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Menina-prodígio de quatro anos que já leu mais de mil livros

Garotinha norte-americana ganhou as manchetes depois de “trabalhar” como a chefe da maior biblioteca do mundo por um dia; veja história incrível

Segundo a mãe de Dalyiah, a menina tem o objetivo de chegar aos 1.500 livros devorados até setembro
REPRODUÇÃO/USA TODAY- 17.01.17

Segundo a mãe de Dalyiah, a menina tem o objetivo de chegar aos 1.500 livros devorados até setembro

 A paternidade traz alguns desafios universais, como a necessidade básica de zelar pelo bem-estar e pela educação de nossos filhos. Mas há também aquelas missões particulares, que pintam ao longo da construção da personalidade dos pequenos que colocamos neste mundo. Geralmente, são as próprias crianças que indicam o caminho a seguir, ao mostrarem potencial na prática esportiva ou um talento natural para a música, por exemplo.

Pois bem. Lá em casa, meus filhos nasceram cercados por livros , revistas e telas. Culpa dos pais, claro, e do ofício de ambos. Não deu outra: estamos criando dois leitores contumazes, que atravessam os anos consumindo todo tipo de literatura, da cultura pop a obras clássicas. Não preciso dizer que o orgulho deste pai babão é gigante.

Talvez, exatamente por isso, fiquei de cara com a história da menina Daliyah Marie Arana, de Gainsville, nos Estados Unidos. Conforme sua mãe Haleema Arana contou ao jornal “USA Today”, desde sempre a garotinha ouvia com atenção as histórias lidas por ela e seu marido, pai da criança. Então, quando Dalyiah tinha apenas um ano e meio, eles perceberam que ela conseguia reconhecer uma série de palavras.

E foi assim que tudo começou. “Nós sabemos de onde isso vem”, diz Haleema. “Esses pequenos cérebros são capazes de absorver muita coisa. Eles simplesmente aprendem.”

Na semana passada, a pequena foi convidada para curtir um dia que deve ficar registrado em seu HD cerebral
REPRODUÇÃO/USA TODAY – 17.01.17

Na semana passada, a pequena foi convidada para curtir um dia que deve ficar registrado em seu HD cerebral

A história de Daliyah logo ganhou  repercussão nacional nos Estados Unidos. Tanto que, na semana passada, a pequena foi convidada para curtir um dia que deve ficar registrado em seu HD cerebral por um bom tempo.

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No dia 11 de janeiro, Daliyah “trabalhou” como chefe da Biblioteca do Congresso, em Washington. O prédio guarda nada menos que 155 milhões de tomos em seus corredores, o que garante a ele o título de maior biblioteca em atividade do planeta. Recebida por Carla Hayden, 14º bibliotecária-chefe do Congresso Americano, a pequena passeou pelos corredores, posou para fotos e, claro, parou para ler alguma coisinha.

Segundo a mãe de Dalyiah, a menina tem o objetivo de chegar aos 1.500 livros devorados até setembro, quando irá para a escola pela primeira vez.

E você, caro leitor, quantos livros terá lido até lá?

Fonte: Último Segundo – iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/do-bem/2017-01-17/livros-menina.html

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Enredo de escola de samba do Rio cria polêmica com o agronegócio

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Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

O carnaval do Rio de Janeiro ainda não começou oficialmente, mas o samba enredo da Imperatriz Leopoldinense, escola de samba de Ramos, zona norte carioca, continua a provocar polêmicas e atrair a indignação de setores do agronegócio nacional, que se sentem atacados pelo tema escolhido pela agremiação para a festa deste ano.

Mais uma entidade, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), divulgou nota criticando publicamente o enredo “Xingu, o Clamor da Floresta”, para o carnaval 2017 do Rio. De acordo com a entidade, “o conteúdo tende a uma clara desconstrução do agronegócio brasileiro, mundialmente reconhecido por seu viés sustentável, sua contribuição para a economia do país e seus avanços tecnológicos, que são referências para outras nações”.

Mais adiante, a Abiarroz assegura que o enredo produzido pela Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense “é incongruente com o que o Brasil busca, defende e trabalha há décadas. Dado o alcance mundial e a importância cultural do carnaval do Rio de Janeiro, é importante registrar o grande potencial de prejuízos ao país, tanto internamente como no cenário internacional, decorrente do evidente desconhecimento e da imprudência com que a escola de samba em referência designa o agronegócio nacional”.

