Em sua primeira fase, levou saneamento há mais de 25 mil pessoas, reassentou 500 famílias que viviam em situação de risco e construiu o Parque Lagoas do Norte, que fornece drenagem adequada para a região além de servir como lazer e fonte de renda para a comunidade.

a comitiva foi levada a pontos que ainda não sofreram intervenção do PLN, como a Lagoa do Mazerine, no bairro Nova Brasília, e a Lagoa da Piçarreira, no bairro São Joaquim. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a geografia e a situação socioeconômica da região in loco, inclusive conversando com moradores.

Após a visita na Zona Norte, a comitiva retornou ao hotel para assistir a apresentações de detalhes do PLN. O prefeito Firmino Filho falou sobre a implantação e os principais desafios até a execução da Fase I e o início da Fase II, que está em andamento atualmente. Na sequência falaram o especialista em drenagem e consultor do Banco Mundial, Carlos Tucci, que apresentou questões técnicas do projeto executado em Teresina, e o ex-secretário de planejamento e consultor para políticas públicas da prefeitura, Washington Bonfim, que demonstrou resultados alcançados até o momento com o programa.

 O prefeito destacou que o programa não se restringe apenas às obras, mas também a medidas educativas, de conscientização ambiental e de melhoria ambiental e de governança nas comunidades da região.

“Nosso objetivo é colocar na região Norte sistemas de drenagem, sanear as águas daquela região, qualificar a paisagem e melhorar as condições de emprego e renda das pessoas da comunidade. Por ser um projeto inovador e um dos poucos do terceiro mundo que tem mostrado resultados objetivos, o Lagoas do Norte é alvo de apresentação para outros países em situação análoga a do Brasil”, afirma.

“Temos três delegações presentes e bastante interessadas desde a idealização do programa até a efetivação, mostrando o que deu certo, como funcionou e quais foram as dificuldades até se chegar a requalificação entregue hoje para a população que mora na área. São países que tem um histórico de dificuldades urbanísticas e a ideia deles é replicar o que fazemos aqui”, completa Márcio Sampaio, diretor geral do PLN.

O Programa Lagoas do Norte

O PLN vem mostrando resultados expressivos em Teresina desde o início da sua implementação. Apenas na primeira fase do Programa, cerca de 25.000 pessoas tiveram acesso a saneamento básico, 500 famílias que viviam em situação de risco foram reassentadas e foi construído o Parque Lagoas do Norte, que além de auxiliar na drenagem das águas fluviais na região, representa um ponto de lazer e fonte de renda para as comunidades do entorno.

Atualmente o Programa está em sua segunda fase, com maior investimento e previsão de intervenção em uma área quatro vezes maior. As obras serão executadas com investimento de 88 milhões de dólares do Banco Mundial e contrapartida do mesmo valor pela Prefeitura de Teresina, totalizando 176 milhões de dólares investidos na região, pouco mais de 500 milhões de reais na cotação atual.

“É um programa de requalificação da área, não só de urbanização. Tem requalificação ambiental, melhorando a qualidade da água e a arborização da região, e também melhorando a questão econômica, trazendo a população para condições melhores de habitação”, explica Márcio. 

 

Blésnya Minher, top model angolana na capa da Vogue Brasil


A top model angolana Blésnya Minher, é a figura de destaque da edição de Julho na Vogue Brasil, após ter embarcado para Salvador onde foi a protagonista de uma narrativa visual inspirada na obra de Jorge Amado.

No mês de julho, em plena as variações das tendências de moda, as páginas da Vogue costumam ser contagiadas por um clima de escapismo e sonho. A revista que o público terá em mãos em Julho, sintetiza esta proposta de maneira original, e trás a angolana deslumbrante pelas lentes do fotografo Zee Nunes.

Agradecida pelo privilegio alcançado, a modelo deixou na sua página a seguinte mensagem:
“Estou muito orgulhosa e feliz em anunciar as minhas novas capas da Vogue Brasil, as minhas primeiras capas da Vogue, estou muito feliz por ter feito isso com uma equipe tão acolhedora e amorosa que, além de trabalhar, me divertiu muito e me apresentou os melhores sabores do Brasil, obrigada de coração a toda a equipe da Vogue, sem falar que conhecer Bahía foi uma experiência inesquecível”

Empresa Netflix reconhece que racismo é um mal negócio e demite executivo

Jonathan Friedland era um dos principais porta-voz da plataforma de streaming; ele usou mais de uma vez o termo “nigger”, considerado ofensivo nos EUA

Redação
Foto: M. Bazzi/DPA
Foto: M. Bazzi/DPA

 

Friedland tuitou que teria feito comentários de forma insensível. “Líderes precisam ser irrepreensíveis e infelizmente fiquei aquém desse padrão quando fui insensível falando para minha equipe”, escreveu o executivo.

Ele passou mais de sete anos na Netflix e, anteriormente, atuava na Walt Disney. A saída de Friedland do Netflix é a mais recente de uma série de importantes executivos renunciando por comportamento inapropriado.

Procurado pela Reuters, Friedland não estava imediatamente disponível para comentar sua saída da empresa.