Esclarecimento

Para a Imperatriz Leopoldinense, o assunto foi encerrado na última semana, com a divulgação de uma nota oficial de esclarecimento à imprensa, na qual assegura o comprometimento da escola em dar voz à diversidade, decidindo levar para a Marquês de Sapucaí este ano o enredo Xingu – o Clamor que vem da Floresta, de autoria do carnavalesco Cahe Rodrigues. “Vamos falar da rica contribuição dos povos indígenas do Xingu à cultura brasileira e ao mesmo tempo construir uma mensagem de preservação e respeito à natureza e à biodiversidade”.

Assinada pelo presidente da agremiação, Luiz Pacheco Drumond, a nota destaca que o homem do campo tem sido presença constante nos desfiles da Imperatriz, que já ressaltou em vários carnavais o solo brasileiro, “este chão abençoado por Deus onde tudo que se planta, dá”. Drummond lembra, inclusive, que no carnaval do ano passado, foi homenageada a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. O enredo abordou riquezas do estado de Goiás e o setor agrícola, “por entendermos a importância desse segmento para nossa economia”.

A “rainha de Ramos”, como é chamada na comunidade, sublinha ainda que segundo relato dos próprios indígenas que vivem no Xingu, a região continua sendo objeto de disputas e conflitos. “A produção muitas vezes sem controle, as derrubadas, queimadas e outros feitos desenfreados em nome do progresso e do desenvolvimento afetam de forma drástica o meio ambiente e comprometem o futuro de gerações vindouras. Os resultados, como sabemos, são devastadores e na maioria das vezes irreversíveis”, informa o presidente da escola.

Em relação ao trecho do samba que diz “o belo monstro rouba a terra de seus filhos, destrói a mata e seca os rios”, a escola se junta “às populações ribeirinhas, às etnias indígenas ameaçadas, aos ambientalistas e importantes setores da sociedade que se posicionaram contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Não é uma referência, portanto, ao agronegócio, como alguns difundiram”.

Difamação

A agremiação esclarece ainda que além da missão de entreter moradores e turistas, as escolas de samba e o carnaval, “levando em consideração que os olhos do mundo se voltam para nossa festa, têm compromisso com o social e o desenvolvimento sustentável”. Luiz Pacheco Drumond assegurou que a escola de samba carioca foi alvo de intensa campanha difamatória após a divulgação de suas fantasias, algumas das quais denunciavam o uso irresponsável de agrotóxicos.

Segundo Luiz Drumond, ”embora não seja nossa intenção generalizar, importantes pesquisas científicas apontam os diversos males que o agrotóxico traz para o solo, para o alimento e, consequentemente, para a saúde de quem o consome. Este é apenas um aspecto do nosso rico e imenso enredo, mas desde então temos recebido críticas e inúmeras notas de repúdio dos mais diversos setores do agronegócio”.

A Imperatriz Leopoldinense assegura que em nenhum momento atacou o setor do agronegócio, nem os trabalhadores do campo. “A nossa mensagem é de preservação, respeito, tolerância e paz. Todos os que acreditam nesses valores estão convidados a celebrar conosco”.

Para a Abiarroz, os argumentos apresentados não convencem. A entidade considera que há na proposta do enredo “conceitos e interpretações errôneas”. E completa: “Trata-se de uma generalização nitidamente divorciada da realidade do agronegócio do país, o qual, como se sabe, tem seu Produto Interno Bruto (PIB) apoiado na agricultura e pecuária”.

SNA

Na avaliação do presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga, a polêmica envolvendo a escola de samba e o setor agrícola brasileiro foi um pequeno mal entendido que não vai demorar a ser esquecido. O enredo da Imperatriz, voltado para a defesa dos indígenas do Xingu, em determinado momento resolveu atacar os agrotóxicos, ou defensivos agrícolas, que o agronegócio precisa usar para produzir, indicou.

Alvarenga salientou que o monstro a que a escola se referia era a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, embora os produtores da área entendessem que o alvo seria o produtor rural como um todo. No final, disse que a agremiação carnavalesca lucrou com a maior exposição que teve na mídia, enquanto o agronegócio ”defendeu seu ponto de vista com galhardia, com força”. A polêmica, reiterou, vai acabar no carnaval. “É uma oportunidade para a escola se projetar e também para o agronegócio mostrar o seu valor”.

A escola Imperatriz Leopoldinense faz ensaio técnico na Marquês de Sapucaí no dia 18 de fevereiro, às 22h. A programação prevê, no domingo (19), às 19h30, a realização do teste de luz e som na Passarela do Samba, seguindo-se, às 20h30, tradicional cerimônia de lavagem da pista. Fechando o ciclo, fará ensaio técnico, às 22h, a escola Estação Primeira de Mangueira, campeã do grupo especial do carnaval 2016. Os ensaios técnicos começaram ontem (15).