 

No último sábado (22), a Netflix demitiu um dos seus principais executivos, Jonathan Friedland, por persistir em usar insultos racistas com outros funcionários da empresa.

Em memorando enviado por Reed Hastings, CEO da Netflix, ele relata os três incidentes com Friedland. A primeira, ele teria utilizado a palavra “nigger” em uma reunião sobre palavras sensíveis. O termo é um tabu nos Estados Unidos e considerado ofensivo.

Na ocasião, Friedland se desculpou, mas alguns meses depois, em um evento voltado para funcionários negros, o executivo não tocou no assunto. Na semana passada, Hastings soube de outra situação e resolveu demitir o funcionário.

Dois colegas de trabalho teriam tentado ajudar Friedman após os incidentes, mas ele voltou a usar o termo “nigger” para atingí-los.

“Jonathan contribuiu muito (para Netflix) de várias maneiras, mas seu uso da palavra que começa com N em pelo menos duas ocasiões no trabalho mostrou uma falta atenção e sensibilidade em relação a questões raciais que não correspondem aos valores da nossa empresa”, escreveu Hastings.

 

fonte:http://bahia.ba/entretenimento/netflix-demite-executivo-por-insultos-racistas/

Josefina Massango: uma atriz de teatro moçambicano

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Josefina Massango é das actrizes mais experientes no país. Recentemente, participou na gravação do filme Ruth, estreado em Maputo semana passada. Nesta entrevista, a actriz fala da sua participação nesta produção cinematográfica preparada, igualmente, para ser série de tv. Além disso, Massango deixa um comentário sobre a qualidade dos actuais actores moçambicanos.

Desempenha o papel de mãe de Eusébio, no filme Ruth. Como foi encarnar essa personagem?

Estaria a mentir se dissesse que foi um trabalho como qualquer um. Aqui havia uma responsabilidade acrescida porque não estamos a falar de uma figura qualquer. Ainda assim, dediquei ao personagem toda entrega que dedico às outras.

Com o mesmo rigor?

Tem que ser. Essa é a palavra-chave para o artista. O rigor é mestre de tudo. Se não formos rigorosos com aquilo que fazemos, se calhar, passamos à personagem o que constitui o nosso dia-a-dia. É preciso sonhar com o personagem, namorar e dialogar com o personagem e viver com ela aqueles dias em que antecedem o trabalho. É preciso sonhar e amar com o personagem.

E como é que se aprende a sonhar com o personagem?

É muito simples. Desde o primeiro momento que nos atribuem o personagem, logo devemos começar a fazer uma viagem com ela, na base do texto que nos permite perceber o papel ao longo da história.

E esta é uma viagem quase sempre solitária…

Muitas vezes é. E é esta disciplina que os actores são convidados a ter.

No caso do papel interpretado no Ruth, teve que recuar no tempo?

Para este personagem não. Mesmo porque esse exercício depende de cada realizador. Uma das coisas que me pediram para este personagem é a questão do peso, não no sentido massa corporal, mas no das coisas que se dizem, na maneira como a mãe do Eusébio aparece e na estrutura daquela mulher. E, também por isso, a responsabilidade foi maior, porque, no fundo, tinha que retratar o desconhecido sobre uma figura que é muito conhecida.

O que lhe foi pedido interferiu na maneira como preparou a personagem?

Sem dúvidas. É necessário e é bom que isso aconteça. Até porque, quando estamos diante de um desafio destes, próximos às filmagens, as pessoas que nos conhecessem vão notando alguma diferença em nós porque estamos a exercitar o papel. E nós até gostamos desse feedback de as pessoas estarem a notar uma diferença entre o eu, no meu dia-dia, e quando estou a fazer o exercício para o personagem.

Precisou de voltar a percorrer as ruas da Mafalala, quer do ponto de vista real ou virtual, de modo a familiarizar-se com o papel?

Cresci brincando na Mafalala. Conheço aqueles becos todos. Os meus melhores amigos ainda hoje residem na Mafalala – refiro-me, por exemplo, a mamã Marieta, que, sempre que posso, vou lá ter para comer uns rissóis que ela bem faz. Cresci naquele mundo, mas, com este filme, tive, sim, de ir várias vezes, até para, em conversas, saber como era a forma de estar lá, mesmo porque vivi 17 anos em Portugal e há coisas que ali mudaram. Mas a memória do espaço, daquela vivência, os sons e o resto ainda existe em mim.

O papel de mãe de Eusébio foi atribuído a Josefina depois de um casting. Este tipo de vitórias ainda dá-lhe gozo?

Sim. Qualquer actor ainda tem esse momento de satisfação, quando isso acontece. Os castings são aquelas coisas muito chatas. Confesso, são muito chatas, mas também necessárias, porque os realizadores querem testar alguma coisa. Aliás, casos há em que os castings têm a ver com a questão da imagem e com a necessidade de se perceber que aquela figura vai bater com certo actor. E hoje em dia acontece eu estar nos castings com colegas de longa data e, inclusive, novos formados por mim. Dependendo do que o realizador quer, ele faz a sua escolha. E quando se é escolhido, naturalmente, há momentos de grande satisfação e de grande responsabilidade.