Edição: Stênio Ribeiro
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Dívida de Moçambique é “bastante assustadora”

A situação da dívida pública em Moçambique é “bastante assustadora”, considerou hoje um analista da Exotix Partners LLP, prevendo que os credores vão ter de aceitar um corte no valor dos títulos de dívida (‘haircut’).


Para o analista Stuart Culverhouse, ouvido pela agência de informação financeira Bloomberg, a situação da dívida em Moçambique é “bastante assustadora”, porque um rácio de 130% face ao valor do Produto Interno Bruto sugere que a dívida é insustentável e insolvente e requer um grande ‘haircut’, ou seja, um corte no valor dos pagamentos feitos aos credores, que pode ir de 20 a 40%, disse.

O cenário mais provável, acrescentou o director do departamento de rendimento fixo nesta consultora britânica, é que os detentores dos 726,5 milhões de dólares em títulos de dívida soberana moçambicana tenham de aceitar algum tipo de ‘haircut’ porque o Governo pode, caso contrário, “adoptar uma posição muito dura”.

Os detentores dos títulos vão, no entanto, “ripostar” e argumentar que os detentores de dívida comercial também devem partilhar o fardo do incumprimento financeiro de Moçambique.

Para além dos títulos de dívida, as empresas públicas Mozambique Asset Mangement e Proindicus contraíram empréstimos internacionais cujas prestações também já estão em falha, mas a reestruturação pedida pelo Executivo incide apenas nos detentores de dívida pública.

O Ministério das Finanças de Moçambique confirmou hoje que não vai pagar a prestação de Janeiro, de 59,7 milhões de dólares relativos aos títulos de dívida soberana com maturidade em 2023, entrando assim em incumprimento financeiro (‘default’).

“O Ministério da Economia e Finanças da República de Moçambique quer informar os detentores dos 726,5 milhões de dólares com maturidade a 2023 emitidos pela República que o pagamento de juros nas notas, no valor de 59,7 milhões de dólares, que é devido a 18 de Janeiro, não será pago pela República“, lê-se num comunicado disponibilizado hoje em Maputo.

No documento, Moçambique lembra que já tinha alertado em Outubro para a falta de liquidez durante este ano e salienta que encara os credores como “parceiros importantes de longo prazo cujo apoio à necessária resolução do processo da dívida vai ser crítico para o sucesso futuro do país”.

Moçambique assume assim que vai entrar em incumprimento financeiro (‘default’), apesar de haver um período de tolerância de 15 dias para o pagamento do cupão de Janeiro.

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1495613.html

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Moçambique confirma que não vai pagar dívida

Moçambique assume assim que vai entrar em incumprimento financeiro (‘default’), apesar de haver um período de tolerância de 15 dias para o pagamento do cupão de janeiro.

Infografik Schulden Mosambiks, portugiesisch

As autoridades moçambicanas confirmaram esta segunda-feira (16. 01), que não vão pagar a prestação deste mês de janeiro relativa aos títulos de dívida soberana com maturidade em 2023 que deviam vencer na próxima quarta-feira (18.01). Analistas ouvidos pela DW África acham que a decisão não terá um impacto imediato, mas consideram importante que o país continue a trabalhar no sentido de restabelecer a confiança junto dos parceiros internacionais.

O Ministério das Finanças justificou através de um comunicado o não pagamento da prestação de janeiro invocando falta de liquidez durante o ano de 2016, facto que já tinha alertado em outubro último.

No documento, as autoridades moçambicanas indicam que a degradação da situação orçamental e macroeconómica afetou severamente as finanças públicas nacionais, deixando o país com uma capacidade de pagamento da dívida extremamente limitada em 2017 e não dando espaço para fazer o pagamento atempado de juros destes títulos.

O Governo salienta que encara os credores como “parceiros importantes de longo prazo cujo apoio à necessária resolução do processo da dívida vai ser crítico para o futuro sucesso do país”.

Symbolbild IWF Internationaler Währungsfonds (Reuters/K. Kyung-Hoon)

Alerta, igualmente, que para o Fundo Monetário Internacional (FMI) retomar o apoio financeiro a Moçambique vai ser necessário que o país tome medidas com os seus credores externos para colocar a divida numa trajetória sustentável.

Dois bilhões de dólares de dívidas contraídas por três empresas

O FMI e os credores internacionais suspenderam a ajuda a Moçambique em 2016 na sequência da descoberta de dívidas contraídas por três empresas com garantias do Estado em 2013 e 2014 sem o conhecimento do Parlamento e parceiros.

As dívidas avaliadas em cerca de dois mil milhões de dólares foram concedidas as empresas EMATUM, Proindicus e Moçambique Asset Management.

Schiffe von EMATUM in Mosambik (EMATUM)Barcos da EMATUM no porto de Maputo

Este facto elevou o total da dívida moçambicana para cerca de onze bilhões de dólares. As autoridades moçambicanas têm estado a tentar renegociar o pagamento da dívida com os credores, mas estes condicionam o processo aos resultados de uma auditoria internacional e independente ainda em curso.

O analista Adelson Rafael considera não provável que o anúncio do não pagamento da prestação por parte de Moçambique tenha um impacto direto na descida do ‘rating’, e explica: “O nível do qual Moçambique está atualmente é algo como 20 a 30% de incumprimento em relação aos investidores”.

Adelson Rafael admite, no entanto, que este incumprimento pode ter impactos indiretos que seria difícil lista-los neste momento. Mas adianta que “não vai ter implicação na mudança no rating agora mas ela pode ter no futuro e ter também na questão de credibilidade. Enquanto um país que se pretende afirmar muito por conta das questões energéticas, julgo que há que reforçar a crebilidade”.

Por seu turno, o economista Hipólito Hamela também não vê um impacto direto e imediato do incumprimento porque, segundo disse, já houve coisas piores.

Inverter a situação

Hamela é apologista das iniciativas que estão em curso neste momento para inverter a situação.

“Primeiro foi o reconhecimento de que temos a dívida e segundo vamos lá negociar os termos da dívida e vamos avançar para uma coisa plausível para o nosso país e para o nosso povo. Não nos vamos enforcar. Depois prefiro pensar e esperar que o Governo faça tudo que esteja ao seu alcance para conseguir que a gente volte aos bons tempos da ajuda para o desenvolvimento. Olha que esta situação de não pagar (títulos da dívida nos prazos estabelecidos) não é o primeiro país a fazer isso. Por isso é que não estou alarmado.”

Mosambik – Zuschuss für Essen für Rentner (DW/C. Fernandes)

O economista Hipólito Hamela considera que estas iniciativas devem ser acompanhadas por uma redução de uma apetência para o endividamento doméstico, uma vez que, como disse, com o incumprimento no pagamento da prestação o dinheiro vai ficar ainda mais caro para Moçambique no exterior.

“Significa que vai tornar-se insuportável e insustentável ir buscar dinheiro lá fora. Logo pode haver a apetência e tendência de querer ir buscar dinheiro nos bancos comerciais aqui dentro. Isso é que já não vai ser bom porque isso vai ser à custa do sacrifício do sector privado. Ou seja os preços do dinheiro vão aumentar se nós estivermos a pressionar a banca comercial em termos de crédito.

Pagamento da dívida de Moçambique teria dado sinal positivo aos investidores

O economista chefe da consultora Eaglestone considerou esta segunda-feira (16.01) à agência de notícias Lusa que “o cumprimento do pagamento deste cupão [de janeiro por parte de Moçambique] teria dado um sinal positivo aos investidores” internacionais detentores de títulos de dívida.

“O anúncio de ‘default’ não é uma total surpresa face às recentes declarações das autoridades moçambicanas no sentido de proporem aos investidores uma renegociação da dívida; no entanto, julgo que apesar das dificuldades que o país atravessa atualmente, o cumprimento do pagamento deste cupão teria dado um sinal positivo aos investidores dos esforços das autoridades locais em cumprirem com os seus compromissos internacionais”, disse à agência Lusa Tiago Dionísio.

Para o economista-chefe da consultora Eaglestone, a assunção de que o país não vai honrar os compromissos financeiros cria “o risco desta notícia não ser muito bem recebida pela comunidade internacional”.

Impactos indiretos segundo Moody’s

Logo Schriftzug Moody´s (picture alliance/dpa)

A agência de notação financeira Moody’s considera que o incumprimento financeiro de Moçambique “não leva imediatamente” a uma descida do ‘rating’, mas pode ter impactos indiretos na avaliação da qualidade do crédito do país.

“As implicações no ‘rating’ podem variar, mas um falhanço no pagamento, por si só, não é provável que desencadeie uma descida do nosso ‘rating’, já que o nosso ‘rating’ de Caa3 para Moçambique e para os títulos de dívida com maturidade em 2023 já está num nível consistente com incumprimentos financeiros que signifiquem uma perda entre 20 a 30% para os investidores”, disse a Moody’s numa resposta enviada à agência Lusa ainda antes do anúncio de ‘default’ feito pelo Governo moçambicano, na manhã desta segunda-feira (16.01).