Ao ver o filme na estreia, já com público alargado, o que lhe ocorreu?

Muitas vezes, eu não gosto de me ver, é estranho. Para mim, depois do filme, tem que se passar para outra coisa. Se me perguntar qual era a personagem, até pode acontecer não conseguir responder daqui a dois meses, porque já estou noutro papel.

Desliga-se facilmente das personagens?

Neste caso do Ruth é difícil porque o filme ainda está a correr. Neste momento ainda estou a viver a mãe do Eusébio. Mas, geralmente, sim. Desligo-me.

É professora de teatro. Sente-se pressionada, quando está a preparar um papel, pela ideia de que os seus alunos actores vão exigir mais de si?

Não. De forma nenhuma. Se um dia isso acontecer, nós estamos acabados como actores. As camadas mais jovens têm tanto para nos ensinar que nós só devemos estar abertos para receber… Aliás, há actores que têm privilégio de partilhar o palco com quem estão a formar. É uma experiência única. Com isso recuperamos momentos que julgávamos perdidos. Pessoalmente, tenho prazer de fazer isso.

Como está o país em termos de qualidade de actores neste contexto em que temos um curso de teatro e muitos grupos a surgirem?

É impensável para alguém que se encontra a trabalhar na área de formação em teatro não ter uma postura optimista em relação a esta questão. Sinto que há coisas que se conquistaram, que se deve conquistar e devem ser recuperadas. Há um conjunto de coisas que estão a acontecer e são positivas. Mas há coisas sobre as quais devemos reflectir. Eu sou de uma geração em que o teatro, no país, era algo quase obrigatório, porque haviam apresentações que mexiam com as pessoas, como ainda hoje mexem. Na altura, não ir ao teatro e não saber o que se passou num certo final de semana, significava ficar sem assunto.

Era como perder o capítulo de uma telenovela, hoje?

Mais ou menos isso. Aliás, essas duas coisas caminhavam juntas. Lembro-me que, na altura, depois das 20h, dificilmente mantinha-se os expectadores no teatro porque havia hora da telenovela. Sinto que estamos a dar passos positivos e o público está mais exigente agora. Ainda por cima, porque há gente formada no teatro. Faltam meios, é verdade, mas isso também é um motor para estimularmos a criatividade.

O que gostava de ter no nosso teatro?

Melhores condições. Por exemplo, uma sala municipal, um equipamento de iluminação para os espectáculos à disposição. Muitas vezes não há. Gostava de ter uma série de coisas que fazem com que o espectáculo, de facto, aconteça. No meu caso, eu faço muita investigação dentro desta área e quero continuar a estar em palco e no cinema. Há muitos sonhos e eu vivo nesse desejo de que o sonho não deve acabar, porque isso é o motor do que pretendemos fazer. Eu sonho com o sonho.

 

A vossa geração não foi um produto de escola, entendo, no sentido de lá terem recebido ferramentas teóricas sobre teatro. Hoje, o que a escola está a acrescentar à qualidade dos novos actores?

Estaria a mentir se dissesse que não há uma escola por detrás do teatro que se fazia no meu tempo. Havia uma escola, a escola primária. Nós viemos de lá. Aquele espaço é que nos levou a tomar o gosto e a desenvolver outras áreas. E nós temos que recuperar isso. Hoje, nós estamos a lidar com estudantes que vão parar ao ensino superior em teatro sem as bases que nós, em tempos, adquirimos na escola primária. Então, aí, é preciso dar tempo ao tempo. Eu tive escola, e a minha escola foi a 24 de Julho, onde fizemos muitas actividades culturais e eu tomei gosto nisso. Seja como for, os novos actores, nossos estudantes, trazem consigo o gosto, o prazer, esse querer…

E o compromisso?

De certa forma… Porque essa escolha de fazer teatro é feita pelo indivíduo, e nem é uma escolha, arrisco-me dizer, que um pai faça pelo seu filho. Se, hoje, vimos artistas, é porque essa escolha partiu deles e eles têm um compromisso com essa escolha. Isso é o que diferencia a arte e o ser artista de muitas outras áreas.

Palco ou cinema, o que prefere?

Gosto de tudo isso, embora o palco seja o local onde tenho mais liberdade. No cinema estamos um pouco limitados, mas o actor tem que lidar com isso. Embora goste de estar nos dois espaços, o teatro é aquele que me dá mais liberdade, ainda que o processo de preparação dos papéis seja mais complexos no teatro.

É vantajoso para o actor partir do teatro para o cinema e não o contrário?

Eu ando à procura dessa resposta.

O que espera que venha a ser o Ruth?

Que contribua para que, em outras áreas, surja o atrevimento de se imortalizar certas figuras, artisticamente.

Sugestões artísticas para os leitores do jornal O País?

Sugiro que vejam FITI, Comboio de sal e açúcar e o livro Os pilares da terra.

fonte: http://opais.sapo.mz/josefina-massango-ou-uma-entrevista-a-mae-de-eusebio