Na resposta, a analista sénior para o crédito soberano em África, e que segue de perto a economia de Moçambique, Lucie Villa, explicou que “falhar um pagamento pode ter impactos indiretos, difíceis de antecipar hoje, mas pode, em última análise, levar a uma mudança no ‘rating'”.

Pressões sobre a avaliação são negativas

De resto, a analista lembra que “o ‘rating’ de Caa3 tem uma Perspetiva de Evolução negativa, indicando que as pressões sobre a avaliação são negativas”, ou seja, devem ser revistas em baixa num período entre 12 e 18 meses.

Moçambique confirma que não vai pagar dívida e entra em ‘default’

Questionada sobre se Moçambique não tem mesmo capacidade financeira para pagar quase 60 milhões de euros da prestação de janeiro dos títulos de dívida soberana emitidos em abril do ano passado, Lucie Villa respondeu: “É difícil destrinçar entre a capacidade e a vontade de Moçambique para pagar; a questão é mais se o Governo vai dar prioridade ao serviço da dívida, possivelmente arriscando um corte na despesa ou atrasos nos pagamentos aos outros credores”.

Moçambique mostra “postura de esclarecimento juntos dos credores”

O gabinete de estudos económicos do BPI considerou que o anúncio de Moçambique sobre o não pagamento da prestação de janeiro confirma o que já era esperado e mostra “uma postura de esclarecimento junto dos credores”.

“O anúncio do default por parte de Moçambique acaba por ser uma confirmação do que já era esperado por algumas instituições”, disse a analista que segue o país, Vânia Duarte, à Lusa, acrescentando que “é uma forma de acabar com as expetativas que rodeavam a questão” do pagamento da prestação de janeiro.

“Também é importante notar que, mais uma vez, o Governo moçambicano assume uma postura de esclarecimento junto dos credores, demonstrando o compromisso em assegurar maior transparência dos seus actos”, disse a analista, salientando que é igualmente positivo que o FMI mantenha as conversações e o empenho “em ajudar Moçambique a resolver os seus desafios”.

http://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-confirma-que-n%C3%A3o-vai-pagar-d%C3%ADvida-e-entra-em-default/a-37151205

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Países como Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe devem diversificar exportações

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Os países em desenvolvimento e de baixos rendimentos, casos de Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, devem procurar diversificar a economia e as exportações, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório divulgado recentemente.

O relatório sobre os “Low Income Developing Countries” que são exportadores de matérias-primas afirma que esses países continuam sob “uma pressão económica significativa, “com crescimento anémico, grandes desequilíbrios orçamentais e posições enfraquecidas nas reservas externas.”

O documento acrescenta que os países cujas exportações estão mais diversificadas “encontram-se, regra geral, em melhor situação, “apesar de alguns deles sido afectados pela descida das remessas, desastres e conflitos naturais e pelo impacto de contracção dos programas de estabilização macroeconómicos.”

O documento alerta que o forte ajustamento dos preços das matérias-primas deixa os países de rendimento baixo numa situação económica a longo prazo crítica, mas adianta que esses mesmos países mantêm-se estáveis, “caso tenham uma carteira diversificada de exportação de matérias-primas.”

O FMI admite que as principais conclusões do relatório são já conhecidas e incluem a permanência em dificuldades económicas dos países que mais dependem da exportação de matérias-primas, cujos preços entram agora no terceiro ano de descida continuada, além do aumento dos níveis da dívida pública, que resultam do acréscimo de empréstimos e emissões de dívida para compensar a descida nas receitas.

O fundo divide os países de menores rendimentos em três grandes categorias: os exportadores de combustíveis, os de matérias-primas não combustíveis e os de exportações diversificadas.

Nos primeiros, por exemplo, o Produto Interno Bruto passou de um crescimento médio de 5,7% em 2014 para uma contracção de -1,6% em 2016 e que o défice orçamental passou de 1,9% do PIB em 2014 para 5,5% em 2016.

Os países exportadores de matérias-primas não combustíveis a queda verificada foi significativamente menor, com a taxa de crescimento do PIB a ter passado de 5,3% em 2014 para 2,8% em 2016 e com o défice orçamental a ter aumentado de 2,3% do PIB em 2014 para 3,8% em 2016.

O último grupo, por seu turno, manteve o crescimento da economia, tendo passado de 6,4% em 2014 para 6,1% em 2016, com o défice orçamental a ter aumentado ligeiramente, de 3,8% em 2014 para 4,6% em 2016. (Macauhub)

 

http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/01/16/paises-como-mocambique-guine-bissau-e-sao-tome-e-principe-devem-diversificar-exportacoes/

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JOSINA MACHEL EXIGE 300 MILHÕES DE METICAIS DE INDENIZAÇÃO POR DANOS NA VISÃO

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Maputo, 16 Jan (AIM) – Josina Machel, filha do primeiro Presidente da República, Samora Machel, com a activista Graça Machel, exige uma indemnização de 300 milhões de meticais, mais de 4,2 milhões de dólares norte-americanos, ao ex-namorado, pelos danos causados e que culminaram com a perda de visão num dos olhos.

A vítima exigiu esses valores durante o julgamento do caso, que iniciou hoje, no Tribunal Judicial do Distrito Municipal Ka-Mpfumo, em Maputo, após ter sido adiado a 16 de Dezembro último, por falta de comparência do réu, Rofino Licuco.josina

Josina Machel disse, durante a audição, que pretende, com o valor exigido, financiar um projecto de mulheres vítimas de violência.

Questionada se o réu estaria em altura de pagar o valor que se lhe exigia, Josina Machel foi peremptória e disse: “Sim. O Rofino que eu conheço pode pagar”.

Relativamente às circunstâncias que culminaram com o incidente, a vítima voltou a afirmar que o ex-namorado ter-lhe-ia agredido com dois socos na face, atingindo os olhos, um dos quais com maior gravidade.

Estas declarações foram, no entanto, negadas pelo réu, que alegou, em sede do julgamento, que a mesma teria tropeçado e caído.

Terminada a primeira sessão do julgamento, nenhuma das partes envolvidas no caso prestou quaisquer declarações à imprensa, mesmo depois de tanta insistência.

Aliás, a única que falou foi a mãe da vítima: “Eu não vou fazer nenhuma declaração, até o fim. Só depois da sentença é que, talvez, eu possa fazer uma declaração à imprensa. Durante o processo, não vou falar”.graca

Josina Machel fez-se ao tribunal acompanhada da família, activistas, personalidades políticas e do seu advogado, numa sessão que iniciou cerca das 10 horas e que terminou às 13h30.

A segunda sessão do julgamento só terá lugar a 2 de Fevereiro próximo.

O caso da agressão à Josina Machel ocorreu em Outubro de 2015, em Maputo, a capital moçambicana.

Sabe-se que Josina Machel e Rofino Licuco foram namorados entre 2012 e 2015.
(AIM)
Anacleto Mercedes (ALM)/DT

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Países pobres podem ficar sem peixe para alimentar

 


Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro

Em pouco mais de 30 anos, milhões de pessoas em países em desenvolvimento podem não conseguir comprar e comer peixe, alerta um relatório da World Wide Fund for Nature (WWF) .

O documento, “À pesca de proteínas – Qual o impacto das pescarias marinhas na segurança alimentar global até 2050”, analisa a quantidade de peixe que pode ser retirada dos mares de forma sustentável até ao meio do século.
A análise prevê que muitas pessoas vão ter de exportar o peixe em vez de o comer e não terão acesso a alternativas que substituam a fonte de proteína. No relatório, os responsáveis da organização começam por alertar para a necessidade de se duplicar as necessidades globais de alimentos nos próximos anos, face ao aumento populacional, e lembram que mil milhões de pessoas passam fome todos os dias, por problemas de distribuição alimentar e de pobreza. O peixe, diz-se no documento, alimenta com pelo menos 20 por cento das necessidades de proteína mais de 3,1 mil milhões de pessoas e é responsável pelo fornecimento de 17 por cento da proteína consumida no mundo. Adicionalmente cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca, sendo que nem sempre para consumo. O peixe é frequentemente a única fonte disponível de proteínas nas regiões costeiras de países em desenvolvimento mas no mundo o peixe é menos consumido nos países mais pobres (10 quilos por pessoa/ano) e tem um consumo acima da média na Ásia, América do Norte e Europa. Até ao meio do século, diz o estudo da WWF, é necessário uma captura sustentável e uma melhor gestão das pescas, o que permitiria peixe suficiente para toda a população (12 quilos por pessoa/ano). Mas perante uma escassez em 2050, os países ricos vão preferir importar peixe dos países em desenvolvimento, que vão optar por vender a fonte de proteína em vez de a comer. Nesse ano, diz-se no estudo, países pobres de África e da América Latina não vão conseguir satisfazer a suas procuras internas por exportarem para os países ricos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercados/paises_pobres_podem_ficar_sem_peixe_para_alimentar

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Jovens angolanos disputam cinco mil vagas na Universidade Agostinho Neto

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por Gabriel Bunga |


Fotografia: José Soares 

Milhares de candidatos ao ensino superior acorrem ao Campus Universitário, na zona do Camama, em Luanda, para se inscreverem na Universidade Agostinho Neto.

O processo de inscrição iniciou a 5 de Janeiro e termina no dia 21 deste mês,  tendo sido inscritos até ao momento mais de 20 mil candidatos.  Os exames de admissão começam a 30 de Janeiro  e terminam a 6 de Fevereiro.
A universidade prevê inscrever para este ano 50 mil candidatos que vão disputar 5.385 vagas, distribuídas em 45 cursos das nove unidades orgânicas.
Para a inscrição, a universidade  cobra quatro mil kwanzas por um curso e seis mil kwanzas por dois cursos, para cada candidato.
Cálculos por defeito indicam que para a inscrição num curso (quatro mil kwanzas), e se se admitir que haja cinquenta mil candidatos, a Universidade Agostinho Neto pode arrecadar duzentos milhões de kwanzas num espaço de dezassete dias. Se os cinquenta mil candidatos se inscreverem em dois cursos (seis mil kwanzas), a universidade   pública arrecada trezentos milhões de kwanzas.
O presidente da Comissão Nacional de Pais e Encarregados de Educação Angolana – Amigos da Criança, Manuel Diogo, mostrou-se preocupado com os valores das inscrições. “Qual é o destino destes valores? O pior é que muitos candidatos nem sequer conseguem ingressar na universidade. As instituições públicas deviam reflectir sobre isso\”, referiu.

Emolumentos

O coordenador da subcomissão de comunicação da Comissão Técnica do Exame de Acesso 2017, Arlindo Isabel, disse ao Jornal de Angola que o valor cobrado é um emolumento estabelecido para suportar os custos da operação, que envolve mais de 500 funcionários, entre  professores, funcionários não docentes e estudantes.
“Eles têm que tomar pequeno almoço, almoçar,  produzir folhetos,  regulamentos e os exames,  para que o processo seja sustentável”. Sublinhou que os folhetos e regulamentos são distribuídos a todos os candidatos.
Arlindo Isabel disse que este é um processo  que não está previsto no Orçamento Geral do Estado. Antigamente, acrescentou, era cobrado nas unidades orgânicas e depois do estabelecimento do critério de exame unificado passou a ser cobrado pela reitoria da Universidade Agostinho Neto.
“Os requisitos para a inscrição são o certificado ou declaração com notas descriminadas, cópia do Bilhete de Identidade, declaração da situação militar regularizada, declaração de serviço e o pagamento de quatro mil por uma opção e seis mil kwanzas por duas opções,  pagos uma só vez. Há ainda uma ficha de inscrição que é encontrada aqui”, disse.
Arlindo Isabel precisou  que as cobranças no acto de inscrição são uma decisão interna da Universidade Agostinho Neto, aprovada pelos órgãos de governo daquela instituição de ensino.
O coordenador da subcomissão de comunicação da Comissão Técnica do Exame de Acesso 2017 disse que a decisão existe há anos e  o processo de inscrições não está previsto no Orçamento Geral do Estado. A Lei nº 17/16 de 7 de Outubro, Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino, aprovada no dia 11 de Agosto de 2016, pela Assembleia Nacional define o regime jurídico do Ensino Superior, mas não clarifica a forma de comparticipação dos pais e dos estudantes no processo de ensino e aprendizagem.
A Lei define que as despesas relativas às inscrições, assistência às aulas, material escolar e outros encargos, no Ensino Superior, são da responsabilidade dos pais e encarregados de educação. Ainda não regulamentada, a  Lei garante que só ao Presidente da República, na qualidade de Titular do Poder Executivo, cabe regular e autorizar a cobrança de taxas e emolumentos pelos serviços prestados nas instituições públicas de ensino dos diversos níveis. Muitos candidatos chegam às instalações do Campus Universitário às 4horas da manhã. Cada um ocupa o seu lugar na fila, de acordo com a área de formação. Os candidatos são levados por seis autocarros, das portas de entrada ao interior do Campus Universitário, uma distância de cerca de quilómetro e meio.
Os candidatos são distribuídos em três áreas de triagem, onde declaram os cursos a fazer. Aqui, o processo é lento, porque os funcionários têm a missão de verificar a autenticidade dos documentos. Depois, os candidatos  são encaminhados para a biblioteca central, onde fazem a inscrição. “Esta inscrição é um processo absolutamente rápido, porque temos vários computadores instalados, e em média, a solução tecnológica consegue inscrever 100 candidatos em três minutos”, disse Arlindo Isabel.

Processo de selecção

Arlindo Isabel disse que o processo de selecção é feito de forma automática no computador. As folhas de provas dispõem de um número. Depois da prova, a parte com o nome é recortada.
No dia do exame, os candidatos recebem um recibo que tem um código de barras, que permite verificar se de facto a pessoa está inscrita naquele curso. O lançamento de notas é feito por laser e o nome aparece automaticamente. O  sistema organiza a lista a partir da maior nota. “Em qualquer curso, entram os candidatos que tiverem a maior nota”, explicou, referindo  que o sistema está programado também para seleccionar os candidatos com menos idade.Depois dos exames, a base de dados é enviada para a faculdade e os candidatos com maior nota são considerados como inscritos. Os resultados são publicados na página electrónica da UAN.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/saude_e_educacao/cinco_mil_vagas_na_uan

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Comunidade acadêmica brasileira denúncia operação no Congresso Nacional

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NOTA DE REPÚDIO

As entidades abaixo relacionadas, que representam comunidades acadêmicas, científicas, tecnológicas e de inovação, vêm a público denunciar a operação desastrosa feita pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária Anual – LOA 2017 com a criação de uma nova fonte de recursos (fonte 900) retirando verbas das áreas de educação e C,T&I. Esses recursos estavam antes assegurados pela fonte 100, que tem pagamento garantido pelo Tesouro Nacional.

Essa transferência para a fonte 900 não tem recursos assegurados, tanto que passam a ser chamados de “recursos condicionados ” de acordo com manual orçamentário. A fonte 900 inclusive põe em dúvida o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que exige para cada empenho a definição clara da fonte de recursos. Qual a fonte real que o governo utilizará para honrar os pagamentos prometidos pela LOA 2017 à área de C,T&I se a fonte usada está “condicionada” a um apontamento futuro?

Salientamos que só na área de C,T&I o impacto financeiro será de R$ 1,712 bilhão, deixando a operação das OSs e das bolsas de pesquisa com apenas R$ 206 milhões na fonte 100, de pagamento direto pelo Tesouro Nacional. Em todo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação – MCTIC, somente a pesquisa científica foi atingida pela transferência de recursos para a fonte 900.

A operação realizada pelos parlamentares gerará, na prática, um corte de 89,24% nas dotações orçamentárias previstas para administração do setor, as Organizações Sociais (OSs) e as bolsas de formação e capacitação em C,T&I. Isso porque a nova fonte 900 poderá ser uma mera ficção, ao tirar a garantia de pagamento dos recursos previstos na LOA para coloca-los na dependência futura de uma nova lei que, de fato, defina uma fonte segura que cubra a previsão orçamentária.

Para educação e C,T&I a situação é gravíssima tendo em vista a aprovação, por este mesmo Congresso Nacional, da PEC dos Gastos Públicos, que congelará os investimentos em educação para os próximos 20 anos. É triste ver o país continuar encarando educação e C,&I como gasto e não como investimento, como ocorre em países avançados, por falta absoluta de compreensão dos que decidem.

Apesar do que afirma o governo, a transferência de recursos da pesquisa para a fonte 900 gerará impactos dramáticos no sistema educacional já em 2017, caso não seja imediatamente revertida, prejudicando milhares de pesquisadores em todo o pais que dependem de bolsas da CAPES e do CNPq para dar sequencia a seus trabalhos.

Oficialmente, alegam que os recursos suspensos serão pagos por meio da Desvinculação de Receitas da União – DRU. Fosse isso verdade, porque então não manter as verbas na fonte 100, já que será o mesmo Tesouro Nacional quem irá administrar as verbas desvinculadas futuramente?

No jogo político, o sequestro das verbas aprovado pelo Congresso Nacional nos parece uma forma não ortodoxa para garantir a aprovação da controversa Lei de Repatriação de Recursos (PL 2.617/2015), de onde supostamente viria a verba capaz de voltar a garantir o pagamento efetivo dos recursos colocados na fonte 900.

É lamentável constatar esses fatos que serão extremamente prejudiciais ao país. Qualquer Nação na era da economia do conhecimento sabe que educação e C,T&I são as peças fundamentais para atingir os objetivos de cidadania num mundo global. A comunidade acadêmica, científica, tecnológica e de inovação está perplexa com a sequencia de ações tomadas pelo governo federal em parceria com o Congresso Nacional, que claramente colocam em risco o futuro do Brasil. Sinceramente esperamos que essas decisões sejam revistas pelo bem da Nação e do povo brasileiro.

  • Academia Brasileira de Ciências (ABC)
  • Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec)
  • Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Empresas Inovadoras (Anpei)
  • Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap)
  • Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti)
  • Sociedade Brasileira de Física (SBF)
  • Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)